<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-19874057</id><updated>2009-12-10T17:49:38.531-03:00</updated><title type='text'>Essa Metamorfose Ambulante</title><subtitle type='html'>"Dentre todas as tarefas pedagógicas, a mais difícil é a que consiste em expor problemas científicos de tal forma que um espírito não-preparado possa compreendê-lo e formar opinião própria - isso, para nós, corresponde ao único êxito absoluto." (Max Weber)</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://essametamorfose.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default?orderby=updated'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essametamorfose.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25&amp;orderby=updated'/><author><name>Ricardo Agostini Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559738301528642614</uri><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>365</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19874057.post-6657046289206445814</id><published>2009-12-10T17:23:00.003-03:00</published><updated>2009-12-10T17:49:38.538-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='In My Life'/><title type='text'>Political Compass</title><content type='html'>Periodicamente, tenho o hábito de fazer o teste do &lt;a href="http://www.politicalcompass.org/"&gt;Political Compass&lt;/a&gt; para avaliar o imapcto de meus estudos sobre minha visão de mundo e de política. Desde o final da minha gradução, meus resultados se estabilizaram de acordo com o mapa abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/SyFZXfkLHFI/AAAAAAAAAfk/YQknmFZxi2I/s1600-h/pcgraphpng.php.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 333px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/SyFZXfkLHFI/AAAAAAAAAfk/YQknmFZxi2I/s400/pcgraphpng.php.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413706487221132370" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O eixo vertical representa vários graus entre maior ou menor regulação do Estado sobre o comportamento das famílias, entre os extremos do anarquismo (sul) e do fascismo (norte). Já o eixo horizontal representa os graus de maior ou menor intervenção do Estado na atividade econômica, entre os extremos do comunismo (esquerda) e do laissez-faire (direita).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um modo geral, meus resultados estão refletindo o que estudei e aprendi nos últimos anos. Os agentes privados (indivíduos e famílias) têm a capacidade de tomar decisões e de buscar seus interesses, com problemas de assimetria de informações inferiores aos enfrentados pelos planejadores centrais. Por isso, devem ser deixados livres para buscar sua felicidade, a menos que suas decisões interfiram na felicidade alheia. O setor produtivo deve ser composto por empresas privadas que, buscando o interesse próprio da maximização de lucros, criam renda, empregos e produtos para o consumo, satisfazendo as necessidades dos agentes econômicos. Porém, se as empresas utilizarem poder de mercado para elevar seu bem-estar em detrimento dos consumidores, devem passar por regulação pública. Também acho que é papel do Estado o fornecimento de bens cuja produção pela iniciativa privada não é realizada em uma escala apropriada, seja por motivos tecnológicos, seja por motivos de assimetria de informação, seja por motivos institucionais, além de utilizar políticas macroeconômicas para corrigir flutuações abruptas. Além disso, considero que todo indivíduo deve ter o direito de subsistir com dignidade, independentemente da sua aptidão produtiva. Isso justifica transferências de renda e programas sociais favorecendo a população mais pobre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um modo geral, os economistas tendem a concordar em ser liberais em relação ao comportamento individual, e isso se deve à vigência da teoria da escolha racional como paradigma dominante na nossa ciência. Outros cientistas sociais, tal como os advogados, sociólogos e historiadores tendem a enfatizar um maior papel às normas e às estruturas sociais sobre o comportamento humano, e por isso acreditam mais nas regulamentações políticas. Já a discussão sobre o "tamanho ótimo" da regulamentação estatal na economia é tema de incessantes e acalorados debates entre os economistas, sujeitos a divisão de opiniões de acordo com as escolas de pensamento e com modismos flutuam ao longo das décadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19874057-6657046289206445814?l=essametamorfose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essametamorfose.blogspot.com/feeds/6657046289206445814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19874057&amp;postID=6657046289206445814&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/6657046289206445814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/6657046289206445814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essametamorfose.blogspot.com/2009/12/political-compass.html' title='Political Compass'/><author><name>Ricardo Agostini Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559738301528642614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00355127788137785484'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/SyFZXfkLHFI/AAAAAAAAAfk/YQknmFZxi2I/s72-c/pcgraphpng.php.png' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19874057.post-1973557122682386768</id><published>2009-12-08T22:32:00.001-03:00</published><updated>2009-12-08T22:34:17.495-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='In My Life'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fun Fun Fun'/><title type='text'>De Novo, Os Cupins</title><content type='html'>Em Belo Horizonte, eu costumava me incomodar com os periódicos enxames de cupins, comuns nos dias mais quentes. Hoje, em Brasília, estou com saudade deles. Os cupins da capital federal, ainda que voem em menor número, são do tamanho de borboletas. Devem comer um armário por dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19874057-1973557122682386768?l=essametamorfose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essametamorfose.blogspot.com/feeds/1973557122682386768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19874057&amp;postID=1973557122682386768&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/1973557122682386768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/1973557122682386768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essametamorfose.blogspot.com/2009/12/de-novo-os-cupins.html' title='De Novo, Os Cupins'/><author><name>Ricardo Agostini Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559738301528642614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00355127788137785484'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19874057.post-4957396283799939707</id><published>2009-12-02T12:56:00.002-03:00</published><updated>2009-12-02T13:05:24.820-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='In My Life'/><title type='text'>Banhos de Chuva em Brasília</title><content type='html'>Em Belo Horizonte, quando contei para uma ex-aluna que estava me mudando para Brasília, ela me alertou sobre o clima extremamente seco da capital federal. Ela também me recomendou usar cremes hidratantes para que minha pele e lábios não esfarelassem com o sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pura propaganda enganosa. Aqui tem chovido todos os dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem mesmo, consegui tomar dois grandes banhos de chuva em um intervalo de três horas. O primeiro foi quando desci do ônibus e me dirigi para o consultório médico onde faria uma série de exames exigidos pelo PNUD. Cheguei no consultório como se tivesse mergulhado em uma piscina com minas roupas, e a secretária, quando me viu, teve que segurar o riso. Para piorar, acabei pisando em um buraco na calçada cheio da mais pura lama, o que deixou meu sapato na UTI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, quando já tinha passado a chuva, fui para o Brasília Shopping comprar roupa de cama. Eis que, para minha surpresa, na hora em que saí de lá caiu um novo toró, me molhando completamente de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre fui avesso à posse de guarda-chuvas porque sempre acabo esquecendo-os por onde passo. Mas acho que devo considerá-los novamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19874057-4957396283799939707?l=essametamorfose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essametamorfose.blogspot.com/feeds/4957396283799939707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19874057&amp;postID=4957396283799939707&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/4957396283799939707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/4957396283799939707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essametamorfose.blogspot.com/2009/12/banhos-de-chuva-em-brasilia.html' title='Banhos de Chuva em Brasília'/><author><name>Ricardo Agostini Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559738301528642614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00355127788137785484'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19874057.post-3779878772462898509</id><published>2009-11-27T16:08:00.002-03:00</published><updated>2009-11-27T16:15:22.378-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='In My Life'/><title type='text'>Endereço Fixo em Brasília</title><content type='html'>Na semana passada, me mudei para um apartamento alugado na quadra 703 Norte. Vou dividir essa nova república com um ex-colega de mestrado que hoje é técnico de pesquisa no IPEA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o meu quinto endereço nesses últimos três anos, e certamente o mais novo e limpo deles. E também é o mais caro, mas não fica muito distante do kitnet que dividíamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos durante ums duas ou três semanas procurando apartamentos em Brasília. Encontramos vários muito bons, e de preços similares, ainda que elevados. Contudo, as enormes confusões e burocracias exigidas pelas imobiliárias, principalmente no que diz respeito á exigência de dois fiadores residentes no DF, nos motivaram a fechar contrato diretamente com um proprietário. Ao contrário dos gerentes de imobiliárias, os proprietários não tratam seus inquilinos potenciais como se fossem caloteiros confessos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19874057-3779878772462898509?l=essametamorfose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essametamorfose.blogspot.com/feeds/3779878772462898509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19874057&amp;postID=3779878772462898509&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/3779878772462898509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/3779878772462898509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essametamorfose.blogspot.com/2009/11/endereco-fixo-em-brasilia.html' title='Endereço Fixo em Brasília'/><author><name>Ricardo Agostini Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559738301528642614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00355127788137785484'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19874057.post-6471245479846222988</id><published>2009-11-25T10:29:00.004-03:00</published><updated>2009-11-25T10:32:35.131-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia Social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Macroeconomia'/><title type='text'>Mapa da Pobreza Mundial</title><content type='html'>Uma contribuição, do Alan, meu colega de mestrado no Cedeplar-UFMG. Clique no mapa para ampliar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/Sw0xmmTY2RI/AAAAAAAAAfc/GYv-8ni55gg/s1600/world-poverty-map-GDP-per-capita-esquire.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 215px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/Sw0xmmTY2RI/AAAAAAAAAfc/GYv-8ni55gg/s400/world-poverty-map-GDP-per-capita-esquire.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408033266728491282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais informações sobre o mapa, contruído por ninguém menos que o &lt;a href="http://oikomania.blogspot.com/2009/08/o-dia-em-que-fiz-acemoglu-gargalhar.html"&gt;Acemoglu&lt;/a&gt;, podem ser encontradas &lt;a href="http://www.esquire.com/features/best-and-brightest-2009/world-poverty-map-1209"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19874057-6471245479846222988?l=essametamorfose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essametamorfose.blogspot.com/feeds/6471245479846222988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19874057&amp;postID=6471245479846222988&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/6471245479846222988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/6471245479846222988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essametamorfose.blogspot.com/2009/11/mapa-da-pobreza-mundial.html' title='Mapa da Pobreza Mundial'/><author><name>Ricardo Agostini Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559738301528642614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00355127788137785484'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/Sw0xmmTY2RI/AAAAAAAAAfc/GYv-8ni55gg/s72-c/world-poverty-map-GDP-per-capita-esquire.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19874057.post-6305384915132348091</id><published>2008-08-18T01:55:00.005-03:00</published><updated>2009-11-24T09:11:41.928-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='In My Life'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Master&apos;s'/><title type='text'>Sobre o Mestrado</title><content type='html'>Acompanhando meu amigo Thomas, no seu blog &lt;a href="http://oikomania.blogspot.com"&gt;Oikomania&lt;/a&gt;, apresento nesse post um breve resumo sobre o mestrado em economia no CEDEPLAR-UFMG. Após mais de um ano e meio de curso, já tenho uma boa noção de como descrever o programa de pós-graduação do centro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, muitas pessoas interessadas no programa de pós-graduação em economia do Cedeplar me perguntam se esse é um centro mais identificado com a ortodoxia, com a heterodoxia, ou é um centro eclético em paradigmas do pensamento econômico. Em resposta, posso afirmar que a ênfase do Cedeplar é em economia aplicada, não se enquadrando majoritariamente em nenhuma corrente de economia teórica, já que poucos pesquisadores daqui trabalham nessa área. Então, o que predomina aqui é a econometria aplicada, isto é, o uso de métodos empíricos para a análise de dados quantitativos. O grau de informatização do curso é impressionante (ao contrário da minha graduação na UFRGS), sobretudo nas disciplinas de econometria. Isso agrada a alguns estudantes, já que prepara bastante para o trabalho profissional de economista, e desagrada a outros, que consideram o curso muito técnico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explicando melhor, o curso de mestrado do Cedeplar pode ser dividido em três fases. Na primeira fase, incluindo o nivelamento e o primeiro semestre, fazemos ao todo sete cadeiras (20 créditos) de disciplinas obrigatórias. Essas disciplinas abrangem o &lt;em&gt;hard core &lt;/em&gt;da economia teórica focada no mainstream, isto é, estatística, 3 matemáticas (análise real e otimização estática, otimização dinâmica e equações diferenciais), microeconomia (teoria do consumidor, da firma e equilíbrio geral), macroeconomia (focada na modelagem de curto prazo, e eclética nas diversas correntes ortodoxas, como as teorias neokeynesianas, monetaristas, novo-keynesianas e novo-clássicas) e econometria (cross-section e teoria assintótica). A bibliografia segue um padrão internacionalmente comum, e, aparentemente, usa-se aqui os mesmos manuais do curso de pós-graduação da USP: o Romer de macroeconomia, o Mas-Colell de microeconomia (exigindo estudo complementar pelo "Microeconomic Analysis" do Varian), o Greene de econometria (exigindo estudo complementar pelo manual do Wooldridge, para graduação), o Elon de análise real, o Simon &amp; Blume para otimização estática e equações diferenciais, e o Chiang para otimização dinâmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro semestre é muito estressante para todos, e isso é visível pelo conteúdo dos posts que eu publicava naquela época. Tínhamos provas todas as semanas a partir da Semana Santa, e entre os estudos para cada prova, tínhamos resenhas, listas de exercícios e relatórios de econometria aplicada para entregar. As cadeiras mais complicadas, para mim, foram a Microeconometria I, pela complexidade da matéria e da linguagem do manual, e Econometria I, pela maior carga de relatórios, exercícios e trabalhos para entregar. Porém, na minha turma, houve reprovações apenas em uma disciplina, a Introdução à Economia Matemática (análise real e otimização estática). Nas demais, as notas foram calculadas de maneira normalizada e competitiva entre os estudantes, de modo que, em cada matéria, saíram em média 2 ou 3 A, 4 ou 5 C, e B para todo o resto. Segundo ouvi relatos, isso acontece na maioria dos cursos de pós-graduação - e não só em economia - do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo no final do primeiro semestre, fomos orientados pelos alunos mais antigos do curso a já procurar áreas de interesse para a dissertação, e manter contato com possíveis professores orientadores, para sobretudo conhecer quais disciplinas optativas deveríamos fazer. Assim, na segunda fase do mestrado (que inclui o segundo e o terceiro semestres), os alunos são encaminhados para áreas de concentração em economia aplicada, e fazem as disciplinas relacionadas a sua área. Dessas áreas, as três predominantes no Cedeplar são as seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Economia Regional. Inclui econometria espacial (profa. &lt;a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4781826J0"&gt;Sueli Moro&lt;/a&gt;), equilíbrio geral computável aplicado (prof. &lt;a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4707514U6"&gt;Edson Domingues&lt;/a&gt;), Nova Geografia Econômica (prof. &lt;a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4788322H6"&gt;Mauro Borges Lemos&lt;/a&gt;), métodos de análise regional (prof. &lt;a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4782490E3"&gt;Rodrigo Simões&lt;/a&gt;), crescimento econômico e capital humano (profa. &lt;a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4784337A6"&gt;Lízia&lt;/a&gt;), abordagem neoshumpeteriana e aplicações à economia brasileira (prof. &lt;a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4787171D7"&gt;Clélio Campolina Diniz&lt;/a&gt;), planejamento urbano (prof. &lt;a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4781194H2"&gt;Roberto Monte-Mór&lt;/a&gt;), entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Economia do Bem-Estar Social (minha área). Inclui economia da saúde (profa. &lt;a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=B23966&amp;tipo=completo&amp;idiomaExibicao=1"&gt;Mônica Viegas&lt;/a&gt;), economia da educação e mercado de trabalho (profa. &lt;a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4785799A6"&gt;Ana Flávia&lt;/a&gt;) e economia da pobreza e microeconometria aplicada (profa. &lt;a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4723599J8"&gt;Ana Maria Hermeto&lt;/a&gt;). Essa área de pesquisa conta com uma excelente sinergia com o depertamento de pós-graduação em Demografia do Cedeplar, que inclui demografia econômica (prof. &lt;a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4767428D9"&gt;Bernardo Queirós&lt;/a&gt;), avaliação de políticas sociais (prof. &lt;a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4783320Z4"&gt;Eduardo Rios-Neto&lt;/a&gt;), desigualdade e pobreza (profa. Simone) e econometria de modelos hieráriquicos (profa. &lt;a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4788189A0"&gt;Cibele&lt;/a&gt;). Um grande leque de opções para pesquisas e orientações, enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Macroeconomia Pós-Keynesiana. Inclui os aspectos mais financeiros da teoria pós-keynesiana (prof. &lt;a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4785311E2"&gt;Marco Crocco&lt;/a&gt;) e aplicações à macroeconomia internacional e ao desenvolvimento econômico (professores &lt;a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=E851572"&gt;Fred&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4792946P5"&gt;Gilberto Libânio&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4784353Y4"&gt;Marco Flávio&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dessas linhas, o Cedeplar conta com dois professores da área de Economia Industrial (prof. &lt;a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4798668U4"&gt;Duda &lt;/a&gt;e prof. &lt;a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4763317Z1"&gt;Ricardo Ruiz&lt;/a&gt;), e alguns especializados em temas focados em história econômica, HPE e metodologia da economia (como os professores &lt;a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4707564T5"&gt;Hugo &lt;/a&gt;e &lt;a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4783972Y0"&gt;João Antônio&lt;/a&gt;, entre outros). Há uma boa sinergia entre as linhas de pesquisa, como trabalhos estudando a pobreza nas regiões do Brasil, o impacto regional de políticas monetárias, o impacto dos ciclos macroeconômicos sobre a pobreza, a correlação entre vulnerabilidade externa e inovação tecnológica, arranjos produtivos regionais e locais, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A especialização dos alunos em temas de pesquisa tem vantagens e desvantagens. Dentre as principais vantagens, posso citar que a maior parte dos alunos de mestrado do Cedeplar tem condições de elaborar trabalhos e artigos científicos muito avançados em suas áreas, próprios para apresentação em congressos (incluindo internacionais) e para publicação em periódicos. Isso vale não apenas para a dissertação, mas sim para quase todos os trabalhos que fazemos como método de avaliação nas disciplinas optativas. Por outro lado, a especialização pode frustrar alguns alunos que tem interesse em seguir pesquisa em áreas fora das citadas, e até mesmo para conseguir orientadores. Por exemplo, cito os alunos que desejariam trabalhar com macroeconomia ortodoxa, com mercados financeiros, ou com economia brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destaco que somos pressionados diretamente pelos professores e pelos coordenadores de curso para realizar pesquisas, mesmo fora da dissertação, transformar trabalhos de disciplinas em artigos, e submetê-los em congressos e revistas científicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação às oportunidades pós-mestrado, ainda estou pesquisando a respeito. O mercado de trabalho para economistas em Belo Horizonte é um pouco melhor do que em Porto Alegre, devido aos grupos de pesquisa, mais muito inferior ao do Rio de Janeiro e São Paulo. Somos muito dependentes de concursos públicos e de vagas no setor acadêmico. Alguns professores têm contatos para doutorado no exterior, como a University of London, a University of Cambridge e a New School for Social Ressearch para os pós-keynesianos, e a University of Illinois e a London School of Economics para o pessoal da economia regional. Para a economia social, ainda não conheço os contatos, mas os ex-integrantes já formados seguem carreira em pesquisa econômica aplicada (PNUD-ONU, Fundação João Pinheiro, BNDES), ou em doutorado em demografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluo o texto afirmando que, para aqueles que vão prestar exame ANPEC nos próximos anos, o Cedeplar-UFMG é uma ótima opção para todos aqueles já inclinados a seguir carreira acadêmica na economia, principalmente no que diz respeito à pesquisa econômica aplicada, e que têm afinidade com as áreas de concentração do centro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19874057-6305384915132348091?l=essametamorfose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essametamorfose.blogspot.com/feeds/6305384915132348091/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19874057&amp;postID=6305384915132348091&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/6305384915132348091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/6305384915132348091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essametamorfose.blogspot.com/2008/08/sobre-o-mestrado.html' title='Sobre o Mestrado'/><author><name>Ricardo Agostini Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559738301528642614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00355127788137785484'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19874057.post-2174744540293474873</id><published>2009-11-23T10:07:00.002-03:00</published><updated>2009-11-23T10:13:26.594-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crítica literária'/><title type='text'>Filosofia: Novas Respostas para Antigas Questões - Nicholas Fearn</title><content type='html'>Já faz algum tempo que eu tenho curiosidade em saber como os filósofos da atualidade explicam as questões fundamentais do seu ramo do conhecimento. Quem somos nós? Para onde vamos? O que sabemos? Eu gostaria muito de sabar se os filósofos atuais tinham idéias novas e pouco conhecidas pelo público que não é da área, se eles ainda estão muito ligados aos mestres do passado, ou se eles estavam imersos na pós-modernidade de negação da identidade objetiva e da verdade. Nesse sentido, &lt;a href="http://www.amazon.co.uk/Philosophy-Latest-Answers-Oldest-Questions/dp/1843540681/ref=sr_1_2/280-4226451-5366003?ie=UTF8&amp;s=books&amp;qid=1258981791&amp;sr=1-2"&gt;esse pequeno livro do Nicholas Fearn&lt;/a&gt; respondeu muitas das minhas dúvidas: sim, existem muitos filósofos contemporâneos com novas respostas para as antigas questões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro é dividido em 13 capítulos, agrupados em 3 sessões, “Quem Sou?”, que aborda a questaão da identidade pessoal, “Que Sei”, que aborda questões epistemológicas, e que “Que Devo Fazer?”, que aborda questões éticas, morais e sobre a vida após a morte. O autor utilizou, como método de pesquisa, entrevistas com os maiores filósofos vivos, a maioria norte-americanos, sobre o ponto de vista deles sobre os problemas filosóficos fundamentais. Esses filósofos seguem, em geral, a linha da filosofia analítica, predominante no mundo anglo-saxônico e escandinavo, segundo a qual a filosofia é vista como um ramo de conhecimento complementar à ciência. Isto é, o conhecimento científico é tido como válido e verdadeiro, e cabe à filosofia especular sobre as implicações ainda não demonstráveis e testáveis do que a ciência já provou. Por isso, muitas das “novas idéias” estão intrínsecamente ligadas à mecânica quântica, para explicações metafísicas, e à biologia evolucionista darwiniana, para explicar aspectos da natureza humana. Posso listar um breve resumo das idéias presentes no livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A noção de que os indivíduos humanos têm uma identidade singular é decorrente do pensamento religioso ocidental. Não há nenhuma evidência de que isso ocorra. Pelo contrário, a existência de uma doença como o mal de Alzeihmer, em que as pessoas perdem suas faculdades mentais e sua racionalidade antes de perder sua vida é um forte argumento contra a existência de uma alma imortal no interior de cada ser humano. Por isso, a identidade individual é melhor explicada como um mero somatório de processos biológicos dinâmicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os seres humanos tomam decisões restritas por uma série de circunstâncias. O autor obviamente não fala na “restrição orçamentária”, já que o livro não é de economia, mas sim em restrições políticas, sociais, legais, cognitivas e biológicas. Por isso, a questão do livre-arbítrio é relativa: as pessoas são livres para agir dadas essas circustâncias, que acabam determinando as decisões das mesmas. Todavia, não há nenhuma forma de controle total exógeno sobre a racionalidade humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Existe a verdade. Ela está na natureza das coisas. Contudo, não é certo se os seres humanos são capazes de alcançá-la, já que nossas capacidades cognitivas são limitadas e determinadas pela seleção natural darwiniana. Isto é, as habilidades dos nossos cinco sentidos decorrem de um processo evolucionário de adaptação ao ambiente em que vivemos, e não necessariamente são capazes de capturar toda a verdade universal, já que isso seria um desperdício de energia. Por outro lado, nada impede que seres de uma civilização extraterrestre sejam capazes de se comunicar com os mortos, por exemplo, se isso fosse necessário para que eles se adaptassem melhor ao seu ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O conhecimento de cada indivíduo decorre de suas crenças, já que a verdade muitas vezes é inalcançável. Porém, essas crenças são criadas pelas ações e observações de cada um em relação ao mundo objetivo, e não de processos intrínsecos de revelações. A existência das linguagens é uma forte evidência a favor da objetividade das crenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A necessidade humana de conhecimento filosófico pode ser explicado pela biologia evolucionária. Para uma melhora adaptação psicológica ao nosso meio, necessitamos de conhecimento que transceda aquilo que conseguimos observar, e que explique nosso papel no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A filosofia pós-moderna da Europa Continental é falha por considerar os conceitos de verdade e de razão como conseqüência de intenções políticas, e não o contrário. Assim, como as intenções políticas são tidas como exógenas, não explicadas racionalmente, abre-se espaço para teorias totalitárias, místicas e românticas sobre a realidade. Por outro lado, o desapego à verdade e à razão tende a transformar os textos pós-modernos em coletivos de prolixidade vazia. Eu, pessoalmente, já suspeitava dessa idéia desde a disciplina de Introdução às Ciências Sociais, no primeiro semestre da graduação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não há nenhuma evidência de que exista algo como uma &lt;a href="http://oikomania.blogspot.com/search/label/%C3%A9tica"&gt;ética&lt;/a&gt; universal à humanidade. Cada sociedade tem o seu código de conduta moral, que pode ou não ser expresso formalmente, em termos totais ou parciais, em leis. Nossas ações podem seguir ou se desviar do que achamos ético de acordo com as circunstâncias, isto é, do que ganhamos em transgredir a moral e da possibilidade de sermos descobertos e punidos. A moral religiosa, de que há um Deus que tudo vê e que determina o que é certo e errado, é fundamentalmente autoritária e coercitiva. Atualmente, há um processo social de abandono ao compromisso com a moral, laica e religiosa, isto é, as pessoas cada vez mais se preocupam apenas em seguir as regras formais de conduta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Também não há nenhuma evidência de que exista vida após a morte. A necessidade dela para explicar a finalidade da nossa vida terrena não é um argumento válido, pois então teríamos que descobrir qual seria a finalidade da vida após a morte. Na verdade, a possibilidade de entendermos a finalidade do “tudo” é limitada por não conseguimos delimitar o que é esse “tudo”. Ao contrário, o conhecimento humano progride mais na medida em que a realidade pode ser dividida em partes cada vez menores. Por outro lado, a crença na vida após a morte decorre do medo humano da não-existência, o que é conseqüência de uma estratégia racional evolutiva de auto-preservação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que tudo é muito polêmico, e os filósofos da tradição da Europa Continental, como a grande parte dos pensadores sociais brasileiros, têm seus argumentos de defesa e de contra-ataque. Além disso, afirmar que determinados fatores metafísicos não existem simplesmente porque não há evidências da ciência empírica ao seu favor parece refletir uma visão muito estreita de mundo. E ainda, a tentativa de fundamentar todos os aspectos da natureza humana de acordo com o evolucionismo darwiniano também tende a ficar demasiadamente ad-hoc, já que essa teoria foi construída para explicar a dinâmica das espécies em prazos muito longos, e não fenômenos sociais com poucos séculos ou mesmo décadas de existência. Mas o livro é leitura recomendada pelo seu papel desalienador, de fazer pensar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19874057-2174744540293474873?l=essametamorfose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essametamorfose.blogspot.com/feeds/2174744540293474873/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19874057&amp;postID=2174744540293474873&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/2174744540293474873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/2174744540293474873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essametamorfose.blogspot.com/2009/11/filosofia-novas-respostas-para-antigas.html' title='Filosofia: Novas Respostas para Antigas Questões - Nicholas Fearn'/><author><name>Ricardo Agostini Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559738301528642614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00355127788137785484'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19874057.post-2136252984978759272</id><published>2009-11-09T17:17:00.003-03:00</published><updated>2009-11-15T23:50:07.543-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Macroeconomia'/><title type='text'>Geografia, Cultura, Instituições e o Desenvolvimento Econômico dos Estados Brasileiros</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Uma questão da minha prova de Macroeconomia II no Cedeplar/UFMG.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;III – Geografia, cultura e instituições têm sido listados como importantes determinantes do nível de longo prazo da renda. Você acha a hipótese pertinente para explicar o nível relativo de renda entre os estados brasileiros? Desenvolva.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instituições e cultura, segundo &lt;a href="http://press.princeton.edu/titles/8764.html"&gt;Acemoglu (2008)&lt;/a&gt;, são mecanismos que afetam os incentivos econômicos predominantes no ambiente nos quais os agentes estão submetidos. Em síntese, consistem em um conjunto de regras, regulações, leis e políticas que influenciam o comportamento das pessoas. Esses conjuntos de regras são importantes para o crescimento econômico, já que afetam as decisões dos indivíduos de investir em tecnologia, de poupar e de acumular capital físico e humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, os conceitos de instituições e de cultura ainda que semelhantes no que diz respeito ao seu papel de regular os incentivos às decisões individuais nas sociedades, são distintos. Segundo Acemoglu, as instituições dependem de escolhas sociais, isto é, estão sobre o controle dos membros da sociedade, podendo ser reformadas se estes assim decidirem, de acordo com suas preferências sociais. A cultura, por outro lado, é tida como exógena aos agentes individuais, já que depende de fatores de cunho histórico inflexíveis no curto prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Particularmente às regiões do mundo que passaram por processo de colonização européia a partir do século XV, a análise institucional procura respostas para seus os diferenciais de desenvolvimento após suas independências. É considerado um fato estilizado pela literatura que as exportações geraram grande riqueza no período inicial da colonização, mas criando paralelamente desigualdades políticas e econômicas que não permitiram a criação de instituições capazes de estimular o crescimento econômico. Nesse caso, Acemoglu destaca a importância da população inicial das colônias e de sua mortalidade. As colônias pouco povoadas e pouco sucetíveis à epidemias, como a costa leste dos Estados Unidos, tenderam a favorecer a colonização de povoamento, com instituições favoráveis à igualdade de direitos e o incentivo à livre-iniciativa. Os lugares muito povoados, como o México, os Andes e a Índia, ou com altas taxas de mortalidade devido à epidemias, como a África, tenderam a dificultar o povoamento e favorecer o extrativismo e a organização institucional pela criação e manutenção de privilégios às elites locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação aos diferenciais de renda entre os estados brasileiros, uma análise histórica referente ao papel da qualidade de suas instituições nesse processo foi elaborada por &lt;a href="http://www.anpec.org.br/encontro2006/artigos/A06A070.pdf"&gt;Menezes-Filho et al. (2006)&lt;/a&gt;. Os autores procuraram analisar o impacto de fatores como a proporção de escravos em 1819 e 1872, a proporção de analfabetos em 1872, o eleitorado em 1910 e a proporção de estrangeiros em 1920 sobre a atual qualidade das instituições em cada estado brasileiro, usando como proxy para essa última o vigor das políticas trabalhistas em cada unidade da federação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os autores chegaram ao resultado de que a escravidão não determina as instituições contemporâneas, já que esse regime de trabalho estava amplamente disseminado por todas as regiões do país. Todavia, o analfabetismo, o eleitorado e a atração de migrantes estrangeiros são importantes, e com impactos maiores nos estados localizados no sul do Brasil. A variável que mais se destacou sobre a qualidade atual das instituições dos estados foi a imigração, o que está de acordo com a hipótese de Acemoglu sobre as condições favoráveis ao povoamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="https://www.bnb.gov.br/content/aplicacao/ETENE/Anais/docs/implicacoes.pdf"&gt;Arraes et al. (2001)&lt;/a&gt; elaboraram um estudo sobre a importância do capital social e político como determinantes da qualidade das instituições dos estados brasileiros. O autor conceitua capital social como um conjunto de relações de confiança entre os agentes econômicos de acordo com as quais os agentes formam arranjos sociais capazes de promover o crescimento. Como proxy para essa variável, os autores escolheram a proporção de participação em cada unidade da federação nas eleições estaduais. Os autores chegaram à conlcusão que o papel do capital social e político sobre o desenvolvimento é endógeno, isto é, há uma relação simultânea entre o crescimento econômico e a qualidade das insituições nos estados brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação ao papel da geografia, um teste econométrico para os diferenciais de crescimento dos estados brasileiros de 1960 a 2000 foi elaborado por &lt;a href="http://desafios.ipea.gov.br/pub/td/2005/td_1124.pdf"&gt;Resende &amp; Figueiredo (2005)&lt;/a&gt;. Os autores testaram cerca de 30 variáveis relacionadas ao crescimento de cada estado, sendo que algumas delas se referiam especificamente a questões geográficas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessas variáveis, três foram significantes. Em primeiro lugar, a taxa de urbanização da população estadual. De acordo com a Nova Geografia Econômica, isso reflete o fato de que regiões em que há aglomeração populacional tendem a apresentar maior taxa de crescimento econômico, uma vez que os custos de transportes são menores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, o índice pluviométrico, no sentido de que os estado com capitais com maior volume de chuvas têm menor crescimento econômico. Mesmo não havendo na literatura um modelo econômico que relacione especificamente essas duas variáveis, existem diversos estudos empíricos que condicionam a produtividade da agricultura de cada região a determinantes climáticos. Por outro lado, esse resultado pode estar refletindo o desempenho econômico recente dos estado do Centro-Oeste, cujas capitais apresentam clima mais seco do que as demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em terceiro lugar, por fim, a taxa líquida de migração, no sentido de que os estados que atraem migrantes internos tendem a crescer mais. Isso corrobora a hipótese levantada pela Nova Geografia Econômica, segundo a qual a migração expande o mercado consumidor e pressiona o mercado de trabalho das regiões, o que atria firmas e reduz custos, favorecendo dessa forma o crescimento econômico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19874057-2136252984978759272?l=essametamorfose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essametamorfose.blogspot.com/feeds/2136252984978759272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19874057&amp;postID=2136252984978759272&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/2136252984978759272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/2136252984978759272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essametamorfose.blogspot.com/2009/11/geografia-cultura-instituicoes-e-o.html' title='Geografia, Cultura, Instituições e o Desenvolvimento Econômico dos Estados Brasileiros'/><author><name>Ricardo Agostini Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559738301528642614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00355127788137785484'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19874057.post-4481111812678002733</id><published>2009-11-15T23:11:00.007-03:00</published><updated>2009-11-15T23:49:34.681-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wherever I May Roam'/><title type='text'>Passeios Cívicos em Brasília</title><content type='html'>Já faz três semanas desde que me mudei para Brasília. Nesse período, além de trabalhar, já tive a oportunidade de conhecer razoavelmente a capital federal. Meu local de trabalho, o IPC-UNDP, se localiza no Bloco O da Esplanada dos Ministérios, no prédio do Ministério da Defesa. Por isso, todo dia vejo os principais pavilhões do poder federal, como o Congresso, o Palácio do Planalto, O Itamaraty e o Ministério da Justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos finais de semana, principalmente quando está fazendo sol, quando não estou procurando apartamentos para alugar, tenho feito alguns "passeios cívicos", visitando os principais pontos turísticos da cidade. O primeiro lugar que visitei foi o Congresso Nacional, com direito a sentar nas poltronas nas quais os deputados formulam e aprovam &lt;a href="http://www.migalhas.com.br/mostra_noticia.aspx?cod=92874"&gt;leis em nome de nosso bem estar&lt;/a&gt;. Confesso que o palácio é mais bonito por fora do que por dentro, apesar de contar com um museu bem didático sobre a história da política no Brasil. Além disso, o plenário da Câmara é muito menor visto pessoalmente do que na televisão, e, segundo o guia turístico, isso é uma ilusão de ótica provocada pelo fato de o plenário ser filmado sempre de cima.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/SwC85iFpomI/AAAAAAAAAfE/IIIntzC0IL4/s1600/HPIM0752.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/SwC85iFpomI/AAAAAAAAAfE/IIIntzC0IL4/s400/HPIM0752.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404527249433666146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posteriormente, no meu segundo fim-de-semana em Brasília, caminhei pelo Eixo Monumental da Torre de TV até o Supremo Tribunal Federal. A Torre de TV tem um mirante que proporciona uma visão bastante completa da cidade. É um lugar ótimo para tirar fotos. Além disso, no seu segundo andar, tem um museu de mineralogia bastante semelhante ao de Belo Horizonte, na Praça da Liberdade, isto é, é bem organizado, mas é de interesse apenas para alunos do segundo grau. No pé da torre, há uma feirinha em que se compra e vende de quase tudo, desde camisetas do Bob Marley vendidas por ripongas rastafáris, até guarda-roupas e estantes de madeira. Quando tiver meu apartamento, sei que essa feira me será útil.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/SwC85wRksAI/AAAAAAAAAfM/JofdnlfsUfY/s1600/HPIM0748.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/SwC85wRksAI/AAAAAAAAAfM/JofdnlfsUfY/s400/HPIM0748.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404527253241769986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais adiante no Eixo Monumental está o Museu Nacional. O prédio é praticamente um ovo fincado no meio do concreto, uma grande esquisitisse do Niemeyer. Por dentro, haviam poucas exposições, mas uma, de fotos surrealistas tiradas por um artista francês, me chamou a atenção e me divertiu por mais de uma hora.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/SwC85dNuiKI/AAAAAAAAAe8/S8n0_JKZMi0/s1600/HPIM0741.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/SwC85dNuiKI/AAAAAAAAAe8/S8n0_JKZMi0/s400/HPIM0741.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404527248125364386" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após isso, caminhei até o Palácio do Itamaraty. Esse palácio é o prédio público mais bonito que visitei até agora na capital federal, sobretudo pelas obras de arte, incluindo esculturas, pinturas históricas e tapeçaria persa. Claro, para aqueles que, como eu, são leigos em matéria de arte clássica, a presença de uma guia contando a história de cada obra foi fundamental para a apreciação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, atrás do Congresso Nacional está uma praça, toda em concreto. Nela, está no centro um enorme mastro com uma bandeira nacional, à direita está o Supremo Tribunal de Justiça, e à esquerda está o Palácio do Planalto, este em reformas. Essa praça é um exclente &lt;em&gt;point &lt;/em&gt;para se tirar fotos. Na parte norte dessa praça está um pequeno prédio de design muito peculiar, que me despertou a curiosidade. Porém, quando cheguei perto, notei que parecia vazio e fechado, e não me atrevi a entrar. No outro dia, meus colegas de trabalho me avisaram que aquilo é, na verdade, um "pombal" federal, e quem se mete a entrar corre o sério risco de tomar um "banho". Dei sorte...&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/SwC86PGMdiI/AAAAAAAAAfU/CmPVdO00gAs/s1600/HPIM0757.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/SwC86PGMdiI/AAAAAAAAAfU/CmPVdO00gAs/s400/HPIM0757.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404527261515544098" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao procurar e visitar apartamentos para alugar, pude conhecer muito melhor as asas do Plano Piloto. Ao contrário da minh primeira impressão sobre a cidade, os prédios mais antigos (e feios) se concentram nas quadras mais próximas ao Eixo Monumental. Ao longo das asas, mais distantes, estão blocos de edifícios (que funcionam como condomínios) muito agradáveis, que conseguem aliar a funcionalidade residencial com um contato com a natureza, pela abundância de praças e de parques. E, sobretudo, destaco a ausência de grades ao redor dos prédios, o que dá uma impressão de liberdade ao se caminhar pelas quadras. Os apartamentos para alugar são muito caros, em comparação com Belo Horizonte, por exemplo. Dificilmente a soma de aluguel, IPTU e condomínio dê muito menos de 2 mil reais para apartamentos de dois quartos. Por outro lado, a qualidade dos imóveis para alugar é muito boa, não vi nenhum apartamento até agora que me causasse repulsa (como os que tem na área próxima à Praça da Estação em BH). Além disso, todos estão dotados de bons armários e banheiros limpos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19874057-4481111812678002733?l=essametamorfose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essametamorfose.blogspot.com/feeds/4481111812678002733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19874057&amp;postID=4481111812678002733&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/4481111812678002733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/4481111812678002733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essametamorfose.blogspot.com/2009/11/brasilia-news.html' title='Passeios Cívicos em Brasília'/><author><name>Ricardo Agostini Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559738301528642614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00355127788137785484'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/SwC85iFpomI/AAAAAAAAAfE/IIIntzC0IL4/s72-c/HPIM0752.JPG' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19874057.post-7991436700695415986</id><published>2009-11-05T10:10:00.003-03:00</published><updated>2009-11-05T10:17:17.647-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='IPC-IG'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='In My Life'/><title type='text'>Eu, Associate Researcher do IPC-IG-UNDP</title><content type='html'>Recebi hoje de manhã o e-mail que eu tanto esperava. Fui contratado pelo International Policy Centre for Inclusive Growth, um órgão de pesquisa em economia aplicada do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (UNDP), aqui em Brasília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas duas últimas semanas, cursei alguns tutoriais de Stata aplicados à microeconometria e à análise de impacto de políticas públicas, já me preparando para pôr a mão na massa. Espero que essa nova fase da minha vida contribua muito para apesquisa em Economia do Bem-Estar Social e para meu aprendizado pessoal (além do meu currículo Lattes).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19874057-7991436700695415986?l=essametamorfose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essametamorfose.blogspot.com/feeds/7991436700695415986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19874057&amp;postID=7991436700695415986&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/7991436700695415986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/7991436700695415986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essametamorfose.blogspot.com/2009/11/eu-associate-researcher-do-ipc-ig-undp.html' title='Eu, Associate Researcher do IPC-IG-UNDP'/><author><name>Ricardo Agostini Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559738301528642614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00355127788137785484'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19874057.post-3588519688939863191</id><published>2009-11-04T11:43:00.002-03:00</published><updated>2009-11-04T11:47:08.053-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fun Fun Fun'/><title type='text'>Pérola da Blogosfera Brasileira</title><content type='html'>Ontem descobri um dos blogs mais engraçados e inteligentes da blogosfera brasileira. O &lt;a href="http://classemediawayoflife.blogspot.com/"&gt;Classe Média Way of Life&lt;/a&gt; ironiza os hábitos pós-modernos dos brasileiros das grandes metrópoles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de sua crítica ser voltada à classe média, que hoje em dia já representa a maior parte da população urbana brasileira em termos de consumo, acho que vale para a população como um todo. Os mais pobres, se tivessem mais dinheiro, e os ricos, se tivessem menos, se comportariam da mesma maneira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19874057-3588519688939863191?l=essametamorfose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essametamorfose.blogspot.com/feeds/3588519688939863191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19874057&amp;postID=3588519688939863191&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/3588519688939863191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/3588519688939863191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essametamorfose.blogspot.com/2009/11/perola-da-blogosfera-brasileira.html' title='Pérola da Blogosfera Brasileira'/><author><name>Ricardo Agostini Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559738301528642614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00355127788137785484'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19874057.post-978867243717741345</id><published>2009-11-03T13:24:00.002-03:00</published><updated>2009-11-03T13:30:47.593-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fun Fun Fun'/><title type='text'>Novo Golpe pela Internet</title><content type='html'>&lt;em&gt;Leiam só o post que eu recebi hoje na minha conta do Panoramio:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Norbert Manjarrez, 1 hour ago, said: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So beautiful shot...it captures a feeling of adventure and mistery. I see that you are a perfect photographer. I need your advice. I put the self-extracting archive of pics of my young beautiful wife on my homepage. &lt;strong&gt;Please see these photos&lt;/strong&gt;. Decently I will put these pics on this site?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Greetings from U.S.A.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "Please See This Photos" abriria um link para um programa executável. Só por isso já permite desconfiar de vírus. Além disso, ele fala da "beautiful wife" dele em um site voltado a fotos paisagísticas e turísticas. Mas o que resolveu a questão foi a foto da minha conta em que ele comentou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://static.panoramio.com/photos/medium/28143149.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 375px; height: 500px;" src="http://static.panoramio.com/photos/medium/28143149.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém pode ver algum clima de mistério e de aventura no Instituto de Economia da Unicamp? Ou será que esse cara é um economista ortodoxo ironizando?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19874057-978867243717741345?l=essametamorfose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essametamorfose.blogspot.com/feeds/978867243717741345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19874057&amp;postID=978867243717741345&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/978867243717741345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/978867243717741345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essametamorfose.blogspot.com/2009/11/novo-golpe-pela-internet.html' title='Novo Golpe pela Internet'/><author><name>Ricardo Agostini Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559738301528642614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00355127788137785484'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19874057.post-1492337798402466748</id><published>2009-11-01T22:21:00.004-03:00</published><updated>2009-11-01T23:09:34.061-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='In My Life'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wherever I May Roam'/><title type='text'>Primeiras Impressões sobre Brasília</title><content type='html'>Já faz mais de uma semana desde que me mudei para Brasília, e minhas primeiras impressões sobre a cidade são bastante distintas das que tive quando me mudei para Belo Horizonte, em 2007. Em primeiro lugar, ao contrário da capital mineira, particularmente de sua região central, que é uma metrópole de prédios altos, cinzentos e colados uns aos outros de modo que a vista do céu é prejudicada, Brasília é muito mais espaçosa, e de prédios baixos, a não ser os de órgãos do governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Plano Piloto (Asas Sul e Norte), reside a classe média brasiliense (os mais abastados moram em condomínios e mansões atrás dos lagos e junto às embaixadas). Existem cerca de 16 quadras de extensão por 7 de largura em cada asa, e cada quadra é classificada de acordo com sua funcionalidade, tal como "Comércio Local", "Setor Residencial", "Setor Hospitalar", "Setor Hoteleiro", etc. Os endereços são dados pelo número da quadra que se localiza o imóvel, junto com o "bloco" que indica a posição do imóvel na quadra. No início, é estranho ler esses endereços, mas depois de se aprender a sua lógica, torna-se fácil de se orientar pela cidade. O quitinete que estou dividindo (Morato II) fica na quadra 502, que é um setor comercial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As quadras, em geral, são muito grandes, com muito espaço entre os prédios (os "blocos"), de modo que existem calçadas entre eles para a circulação de pedestres. A circulação de carros é mais complexa: cada quadra tem um acesso próprio, com um estacionamento de rua (poucos prédios têm garagem subterrânea) em cada uma. Os prédios são bastante curiosos: originalmente eram todos bastante semelhantes, mas depois de tantas reformas ao longo dos 50 anos da capital federal, eles adquiriram design próprio, cada um. As reformas dos prédios funcionais, adaptando-os às demandas tecnológicas e arquitetônicas ao longo das décadas, seguem um processo peculiar: alguma construtora compra um prédio antigo, quebra-o quase por inteiro, deixando apenas seu "esqueleto", e constrói todo o resto de novo, deixando como se fosse um prédio novo. Na quadra atrás do quitinete, quase todos os prédios estão passando por esse tipo de reforma. Além disso, mesmo com toda a área verde presente na cidade, e que eu sentia tanta falta quando morava em BH, confesso que não acho os prédios de Brasília bonitos, a não ser os mais recentes, ou os melhor reformados. Ainda não me acostumei com a estética dos prédios funcionais originais, todos iguais e com aspecto de pequenos colégios. Mesmo os prédios públicos mais antigos (à excessão do Banco Central e do Banco do Brasil) parecem gigantescas caixas de fósforos empilhadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, a gastronomia da cidade, assim como sua vida cultural, é muito rica e agradável. O custo da alimentação em Brasília, ao contrário do que me falaram, não é absurdamente cara: um pouco mais que em Belo Horizonte, mas muito menos que em São Paulo, por exemplo, os preços estão mais ou menos no nível de Porto Alegre. Existem muitos restaurantes caros, mas também existem restaurantes funcionais nos ministérios que são subsidiados (10 reais o quilo, no almoço), além de restaurantes com pratos executivos de cerca de 10 reais, e botecos mais simples que servem pratos enormes de arroz, feijão, bife e salada por 7 reais. Ao contrário de BH, pastelarias, confeitarias e lanchonetes especializadas em salgados e pão-de-queijo são raras em Brasília, e estão concentradas na rodoviária. O lanche típico da população são redes de fast-food como Giraffa's, Subway, Bob's e McDonald's, que abundam pelas quadras comerciais. Isso, sim, pode elevar os gastos pessoais com alimentação. A vida cultural conta com muitas exposições de artes plásticas e teatros junto às sedes dos bancos, além de casas de cinema alternativo, tudo a preços acessíveis (ou de graça).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema de ônibus da cidade me pareceu eficiente, com muitas linhas e freqüência satisfatória. Além disso, há uma discriminação de preços nas tarifas: os ônibus que circulam no plano piloto cobram 2 reais, e os que vão até as cidades satélites cobram 3 reais a passagem. A discriminação certamente reflete os custos com combustível, mas é pior para a população mais pobre, que costuma morar mais longe dos seus postos de trabalho. O que me impressionou foi a má qualidade dos ônibus da cidade, muitos deles são tão antigos que parecem que vão estragar a cada vez que o motorista pára em uma parada. Isso é surpreendente para uma cidade da renda per capita de Brasília...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou trabalhando em um órgão de pesquisa em economia aplicada na Secretaria de Assuntos Estratégicos ligado à ONU (IPC-UNDP), que fica na Esplanada dos Ministérios. Nos finais de semana, quando não estou procurando apartemento com meu colega de mestrado (e de quitinete), tenho visitado os pontos turísticos da capital federal: visitei o Congresso, que é muito interessante (apesar de que o plenário da Câmara é muito menor pessoalmente do que parece na televisão) e com muito conteúdo didático sobre a história e as instituições políticas brasileiras, as sedes do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, e a região dos lagos. Ainda há muito o que conhecer por aqui!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19874057-1492337798402466748?l=essametamorfose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essametamorfose.blogspot.com/feeds/1492337798402466748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19874057&amp;postID=1492337798402466748&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/1492337798402466748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/1492337798402466748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essametamorfose.blogspot.com/2009/11/primeiras-impressoes-sobre-brasilia.html' title='Primeiras Impressões sobre Brasília'/><author><name>Ricardo Agostini Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559738301528642614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00355127788137785484'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19874057.post-3363674640429707326</id><published>2009-10-30T08:08:00.002-03:00</published><updated>2009-10-30T08:11:18.782-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fun Fun Fun'/><title type='text'>Os Ditados Populares na Era Digital</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Mais um e-mail engraçado que recebi de meus colegas. Como atualizar os ditos populares com a evolução da informática e das telecomunicações?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. A pressa é inimiga da conexão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Amigos, amigos, senhas à parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Antes só, do que em chats aborrecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. A arquivo dado não se olha o formato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Diga-me que chat frequentas e te direi quem és.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Para bom provedor uma senha basta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Não adianta chorar sobre arquivo deletado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Em briga de namorados virtuais não se mete o mouse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Em terra off-line, quem tem um 486 é rei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Hacker que ladra, não morde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. Mais vale um arquivo no HD do que dois baixando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. Mouse sujo se limpa em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. Melhor prevenir do que formatar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14.O barato sai caro. E lento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15.Quando a esmola é demais , o santo desconfia que tem vírus anexado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16. Quando um não quer, dois não teclam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17. Quem ama um 486, Pentium 5 lhe parece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18. Quem clica seus males multiplica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19. Quem com vírus infecta, com v'rus será infectado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20. Quem envia o que quer, recebe o que não quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21. Quem não tem banda larga, caça com modem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22. Quem nunca errou, que aperte a primeira tecla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23. Quem semeia e-mails, colhe spams.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24. Quem tem dedo vai a Roma.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25. Um é pouco, dois é bom, três é chat ou lista virtual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26. Vão-se os arquivos, ficam os backups.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27. Diga-me que computadortens e direi quem és.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;28. Há dois tipos de pessoas na informática. Os que perderam o HD e os que ainda vão perder...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;29. Uma impressora disse para outra: Essa folha é sua ou é impressão minha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;30. Aluno de informática não cola, faz backup.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;31. O problema de computador é o USB (Usuário Super Burro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;32. Na informática nada se perde nada se cria. Tudo se copia... E depois se cola.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19874057-3363674640429707326?l=essametamorfose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essametamorfose.blogspot.com/feeds/3363674640429707326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19874057&amp;postID=3363674640429707326&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/3363674640429707326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/3363674640429707326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essametamorfose.blogspot.com/2009/10/os-ditados-populares-na-era-digital.html' title='Os Ditados Populares na Era Digital'/><author><name>Ricardo Agostini Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559738301528642614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00355127788137785484'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19874057.post-2630887694199075453</id><published>2008-03-23T16:05:00.004-03:00</published><updated>2009-10-27T16:25:37.383-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mapa da Pobreza em POA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia Social'/><title type='text'>Mapa da Pobreza em Porto Alegre - 8 (Eixo Baltazar)</title><content type='html'>Apresento agora uma descrição dos núcleos de pobreza na região do chamado Eixo Baltazar em Porto Alegre. A região compreende o bairro Rubem Berta, a oeste da av. Assis Brasil e do bairro Sarandi, abordado no post passado. Uma visão geral sobre a região está na imagem a seguir:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_kemyL8tswK4/R-arP1PYo0I/AAAAAAAAAF0/pwYqo_Fz1-g/s1600-h/zona+nordeste.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_kemyL8tswK4/R-arP1PYo0I/AAAAAAAAAF0/pwYqo_Fz1-g/s400/zona+nordeste.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5181016709814330178" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns dos leitores que vêm acompanhando o blog afirmam que a pobreza em Porto Alegre se concentra em pequenas vilas espalhadas pela cidade, sem haver um determinado complexo de favelas. Pois, nesse post, provo que isso não é verdade. Nessa região encontra-se a "Grande Santa Rosa", uma vila (aparentemente semi-urbanizada) de grande dimensão:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_kemyL8tswK4/R-arPlPYoxI/AAAAAAAAAFc/kcfPeiiuVgA/s1600-h/Grande+Santa+Rosa.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_kemyL8tswK4/R-arPlPYoxI/AAAAAAAAAFc/kcfPeiiuVgA/s400/Grande+Santa+Rosa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5181016705519362834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A leste da Santa Rosa, encontram-se algumas vilinhas junto à fronteira com Alvorada (Vila dos Maias, Dois Toques e Nova Gleba). Porém, nessa região do mapa, o Google Earth apresenta imagens de definição inferior, o que torna difícil a diferenciação entre favelas e comunidades humildes afastadas:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_kemyL8tswK4/R-arP1PYozI/AAAAAAAAAFs/F5gM7PA5fv4/s1600-h/Vila+dos+Maias.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_kemyL8tswK4/R-arP1PYozI/AAAAAAAAAFs/F5gM7PA5fv4/s400/Vila+dos+Maias.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5181016709814330162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao norte dessa área, está o Beco João Paris, rodeado de terrenos nos quais, presentemente, a prefeitura está construindo COABs para o deslocamento da população da Vila Dique:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_kemyL8tswK4/R-arPVPYowI/AAAAAAAAAFU/s8oNXlU4oHA/s1600-h/Beco+Jo%C3%A3o+Paris.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_kemyL8tswK4/R-arPVPYowI/AAAAAAAAAFU/s8oNXlU4oHA/s400/Beco+Jo%C3%A3o+Paris.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5181016701224395522" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao sul, está a Vila Amazônia, já urbanizada em sua parte inferior:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_kemyL8tswK4/R-arP1PYoyI/AAAAAAAAAFk/VHStRympxX8/s1600-h/Vila+Amaz%C3%B4nia.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_kemyL8tswK4/R-arP1PYoyI/AAAAAAAAAFk/VHStRympxX8/s400/Vila+Amaz%C3%B4nia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5181016709814330146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Vila Amazônia já inicia um novo núcleo de vilas em Porto Alegre, mais ao sul: o núcleo Passo das Pedras. Nesse ponto da cidade, a pobreza dá uma "entrada" a oeste, afastando-se da fronteira com Alvorada, área em que agora predominam casas e condomínios de classe média, e algumas áreas rurais (entre as avenidas Bernardino Silveira Amorim e Baltazar de Oliveira Garcia).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19874057-2630887694199075453?l=essametamorfose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essametamorfose.blogspot.com/feeds/2630887694199075453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19874057&amp;postID=2630887694199075453&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/2630887694199075453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/2630887694199075453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essametamorfose.blogspot.com/2008/03/mapa-da-pobreza-em-porto-alegre-8.html' title='Mapa da Pobreza em Porto Alegre - 8 (Eixo Baltazar)'/><author><name>Ricardo Agostini Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559738301528642614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00355127788137785484'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_kemyL8tswK4/R-arP1PYo0I/AAAAAAAAAF0/pwYqo_Fz1-g/s72-c/zona+nordeste.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19874057.post-5607020412260346914</id><published>2009-10-26T23:04:00.002-03:00</published><updated>2009-10-26T23:28:42.914-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='In My Life'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wherever I May Roam'/><title type='text'>Brasília News</title><content type='html'>Sábado de manhã, cheguei em Brasília. A viagem de avião foi tranqüila, apesar de eu ter que pagar mais de 100 reais de excesso de peso na bagagem despachada. E isso que eu ainda tenho quatro caixas cheias de papers e livros na minha ex-república belorizontina, que eu fiquei de pegar ainda nesse ano. De qualquer forma, minhas bagagens chegaram são, salvas e no horário na capital federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De cara, na saída do aeroporto, tomei o famoso golpe do "taxi pirata", que muita gente já tinha me alertado. Ao procurar um taxi, fui indicado para um carro (muito fino e bem cuidado, diga-se de passagem) sem nenhuma pintura que o caracterizasse como taxi. Após embarcar minha bagagem, já quase na metade do caminho, notei que o carro não tinha taxímetro, isto é, eu tinha pego um taxi não-oficial DENTRO do aeroporto de Brasília, e fiquei totalmente à mercê do preço de seu motorista. O cara me cobrou 70 reais (!), quase o preço de uma viagem de BH até o aeroporto de Confins. Pelo menos, me deixou na porta do flat em que eu tinha reserva (não me seqüestrou).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou hospedado num quitinete do flat Morato II, no início da Asa Norte. O prédio é muito simples, mas o quarto é muito bom, não tem nenhuma comparação com o hotel Normandy, que eu fiquei nos meus primeiros meses em Belo Horizonte. O quarto tem um dormitório com duas camas (estou dividindo com um colega de mestrado, que passou no concurso do IPEA), uma sala conjugada com um armário de cozinha que tem um frigobar e um fogão, além de um banheiro. Pretendemos ficar por aqui até encontrarmos um apartamento de preço factível para alugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mesmo dia, visitamos o Brasília Shopping, que como a maior parte dos shoppings, é um não-lugar, ou seja, é igual em qualquer lugar. Lá, almoçamos comida mineira (concluímos que não há feijão tropeiro melhor do que o de BH), e pude comprar um mapa da cidade. Passamos o resto do dia olhando classificados e pesquisando pela internet sobre apartamentos para alugar. Ao entardecer, fomos assistir futebol em um boteco de nordestinos perto do nosso flat. Lá, a cerveja era barata, R$3,50 a garrafa, longe dos preços absurdos que muitos amigos meus me avisaram sobre a gastronomia brasiliense, antes de eu viajar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No domingo, demos uma volta pela cidade. Brasília é uma cidade "estranha", planejada bem demais. Alguns serviços, como bancos e hotéis, formam clusters ocupando quadras inteiras. Nas asas, predominam serviços comerciais ao longo das principais avenidas, ao passo que dentro das super-quadras, abundam prédios residenciais de não mais do que cinco ou seis andares. Em termos de arranha-céus nos moldes belorizontinos ou paulistanos, só vi hotéis e prédios públicos. Cada asa parece, na verdade, uma cidade do interior, com muito espaço e áreas verdes entre as construções. Os prédios estão cercados por caminhos de terra batida, percorridos pelos pedestres, que podem fazer atalhos por dentro das imensas quadras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não me adaptei à nomenclatura das ruas e quadras. Meu flat dica na quadra 502, em frente à avenida W3. Isso ainda me parece tão estranho... Mas já me avisaram que é fácil de se acostumar, depois de certo tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19874057-5607020412260346914?l=essametamorfose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essametamorfose.blogspot.com/feeds/5607020412260346914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19874057&amp;postID=5607020412260346914&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/5607020412260346914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/5607020412260346914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essametamorfose.blogspot.com/2009/10/brasilia-news.html' title='Brasília News'/><author><name>Ricardo Agostini Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559738301528642614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00355127788137785484'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19874057.post-7831752750935007241</id><published>2009-10-24T00:43:00.005-03:00</published><updated>2009-10-26T00:44:07.890-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='In My Life'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wherever I May Roam'/><title type='text'>Moving On... Adeus BH!</title><content type='html'>Hoje passei o dia encaixotando meus livros e arrumando minhas malas. Amanhã de manhã, embarco para Brasília, em busca de novas oportunidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando paro para pensar, me lembro que estou a quase três anos vivendo na capital mineira, e tudo parece que passou voando. Desde o fatídico dia em que deixei a casa dos meus pais em Porto Alegre para desembarcar no antigo Hotel Normandy, no centro, passando por todo o mestrado no Cedeplar-UFMG (e o clima de desespero no primeiro semestre), a mudança para a República Gaúcha na Cidade Nova, a mudança da sede da FACE-UFMG do Centro para o campus Pampulha, o momento em que conheci minha namorada Ana Carolina, as apresentações de trabalhos em congressos pelo país, a mudança para a República do Buraco, os shows do Iron Maiden e do Heaven and Hell, a defesa da dissertação, minha experiência como professor de macroeconomia, os meses em procura de emprego até hoje, parece que tudo ocorreu em um piscar de olhos. E tudo está registrado aqui no blog, nos posts a partir de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, hoje, meu último dia como residente oficial em Belo Horizonte, resolvi passar a tarde me despedindo solitariamente de tudo o que mais gostei da cidade. Saí de casa caminhando até a praça da Liberdade, que está quase toda em reformas de restauração dos prédios históricos. Desci pela avenida Cristóvão Colombo até a praça da Savassi, observando todos os bares e botecos que já freqüentei e, sobretudo, os que não tive oportunidade de freqüentar. Virei a esquerda na avenida Getúlio Vargas e segui até a Afonso Pena, e pude relembrar, no caminho, de todas as histórias que já presenciei na casa noturna A Obra e no bar da Dalva, este, sede da minha comemoração de aniversário no ano passado. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/SuUal7Lgl6I/AAAAAAAAAeU/Y9GeITS7ars/s1600-h/86+-+Bar+da+Dalva.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/SuUal7Lgl6I/AAAAAAAAAeU/Y9GeITS7ars/s400/86+-+Bar+da+Dalva.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396748967316854690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela Afonso Pena, segui sempre em frente e para cima, subindo as ladeiras próximas à avenida do Contorno e à praça da Bandeira. Tirei uma foto do prédio da Oi, cujo museu da história da telefonia, ainda que pequeno, foi uma das melhores atrações que assisti na cidade. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/SuUalxMO0II/AAAAAAAAAec/_WI--oQ3l8s/s1600-h/87+-+Pr%C3%A9dio+da+Oi.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/SuUalxMO0II/AAAAAAAAAec/_WI--oQ3l8s/s400/87+-+Pr%C3%A9dio+da+Oi.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396748964635529346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí segui para a Praça do Papa, que na minha opinião é o principal cartão postal da capital mineira. &lt;a href="http://essametamorfose.blogspot.com/2008/08/seca-na-paisagem-de-belo-horizonte.html"&gt;Como tivemos por aqui duas semanas de constantes chuvas, as montanhas da Serra do Curral, que limitam a cidade pelo sul, estavam totalmente verdes.&lt;/a&gt; De lá, assisti pela última vez (por algum tempo) o Belo Horizonte iluminado pelo Sol, enquanto tomava uma água de côco. De acordo com o Goodle Maps, foram 6,2 km de caminhada.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/SuUamWUZx7I/AAAAAAAAAe0/VRpn6LiIwoY/s1600-h/94+-+Despedida+do+Belo+Horizonte.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/SuUamWUZx7I/AAAAAAAAAe0/VRpn6LiIwoY/s400/94+-+Despedida+do+Belo+Horizonte.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396748974601914290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/SuUamK_S_eI/AAAAAAAAAes/oW_JJuYNmKs/s1600-h/93+-+Despedida+do+Belo+Horizonte.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/SuUamK_S_eI/AAAAAAAAAes/oW_JJuYNmKs/s400/93+-+Despedida+do+Belo+Horizonte.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396748971560599010" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/SuUamKnL10I/AAAAAAAAAek/plD1AIv_IyI/s1600-h/89+-+Pra%C3%A7a+do+Papa.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/SuUamKnL10I/AAAAAAAAAek/plD1AIv_IyI/s400/89+-+Pra%C3%A7a+do+Papa.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396748971459467074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao pôr-do-sol, peguei um ônibus de volta para o Centro. Terminei de arrumar minhas coisas, e fui jantar sozinho do rodízio de massas do La Greppia, tradicional ponto de reflexões pós-modernas com o &lt;a href="http://vagabundos-iluminados.blogspot.com/"&gt;Diego &lt;/a&gt;(e outros convidados) no primeiro semestre desse ano. Após jantar, fiquei durante algum tempo sentado na mesa degustando uma excelente Serramalte e pensando na vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo retornar à Belo Horizonte em breve, e com uma certa freqüência, já que minha namorada continua na cidade por pelo menos mais um ano, já que cursa doutorado no Cedeplar-UFMG. Além disso, deixo na minha república quatro caixas de livros, artigos e CDs, para carregar depois. Mas, quando retornar, serei um mero visitante na cidade, não mais um morador com raízes firmadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã, meu novo lar será o flat Morato II, na Asa Norte de Brasília. Dividirei o apartamento com um ex-colega de mestrado que passou em concurso. Procuraremos um apartamento para montar uma nova república em breve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19874057-7831752750935007241?l=essametamorfose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essametamorfose.blogspot.com/feeds/7831752750935007241/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19874057&amp;postID=7831752750935007241&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/7831752750935007241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/7831752750935007241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essametamorfose.blogspot.com/2009/10/moving-on-adeus-bh.html' title='Moving On... Adeus BH!'/><author><name>Ricardo Agostini Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559738301528642614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00355127788137785484'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/SuUal7Lgl6I/AAAAAAAAAeU/Y9GeITS7ars/s72-c/86+-+Bar+da+Dalva.JPG' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19874057.post-776309934725666414</id><published>2009-10-20T01:19:00.004-03:00</published><updated>2009-10-20T01:52:35.898-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wherever I May Roam'/><title type='text'>Minas Tour</title><content type='html'>Na semana passada, fiz com meus colegas do Cedeplar-UFMG uma tour por algumas cidades do interior de Minas Gerais: Ouro Preto, Viçosa e Mariana. Eu bem que queria ter visitado sobretudo Ouro Preto anteriormente, já que fazem quase três anos desde que me mudei para Belo Horizonte, mas sempre fiquei aguardando que meus colegas organizassem uma caravana turística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O motivo de minha viagem naquele feriadão do dia 12 era o casamento de um de meus colegas (o Thiago Caliari) na cidade de Viçosa, no sábado dia 10 de outubro. Assim, na manhã desse dia, saí de carona com mais 3 colegas meus, além da minha namorada, pela Estrada Real, que atravessa Minas Gerais rumo ao Rio de Janeiro, e por onde ocorria o transporte de ouro e pedras preciosas desde o século XVII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro passamos por Ouro Preto, a antiga capital mineira. Tiramos fotos do seu centro histórico. As construções são bastante bonitas, mas confesso que me decepcionei com a questão da preservação. Tudo parecia quase que em ruínas. Contudo, me contaram que durante aquele mesmo feriadão estava ocorrendo na cidade algum tipo de festa universitária, que estava trazendo sujeira e caos para o ambiente. Espero que, no futuro, eu tenha a oportunidade de conhecer Ouro Preto em uma época do ano menos agitada. Algumas das fotos que bati da cidade são essas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/St08fjLBPBI/AAAAAAAAAdc/NhR6p3AkgUs/s1600-h/13+-+Ouro+Preto.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/St08fjLBPBI/AAAAAAAAAdc/NhR6p3AkgUs/s400/13+-+Ouro+Preto.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394534441374792722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/St08fZpTtqI/AAAAAAAAAdU/ncbHnfuqhJM/s1600-h/15+-+Ouro+Preto.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/St08fZpTtqI/AAAAAAAAAdU/ncbHnfuqhJM/s400/15+-+Ouro+Preto.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394534438817478306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sábado à tarde, chegamos em Viçosa. Essa cidade, localizada no ponto médio entre Belo Horizonte e Vitória, no Espírito Santo, é uma cidade universitária, de tamanho relativamente grande, e com boa infra-estrutura residencial e comercial. O casamento ocorreu na mesma noite, e, na manhã de domingo, conhecemos a principal atração da cidade: a Universidade Federal de Viçosa. O campus é bastante extenso, com muitos prédios antigos, da década de 1910, quando foi fundada a universidade (durante o mandato do presidente do Brasil nascido em Viçosa Arthur Bernardes), de arquitetura neoclássica. A universidade é muito bem conservada e limpa, não se vê quase nenhum lixo no chão, quem visita se sente praticamente em uma universidade européia ou norte-americana, como se pode ver pelas fotos abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/St0-ehgjrwI/AAAAAAAAAd0/GbZ4Qtwr3u8/s1600-h/42+-+UFV.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/St0-ehgjrwI/AAAAAAAAAd0/GbZ4Qtwr3u8/s400/42+-+UFV.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394536622771646210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/St0-eD1K2yI/AAAAAAAAAds/FGeJvHF51u8/s1600-h/39+-+UFV.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/St0-eD1K2yI/AAAAAAAAAds/FGeJvHF51u8/s400/39+-+UFV.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394536614805035810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/St0-dRKD8bI/AAAAAAAAAdk/88rEvz7G8U8/s1600-h/38+-+UFV.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/St0-dRKD8bI/AAAAAAAAAdk/88rEvz7G8U8/s400/38+-+UFV.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394536601202454962" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após conhecer a universidade, compramos o famoso doce de leite local (mais escuro e menos doce que o "Mumu" de Porto Alegre, e comido puro pela população mineira, e não passado no pão) em um supermercado. Daí, seguimos para Mariana, próxima a Ouro Preto, no sentido de retorno à capital Belo Horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mariana foi a primeira capital de Minas Gerais. A cidade tem um visual colonial, semelhante à Diamantina (no norte do estado), e um aspecto mais tranqüilo, com mentos turistas do que Ouro Preto naquele feriadão. Conhecemos alguns restaurantes típicos mineiros, a praça central da cidade (que pareceu ser o principal &lt;em&gt;point &lt;/em&gt;noturno dos adolescentes locais) e quatro igrejas barrocas, de arquitetur imponente. Na segunda pela manhã, percorremos o caminho de Mariana para Ouro Preto de trem, acompanhando as atrações históricas nas duas estações, que estão quase que tranformadas em verdadeiros museus. Algumas das fotos que tirei em Mariana estão a seguir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/St1B8DpsMyI/AAAAAAAAAeM/6p5BJEzb-Uc/s1600-h/79+-+Pra%C3%A7a+em+Mariana.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/St1B8DpsMyI/AAAAAAAAAeM/6p5BJEzb-Uc/s400/79+-+Pra%C3%A7a+em+Mariana.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394540428687848226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/St1B7oE_FDI/AAAAAAAAAeE/fu6WIFYPAFA/s1600-h/65+-+Igreja.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/St1B7oE_FDI/AAAAAAAAAeE/fu6WIFYPAFA/s400/65+-+Igreja.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394540421286138930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/St1B7Bl-SvI/AAAAAAAAAd8/5wGBDKUQ55Q/s1600-h/78+-+Mariana.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/St1B7Bl-SvI/AAAAAAAAAd8/5wGBDKUQ55Q/s400/78+-+Mariana.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394540410955516658" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19874057-776309934725666414?l=essametamorfose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essametamorfose.blogspot.com/feeds/776309934725666414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19874057&amp;postID=776309934725666414&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/776309934725666414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/776309934725666414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essametamorfose.blogspot.com/2009/10/minas-tour.html' title='Minas Tour'/><author><name>Ricardo Agostini Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559738301528642614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00355127788137785484'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/St08fjLBPBI/AAAAAAAAAdc/NhR6p3AkgUs/s72-c/13+-+Ouro+Preto.JPG' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19874057.post-117813950439657798</id><published>2009-10-19T18:58:00.002-03:00</published><updated>2009-10-19T19:02:00.534-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='In My Life'/><title type='text'>Motivo de Minha Ausência</title><content type='html'>Como todos podem ter notado, o blog está meio parado nas últimas semanas. O motivo de minha ausência é uma obra que está sendo realizada no Shopping Cidade, ao lado do prédio onde moro, no Centro de Belo Horizonte. Estão construindo dois novos andares neste shopping, o que tirará a iluminação solar do meu quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está meio complicado agüentar barulho de furadeiras e pregação de lajes de segunda a sábado, e domingo pela manhã. Por isso, tento permanecer o menor tempo possível em casa durante a manhã e a tarde.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19874057-117813950439657798?l=essametamorfose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essametamorfose.blogspot.com/feeds/117813950439657798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19874057&amp;postID=117813950439657798&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/117813950439657798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/117813950439657798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essametamorfose.blogspot.com/2009/10/motivo-de-minha-ausencia.html' title='Motivo de Minha Ausência'/><author><name>Ricardo Agostini Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559738301528642614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00355127788137785484'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19874057.post-6269977835873493543</id><published>2009-10-16T02:48:00.002-03:00</published><updated>2009-10-16T02:51:28.533-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia Social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='In My Life'/><title type='text'>Primeira "Publicação"</title><content type='html'>Hoje, meu artigo "&lt;a href="http://www.cedeplar.ufmg.br/pesquisas/td/TD%20369.pdf"&gt;Um Ensaio sobre os Aspectos Teóricos e Metodológicos da Economia da Pobreza&lt;/a&gt;" foi publicado como texto de discussão do CEDEPLAR-UFMG. Já submeti o mesmo trabalho na revista Nova Economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que esse texto, que consiste no capítulo 2 da minha dissertação, seja de interesse dos iniciantes na área de Economia do Bem-Estar Social.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19874057-6269977835873493543?l=essametamorfose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essametamorfose.blogspot.com/feeds/6269977835873493543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19874057&amp;postID=6269977835873493543&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/6269977835873493543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/6269977835873493543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essametamorfose.blogspot.com/2009/10/primeira-publicacao.html' title='Primeira &quot;Publicação&quot;'/><author><name>Ricardo Agostini Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559738301528642614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00355127788137785484'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19874057.post-1047089571023334686</id><published>2009-10-06T16:48:00.002-03:00</published><updated>2009-10-06T16:53:09.467-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fun Fun Fun'/><title type='text'>Hitler Não Passou na ANPEC</title><content type='html'>Apareceu um vídeo muito legal no Youtube. Nele, Hitler discute com seus colaboradores sobre seu fracasso na prova de microeconomia do exame da ANPEC. O vídeo é relegendado do excelente filme "A Queda", e eu já vi paródias semelhantes se referindo à eliminação do Internacional da Copa Libertadores do ano passado, do Cruzeiro nesse ano e à corrupção do governo Yeda. Mas considero esse o mais engraçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/m9VzPlc_Uas&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/m9VzPlc_Uas&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19874057-1047089571023334686?l=essametamorfose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essametamorfose.blogspot.com/feeds/1047089571023334686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19874057&amp;postID=1047089571023334686&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/1047089571023334686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/1047089571023334686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essametamorfose.blogspot.com/2009/10/hitler-nao-passou-na-anpec.html' title='Hitler Não Passou na ANPEC'/><author><name>Ricardo Agostini Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559738301528642614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00355127788137785484'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19874057.post-2467804572543959483</id><published>2009-09-25T01:40:00.002-03:00</published><updated>2009-09-25T04:14:26.189-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crítica literária'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade'/><title type='text'>A Identidade Cultural na Pós-Modernidade - Stuart Hall</title><content type='html'>Comprei esse volume em uma feira de livros na Unicamp, durante o congresso de história econômica, para ter uma opção de entretenimento durante as conferências que não eram de meu interesse. Porém, meu interesse pela pós-modernidade não é recente. Comecei a ler sobre essa temática, que procura teorizar e relacionar a sociedade, a cultura e a intelectualidade contemporâneas, por indicação de um médico psiquiatra, em 2005. Primeiramente, conheci a obra de Michel Maffesoli, e em seguida estudei o livrinho de bolso do Jair Ferreira dos Santos ("O Que É Pós-Moderno?"). Nos últimos dois anos, porém, após longas discussões em mesa de bar com o "Vagabundo Iluminado" Diego Rodrigues, ando mais curioso sobre esse tema, e tenho procurado livros e artigos sobre isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, muito do que tenho lido sobre isso tem me agregado pouca conhecimento. Infelizmente, muitos sociólogos (que são os acadêmicos que mais estudam a pós-modernidade) têm o hábito de escrever de forma obscura, usando e abusando de figuras e formas metafóricas de linguagem, tornando seus textos pouco compreensíveis para quem não tem formação nessa área. Além disso, vários ramos das ciências humanas são impregnados por um relativismo radical, que tira toda e qualquer objetividade do conhecimento, o que torna a leitura de suas obras muito cansativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, esse não é o caso do livro do &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Stuart_Hall_(cultural_theorist)"&gt;Stuart Hall&lt;/a&gt;. O autor sabe escrever de maneira bastante clara suas idéias. Segundo o autor, a pós-modernidade, isto é, o período histórico da sociedade, da cultura e da intelectualidade após a Segunda Guerra Mundial, consiste em uma brusca mudança nas identidades sociais tais como elas eram definidas. Ou seja, o autor considera a pós-modernidade como um surto de "crise de identidade" generalizada para o indivíduo humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explicando melhor, o autor diferencia três concepções da identidade individual, de acordo com o período histórico e o ramo do conhecimento implícito. Primeiro, o "sujeito Moderno", ou "sujeito do Iluminismo", visto como um indivíduo unificado e plenamente dotado do senso de razão, decisão, consciência e ação. A racionalidade é vista como o centro essencial da identidade de uma pessoa: todo indivíduo utiliza meios para atingir seus interesses individualmente estabelecidos. Essa concepção de indivíduo está diretamente relacionada à teoria da escolha racional da Ciência Econômica, e à teoria do Direito Natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo, o "sujeito sociológico", definido pelas relações de cada indivíduo com o seu meio social, de acordo com a interação com outras pessoas. Isto é, a personalidade de cada sujeito é definida pela interação com a sociedade; cada indivíduo tem uma essência interior, mas esta é continuamente afetada e alterada pelas suas relações com o mundo exterior. Tal visão surgiu no final do século XIX, com o desenvolvimento das ciências sociais, particularmente a sociologia, sobretudo com as obras de autores como Èmile Durkheim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceiro, o "sujeito pós-moderno", visto de acordo com a negação de que as pessoas tenham uma essência individual interior unificada. Isto é, o sujeito tem não uma única, mas sim uma grande variedade de identidades pessoais, e muitas delas podem ser contraditórias umas com as outras, ou mesmo mal resolvidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A transformação da concepção moderna-sociológica de sujeito para a concepção pós-moderna, segundo Stuart Hall, decorreu dos avanços nas ciências biológicas e sociais nos séculos XIX e XX que demonstraram a superficialidade da noção do indivíduo unificado definida anteriormente. Na verdade, a própria noção do indivíduo moderno decorreu da evolução intelectual do Ocidente a partir do Renascimento, em contraposição à visão religiosa anterior. Segundo Hall (pg. 26),&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Muitos movimentos importantes no pensamento e na cultura ocidentais contribuíram para a emergência dessa nova concepção: a Reforma e o Protestantismo, que libertaram a consciência individual das instituições religiosas da Igreja e a expuseram diretamente aos olhos de Deus; o Humanismo Renascentistam que colocou o Homem (sic) no centro do universo; as revoluções científicas, que conferiram ao Homem a faculdade e as capacidades para inquirir, investigar e decifrar os mistérios da Natureza; e o Iluminismo, centrado na imagem do Homem racional, cientíico, libertado do dogma e da intolerância, e diante do qual se estendia a totalidade da história humana, para ser compreendida e dominada.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa noção de indivíduo foi abalada, a partir do século XIX, tanto pelo desenvolvimento da biologia darwiniana, que encontrou fundamentos naturais para o explicar a racionalidade humana, como pela complexização das sociedades modernas, com o crescimento das atividades comerciais, industriais e a urbanização, o que permitiu o desenvolvimento de novas teorias capazes de explicar a ação e a interação dos indivíduos. Hall aponta cinco avanços da teoria social que contribuíram para a superação da noção do sujeito moderno:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - O historicismo marxismo-hegeliano. Nessa concepção, a identidade individual é determinada pelos condicionantes históricos do meio social em que o indivíduo age. Para Hegel, o principal condicionante histórico são as idéias vigentes e aceitas pelos membros da sociedade. Para Marx, o principal condicionante histórico são os meios materiais de produção, isto é, a estrutura econômica vigente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - A psicanálise freudiana. Segundo essa teoria, a formação da identidade individual depende de fatores psíquicos que muitas vezes são inconscientes ao sujeito. Ou seja, a capacidade plena do indivíduo de tomar decisões e agir conscientemente em busca de seus interesses é posta em dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - A linguística estrutural, segundo a qual o pensamento individual é determinado pela cultura do meio social que o cerca, por meio da linguagem. Isto é, cada pessoa só pode se expressar se posicionando a respeito de su cultura, que define a sua língua e a sua capacidade de comunicação com as outras pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - A filosofia do poder disciplinar de Michel Foucault. Segundo esse autor, as instituições sociais têm o papel de vigiar e punir o comportamento individual em benefício não da coletividade, mas sim dos próprios detentores do poder, não apenas do poder político, mas também do poder econômico, ideológico e intelectual. Segundo Hall (pg. 42):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;O objetivo do "poder disciplinar" consiste em manter "as vidas, as atividades, o trabalho as infelicidades e os prazeres do indivíduo", assim como sua saúde física e moral, suas práticas sexuais e sua vida familiar, sob estrito controle e disciplina, com base no poder dos regimes administrativos, do conhecimento éspecializado dos profissionais e do conhecimento fornecido pelas "disciplinas" das Ciências Sociais. Seu objetivo básico consiste em produzir "um ser humano que possa ser tratado como um corpo dócil".&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 - O surgimento de movimentos sociais das minorias, isto é, que se uniam de acordo com identidades para além daquelas de natureza individual ou de classe social. Hall cita como exemplos o movimentos feminista, estudantil, pacifista e contracultural de 1968. Esses movimentos politizaram a subjetividade e o processo de identificação social, além de escancarar a pluralidade de identidades. Como exemplo, o autor cita o caso de um juiz norte-americano negro e conservador acusado de assediar sexualmente uma estagiária branca, e como que a opinião pública regiu a isso. Os indivíduos tenderam a reagir com base em seus conjuntos de identidades pessoais (do tipo homem/mulher, negro/branco, liberal/conservador), isto é, os homens negros liberais tenderam a ser favoráveis ao juiz, mas não os conservadores, ao passo que os homens brancos, liberais ou conservadores, foram mais favoráveis à estagiária. As mulheres, em geral, foram favoráveis à estagiária, a não ser o caso das mulheres negras liberais, que foram favoráveis ao juiz, acreditando que a denúncia foi alguma espécie de intriga de cunho racista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No resto do livro, Stuart Hall explica como a pós-modernidade, influenciada pelas cinco correntes de pensamento social descritas anteriormente, abalou a noção de identidade cultural até então mais aceita, que é a identidade nacional, isto é, a cultura de uma sociedade como a cultura de um país. A pós-modernidade, assim como a globalização, desconstriu a noção de que há um senso de nacionalidade acima da individualidade e de localidade. Ou seja, as pessoas estão perdendo seu senso de nacionalismo e de patriotismo, que são vistos como discursos para direcionar o senso de coesão social. Contudo, Hall destaca que a decadência das nacionalidade não significa o fim da coesão social, já que é um discurso relativamente novo na história da humanidade, datando do surgimento dos estados modernos ocidentais, e sua construção não foi um fenômeno pacífico e voluntário, mas decorreu da conquista e imposição por parte dos governos imperiais, que passaram a promover alguns de seus vassalos mais fiéis e próximos à condição de "compatriotas" ao custo da imposição da cultura imperial. Porém, a questão da nacionalidade, apesar de recente, já se enraizou nas sociedades modernas, e têm impacto sobre a cultura vigente nos meios em que vivem os sujeitos, seja na forma da linguagem, seja na forma das instituições, ou ainda na forma da ideologia historicista presente nos meios educacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, o autor explica a questão do obscurantismo e da perda de identidade intrínsecos à pós-modernidade. Com a globalização, a nacionalidade perde o seu sentido; as pessoas são membros ao mesmo tempo de pequenas comunidades locais e de uma grande aldeia global. Mas a nacionalidade canalizou o senso de cultura, em relação a qual se definem todas as identidades de cada indivíduo, de modo que as pessoas residentes nos países da civilização ocidental sentem que algum sentimento de coesão social tenha se enfraquecido nas últimas décadas. No resto do livro, Hall explica algumas controvérsias a respeito desse impacto da globalização sobre a desconstrução das identidades nacionais, com ênfase na relação da civilização ocidental com as demais culturas humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor do livro, em resumo, é que ele fornece uma boa noção para o público mais leigo sobre os últimos desenvolvimentos nas humanidades sem aquele tradicional "discurso crítico" de forte viés de ideologia política que impregna tantas das obras das ciências sociais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19874057-2467804572543959483?l=essametamorfose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essametamorfose.blogspot.com/feeds/2467804572543959483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19874057&amp;postID=2467804572543959483&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/2467804572543959483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/2467804572543959483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essametamorfose.blogspot.com/2009/09/identidade-cultural-na-pos-modernidade.html' title='A Identidade Cultural na Pós-Modernidade - Stuart Hall'/><author><name>Ricardo Agostini Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559738301528642614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00355127788137785484'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19874057.post-4286806361362599653</id><published>2009-09-19T17:22:00.006-03:00</published><updated>2009-09-19T18:06:50.541-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fun Fun Fun'/><title type='text'>Ótimo Site de Quadrinhos</title><content type='html'>Hoje descobri um site muito engraçado de quadrinhos e tiras. O nome é "&lt;a href="http://www.malvados.com.br"&gt;Malvados&lt;/a&gt;". Como o próprio nome demonstra, é especializado em humor negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melhor tira que li, até agora, é essa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/SrU-fcNDS4I/AAAAAAAAAck/XTa1bqsQk90/s1600-h/tirinha1253.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 127px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/SrU-fcNDS4I/AAAAAAAAAck/XTa1bqsQk90/s400/tirinha1253.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383277639459097474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19874057-4286806361362599653?l=essametamorfose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essametamorfose.blogspot.com/feeds/4286806361362599653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19874057&amp;postID=4286806361362599653&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/4286806361362599653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/4286806361362599653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essametamorfose.blogspot.com/2009/09/otimo-site-de-quadrinhos.html' title='Ótimo Site de Quadrinhos'/><author><name>Ricardo Agostini Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559738301528642614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00355127788137785484'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_kemyL8tswK4/SrU-fcNDS4I/AAAAAAAAAck/XTa1bqsQk90/s72-c/tirinha1253.gif' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19874057.post-2083529539067207352</id><published>2009-09-15T17:11:00.003-03:00</published><updated>2009-09-15T18:05:52.381-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia Social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='In My Life'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Master&apos;s'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wherever I May Roam'/><title type='text'>Congressos da ABPHE e da ENABER (2)</title><content type='html'>&lt;em&gt;... continuação do post anterior.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí de Campinas na quarta-feira às 8 da manhã. Cheguei em São Paulo uma hora depois, e depois de mais uma hora no trânsito, desci na rodoviária do Tietê. Minha primeira impressão da maior cidade do Brasil não foi nem um pocuo favorável: a visão da marginal Tietê, assim como do próprio rio, é uma das coisas mais feias que já presenciei no Brasil. Além disso, o trânsito é mais caótico do que eu imaginava, mesmo sendo muito bem "recomendado" pelos meus amigos residentes em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da rodoviária, peguei um táxi até o Hotel Filadélfia, localizado no bairro Pinheiros, relativamente próximo à Cidade Universitária da USP, local do congresso. 40 minutos (ouvindo o taxista se queixar da ex-mulher dele, ainda por cima) e 40 reais depois, cheguei no hotel, que é muito simples, mas confortável, e com diária em conta (80 reais quarto duplo, com café da manhã incluído). A região do hotel estava semi-destruída pelas obras da implementação da Linha Amarela do metrô; ruas livres e calçamento estavam escassos por lá. Tive tempo de tomar banho, me arrumar e dar uma última lida no artigo para apresentar, antes de pegar um ônibus para a USP. Por sorte, na mesma quadra do hotel passava um ônibus chamado "Butantã - USP", que tinha uma parada bem na frente da Faculdade de Economia e Administração, meu destino final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro dia de encontro, não presenciei nenhuma apresentação além da minha sessão. Aproveitei para matar as saudades do pessoal do Cedeplar-UFMG que eu não via a algum tempo, como o Weslem Faria, que está cursando doutorado na USP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha sessão começou às 17 horas e prosseguiu até depois das 19 (os horários do congresso foram programados para que os participantes escapassem do trânsito no horário de pico). Fui o presidente da sessão, o que me deu o trabalho de administrar o tempo de cada apresentação e dos debates que se seguiram. Inicieu a sessão apresentando o trabalho "Efeitos de Programas de Assistência Social sobre a Freqüência Escolar: Uma Análise Baseada em Modelos Hierárquicos", que eu tinha feito junto com a Helena Castanheira (Demografia-CEDEPLAR-UFMG) para a disciplina de mesmo nome em 2007. A apresentação foi tranqüila, principalmente porque poucos dos presentes dominavam essa técnica econométrica. Me sugeriram para concluir o trabalho fazendo um pareamento entre o perfil das crianças que freqüentam e que não freqüentam à escola. Além disso, meu professor Édson Domingues me chamou a atenção para não confundir "demanda por educação", que relaciona o comportamento dos agentes especificamente frente aos preços do sistema de ensino, com os "investimentos em educação" propriamente feitos pelas famílias, que dependem de outras variáveis (como idade das crianças, sexo, raça, etc.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha sessão tiveram outros dois trabalhos interessantes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* O Kleber Fernandes (UFS) testou duas hipóteses sobre a redução recente da pobreza no estado de Sergipe: a transição demográfica e o aumento das transferências federais às famílias. Era um trabalho simples, com hipóteses bastante conhecidas na economia da pobreza, mas a apresentação foi muito boa. Sugeri para ele que tentasse estimar se a redução da desigualdade intermunicipal dos rendimentos do trabalho também teve papel significante para a redução da pobreza, como já tinha lido em textos do Ricardo Paes de Barros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* O Paulo Jacinto (PUCRS) pesquisou quais são as variáveis determinantes para que as pessoas pobres tenham planos para melhorar de vida. O autor construiu sua própria base de dados, por meio de entrevistas com membros da população carente de Porto Alegre. O resultado foi de acordo com o esperado: os pobres mais pobres tendem a perder as esperanças, e não adotar nenhum plano para subir na vida. Os menos pobres, por outro lado, procuram saídas para a sua situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, assisti outras apresentações de interesse, a seguir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Minha namorada, Ana Carolina (CEDEPLAR-UFMG), apresentou as principais teorias do desenvolvimento regional no período pós-guerra, e como que elas condicionaram as políticas regionais no Brasil. A ênfase foi na teoria do desenvolvimento desequilibrado, de Hirschmann, que fundamentou o Plano de Metas do governo JK.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* A Eloise Botelho (UFJF), professora do curso de turismo, fez um trabalho relacionando a sociologia da pós-modernidade com o crescimento das atividades de turismo e seu impacto para as economias locais. Ela apresentou muito bem o trabalho, tinha uma retórica excelente, foi totalmente compreensiva mesmo para quem não era sociólogo ou turismólogo. Contudo, o resultado não me convenceu: segundo o trabalho, o turismo é uma atividade capital-intensiva, que beneficia apenas os investidores, e tem impactos mínimos sobre os trabalhadores locais. Achei essa conclusão generalista demais, já que existem inúmeras atividades e formas de gestão da economia do turismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* A Sibelle Diniz (CEDEPLAR-UFMG) apresentou um artigo extraído de sua dissertação, analisando as características e os determinantes do consumo de bens culturais nas regiões metropolitanas brasileiras. Os resultados foram muitas vezes surpreendentes (tipo Recife é a campeã nacional de consumo de artigos de decoração), e só podem ser explicados ao ler o artigo. O que mais me chamou a atenção foi que, nas cidades com maior infra-estrutura cultural, menor são os gastos das famílias nesses bens. Um verdadeiro efeito crowding-out cultural...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* O Leonardo Monastério (IPEA) comparou dois censos históricos brasileiros (1872 e 1920) para analisar a dinâmica espacial das atividades manufatureiras no país. Os movimentos de crescimento do oeste paulista e da Região Sul, assim como o empobrescimento do interior do Nordeste e do norte de Minas Gerais ficaram explícitos. O autor criticou a visão tradicional de que a dinâmica industrial brasileira só foi pautada ápós a Revolução de 1930.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Minha namorada apresentou  um outro artigo, investigando os determinantes da defasagem de série nas escolas nordestinas. Utilizou métodos bastantes avançados de econometria espacial. Muito bom o trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na assembléia de encerramento, foram premiados o trabalho de econometria espacial da minha namorada (que reagiu como se estivesse ganhando um Óscar!) e do Weslem, sobre a desconcentração industrial no Brasil, que ele apresentou na quarta-feira de manhã enquanto eu estava no ônibus. Meus parabéns aos dois!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora as atividades do congresso, aproveitei, junto com os demais cedeplarianos, para conhecer alguns pontos turísticos de São Paulo. Assistimos o jogo da seleção em um bar da Vila Madalena, de muito boa qualidade, mas bem caro. Além disso, conheci com minha namorada o aquário municipal de São Paulo e o Mercado Público (mas não tomei coragem para encarar um daqueles enormes sanduíches de mortadela). Circulei, a pé e de carro, pela região ao sul do centro, como as avenidas Rebuças e Faria Lima. Achei muito legal, os arranha-céus de design arquitetônico moderno combinam muito bem com o caráter cosmopolita da cidade, assim como o tamanho da economia local. Espero voltar lá algum dia para conhecer o resto da cidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19874057-2083529539067207352?l=essametamorfose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essametamorfose.blogspot.com/feeds/2083529539067207352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19874057&amp;postID=2083529539067207352&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/2083529539067207352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/2083529539067207352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essametamorfose.blogspot.com/2009/09/congressos-da-abphe-e-da-enaber-2.html' title='Congressos da ABPHE e da ENABER (2)'/><author><name>Ricardo Agostini Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559738301528642614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00355127788137785484'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19874057.post-1836417682392002313</id><published>2009-09-14T03:01:00.003-03:00</published><updated>2009-09-14T04:09:07.417-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Metodologia da Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='In My Life'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Master&apos;s'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><title type='text'>Congressos da ABPHE e da ENABER</title><content type='html'>Semana passada foi cheia de atividades. Participei dos Congressos da &lt;a href="http://www.abphe.org.br/"&gt;Associação Brasileira de Pesquisadores em História Econômica&lt;/a&gt;, em Campinas, e da &lt;a href="http://www.aber.org.br"&gt;Associação Brasileira de Estudos Regionais&lt;/a&gt;, em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí de Belo Horizonte no sábado 5/9, às 9 horas da noite, de ônibus. Cheguei em Campinas (com sua maravilhosa nova rodoviária, melhor que muitos dos aeroportos do país) no domingo às 5 e meia da manhã. Peguei um táxi até o hotel &lt;a href="http://www.hospedevip.com.br/campinas/hoteis/sol-inn-barao-geraldo.html"&gt;Sol Inn&lt;/a&gt;, no distrito de Barão Geraldo, a poucas quadras da Unicamp, sede do evento. Lá, tomei café da manhã e dormi até o meio-dia (não consigo dormir direito em ônibus e aviões), pouco antes de começar as atividades. A Unicamp forneceu transporte de ônibus nos três dias de encontro, de ida e volta do hotel, de modo que não fiquei refém das altas tarifas dos táxis de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No congresso de história econômica, revi antigos professores e colegas (como o &lt;a href="http://lattes.cnpq.br/9511067342067027"&gt;Pedro Fonseca&lt;/a&gt;, o &lt;a href="http://lattes.cnpq.br/2765376575337228"&gt;Sérgio Monteiro &lt;/a&gt;e a &lt;a href="http://lattes.cnpq.br/6163279658700888"&gt;Maria Heloisa Lenz&lt;/a&gt;, da UFRGS), e fiz novos amigos, como o &lt;a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4775555T5"&gt;Fábio Pesavento &lt;/a&gt;(UFF), a &lt;a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4773770P0"&gt;Marcia Eckert &lt;/a&gt;(UNIFESP) e o &lt;a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4764694P2"&gt;Tiago Gil &lt;/a&gt;(UNB). Contudo, em termos acadêmicos, os trabalhos pouco me acrescentaram. Me sinto muito distante da pesquisa em história econômica, e também achei os trabalhos muito especializados (como, por exemplo, a formação do setor canavieiro em Piracicaba na década de 1920). Por isso, procurei me concentrar nas sessões de história do pensamento econômico, focando nos aspectos metodológicos, e nas sessões em que pelo menos algum trabalho procurava abordar questões de bem-estar social e de políticas sociais, temas que eu venho pesquisando desde o mestrado. Os trabalhos que assisti e mais me chamaram a atenção foram:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* O Thiago Mandarino (UFVJM) pesquisou dados sobre as causas da mortalidade dos escravos no interior paulista durante o período colonial. Utilizando dados da época (poucos, mas muito interessantes), concluiu que o principal fator eram problemas cardíacos decorrentes do excesso de esforço físico, para adultos, e verminoses, para crianças. Detalhe que o autor conseguiu dados inclusive da idade de cada escravo falecido, e tinha inclusive uma senhora de 150 anos! Se o dado for confiável, é caso de se consultar o Livro dos Récordes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* O Carlos Eduardo Supriniak, meu colega cedeplariano, apresentou um panorama sobre os debates referentes à política comercial britânica durante as sessões do Parlamento nas primeiras décadas do século XVII. Consultando antigas atas e documentos, sua tese é que foi nesses debates que surgiu o bullionismo, fundamental marco teórico do mercantilismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* O Fernando Rugitsky (USP) apresentou um panorama completo sobre a história do pensamento sobre os ciclos econômicos durante o período entre-guerras, destacando um paralelo entre a visão keynesiana e a visão hayekiana. O nível de conhecimento do pesquisador me causou espanto, sobretudo quando ele, mais tarde, em um bar, me contou que é graduado e mestre em Direito, e só agora migrou para a Economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* O Júlio Manuel Pires (USP-RP) pesquisou a evolução do gasto público com saúde no Brasil desenvolvimentista. Ele provou com dados que esse gasto tendeu a cair ao longo do período estudado (sobretudo nos anos da Segunda Guerra). Segundo o autor, essa queda refletiu a ideologia dos governos desenvolvimentistas, para quem a modernização da estrutura produtiva era o aspecto fundamental do desenvolvimento, e os indicadores sociais (saúde, educação, etc.) eram endógenos a esse processo. No final de sua apresentação, iniciei um debate com ele, afirmando que talvez isso refletisse não uma convicção ideológica, mas sim uma tentativa desses governos de buscar legitimidade no poder, em uma época de radicalização e instabilidade política, concentrando recursos em políticas de crescimento no curto prazo, em detrimento das de longo prazo, como é o caso da saúde. Na discussão, concordamos que ambos fatores foram importantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Na minha sessão, denominada "Questões Metodológicas" dentro das sessões de história do pensamento econômico, apresentei mais uma vez meu trabalho sobre as idéias de Imre Lakatos na metodologia da economia neoclássica. Os demais trabalhos da sessão abordaram mais o papel da ideologia na construção de escolas do pensamento econômico, e esse foi o tom do debate. No final da sessão, o coordenador da mesa, o Fernando Nogueira da Costa (Unicamp) me pediu para analisar as modernas teorias de finanças, cujas hipóteses muitas vezes parecem ferir os axiomas da racionalidade, à luz do pensamento demarcacionista lakatosiano. No improviso, tentei argumentar que, se a racionalidade faz parte do "núcleo irredutível" da economia neoclássica, ou essas teorias de finanças estão fora desse programa de pesquisa, ou seus postulados (de ênfase na agressividade do investidor e na propensão aos riscos) são empurrados para flexibilizações no cinturão protetor do programa, principalmente no comportamento perante riscos e informação imperfeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* O Sérgio Monteiro, meu professor de Economia Brasileira Contemporânea II na UFRGS, demonstrou utilizando teoria dos jogos que o populismo da década de 1950 e início da de 1960 era uma situação de equilíbrio de estratégias dominantes para empresários e trabalhadores. Ou seja, fazia com que ambos cooperassem, e obtivessem juntos maior bem-estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O congresso financiou almoço, na segunda e na terça-feira, almoço em uma excelente churrascaria no distrito de Barão Geraldo. Além disso, teve uma feira do livro no saguão do Instituto de Economia da Unicamp, em que pude adquirir um bom livro (sem dogmatismos esquerdistas) sobre a pós-modernidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na quarta-feira às 8 da manhã voltei para a rodoviária e tomei um ônibus para São Paulo, rumo ao congresso da ENABER. Conto mais detalhes em um próximo post.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19874057-1836417682392002313?l=essametamorfose.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://essametamorfose.blogspot.com/feeds/1836417682392002313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=19874057&amp;postID=1836417682392002313&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/1836417682392002313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19874057/posts/default/1836417682392002313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://essametamorfose.blogspot.com/2009/09/congressos-da-abphe-e-da-enaber.html' title='Congressos da ABPHE e da ENABER'/><author><name>Ricardo Agostini Martini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14559738301528642614</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='00355127788137785484'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry></feed>