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quarta-feira, julho 11, 2012

Calvin e a Intelectualidade

Todo acadêmico já deve ter pensado nisso por um dia. Existe um trade-off entre crescimento intelectual e felicidade?


sexta-feira, maio 18, 2012

Quadrilha (Versão 2012)

João subornava Teresa que fraudava Raimundo
que extorquia Maria que achacava Joaquim que fazia lobby para Lili
que não sabia de nada nem de ninguém.
João foi para as Ilhas Cayman, Teresa para o Congresso,
Raimundo morreu de overdose, Maria concedeu CC para sua tia,
Joaquim foi suicidado e Lili montou sociedade escusa com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na esquema.

terça-feira, maio 08, 2012

Sorria... O Mundo já Foi Pior

Para todos (como eu) que são avessos a qualquer forma de modismos, a Wikipedia apresenta a arquitetura brutalista, "hit" dos anos 50-70, e que muito contribuiu com a degradação das regiões centrais das metrópoles brasileiras. (dica do Leonardo Monastério)

sexta-feira, fevereiro 17, 2012

A Química dos Metais

Dica dos meus ex-colegas da UFMG.

Não, ao contrário do que suspeitaram, a prova não é minha.

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Do-File do Stata do Primeiro Semestre do Mestrado no Cedeplar

Dica de um amigo no Facebook. Pior que era assim mesmo que eu me sentia.

set time 1 year

use "C:\Mestrado\ano1.dta"

drop life
(1 observation deleted)

tab fun

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r(111)

collapse aluno

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segunda-feira, janeiro 02, 2012

Veraneio Gaúcho (por Paulo Wainberg)

Um texto que lamento que não tenha sido escrito por mim. Recebi por e-mail.

Está chegando o verão e com ele o veraneio, como chamamos aqui no Sul.
Não sei se vocês, de outros Estados, sabem, mas temos o mais fantástico litoral do País: de Torres ao Chuí, uma linha reta, sem enseadas, baias, morros, reentrâncias ou recortes. Nada! Apenas uma linha reta, areia de um lado, o mar do outro.
Torres, aliás, é um equívoco geográfico, contrário às nossas raízes farroupilhas e devia estar em Santa Catarina. Característica nossa, não gostamos de intermediários.

Nosso veraneio consiste em pisar na areia, entrar no mar, sair do mar e pisar na areia. Nada de vistas deslumbrantes, vegetações verdejantes, montanhas e falésias, prainhas paradisíacas e outras frescuras cultivadas aí para cima.
O mar gaúcho não é verde, não é azul, não é turquesa.

É marrom!

Cor de barro iodado é excelente para a saúde e para a pele! E nossas ondas são constantes, nem pequenas nem gigantes, não servem para pegar jacaré ou furar onda. O solo do nosso mar é escorregadio, irregular, rico em buracos. Quem entra nele tem que se garantir.

Não vou falar em inconvenientes como as estradas engarrafadas, balneários hiper-lotados, supermercados abarrotados, falta de produtos, buzinaços de manhã de tarde e de noite, areia fervendo, crianças berrando, ruas esburacadas, tempestades e pele ardendo, porque protetor solar é coisa de fresco e em praia de gaúcho não tem sombra. Nem nos dias de chuva, quase sempre nos fins-de-semana, provocando o alegre, intermitente, reincidente e recorrente coaxar dos sapos e assustadoras revoadas de mariposas.

Dois ventos predominam, em nosso veraneio: o nordeste – também chamado de nordestão – e o sul, cuja origem é a Antártida.

O nordestão é vento com grife e estilo... estilo vendaval. Chega levantando areia fina que bate em nosso corpo como milhões de mosquitos a nos pinicar. Quem entra no mar, ao sair rapidamente se transforma no – como chamamos com bom-humor – veranista à milanesa. A propósito, provoca um fenômeno único no universo, fazendo com que o oceano se coloque em posição diagonal à areia: você entra na água bem aqui e quando sai, está a quase um quilômetro para sul. Essa distância é variável, relativa ao tempo que você permanecer dentro da água. Outra coisa: nosso mar é pra macho! Água gelada vai congelando seus pés e termina nos cabelos. Se você prefere sofrer tudo de uma vez, mergulhe e erga-se, sabendo que nos próximos quinze minutos sua respiração voltará ao normal: é o tempo que leva para recuperar-se do choque térmico.

Noventa por cento do nosso veraneio é agraciado pelo nordestão que, entre outras coisas, promove uma atividade esportiva praiana, inusitada e exclusiva do Sul: Caça ao guarda-sol. Guarda-sol, você sabe, é o antigo guarda-sol, espécie de guarda-chuva de lona, colorida de amarelo, verde, vermelho, cores de verão, enfim, cujo cabo tem uma ponta que você enterra na areia e depois senta embaixo, em pequenas cadeiras de alumínio que não aguentam seu peso e se enterram na areia.

Chega o nordestão e... lá se vai o guarda-sol, voando alegremente pela orla e você correndo atrás. Ganha quem consegue pegá-lo antes de ele se cravar na perna de alguém ou desmanchar o castelo de areia que, há três horas, você está construindo com seu filho de cinco anos.

O vento sul, por sua vez, é menos espalhafatoso. Se você for para a praia de sobretudo, cachecol e meias de lã, mal perceberá que ele está soprando. É o vento ideal para se comprar milho verde e deixar a água fervente escorrer em suas mãos, para aquecê-las.

Raramente, mas acontece, somos brindados com o vento leste, aquele que vem diretamente do mar para a terra. Aqui no Sul, chamamos o vento leste de ‘vento cultural’, porque quando ele sopra, apreendemos cientificamente como se sentem os camarões cozinhados ao bafo.

E, em todos os veraneios, acontece aquele dia perfeito: nenhum vento, mar tranquilo e transparente, o comentário geral é: “foi um dia de Santa Catarina, de Maceió, de Salvador” e outras bichices. Esse dia perfeito quase sempre acontece no meio da semana, quando quase ninguém está lá para aproveitar. Mas fala-se dele pelo resto do veraneio, pelo resto do ano, até o próximo verão.

Morram de inveja, esta é outra das coisas de gaúcho!

Atenta a essas questões, nossa indústria da construção civil, conhecida mundialmente por suas soluções criativas e inéditas, inventou um sistema maravilhoso que nos permite veranear no litoral a uma distância não inferior a um quilômetro da areia e, na maioria dos casos, jamais ver o mar: os famosos condomínios fechados. A coisa funciona assim: a construtora adquire uma imensa área de terra (areia), em geral a preço barato porque fica longe do mar, cerca tudo com um muro e, mal começa a primavera, gasta milhares de reais em anúncios na mídia, comunicando que, finalmente agora você tem ao seu dispor o melhor estilo de veranear na praia: longe dela. Oferece terrenos de ponta a ponta, quanto mais longe da praia, mais caro é o terreno. Você vai lá e compra um.

Enquanto isso a construtora urbaniza o lugar: faz ruas, obras de saneamento, hidráulica, elétrica, salão de festas comunitário, piscina comunitária com águas térmicas, jardins e até lagos e lagoas artificiais onde coloca peixes para você pescar. Sem falar no ginásio de esportes, quadras de tênis, futebol, futebol-sete, se o lago for grande, uma lancha e um professor para você esquiar na água e todos os demais confortos de um condomínio fechado de Porto Alegre, além de um sistema de segurança quase, repito, quase invulnerável.

Feliz proprietário de um terreno, você agora tem que construir sua casa, obedecendo é claro ao plano-diretor do condomínio que abrange desde a altura do imóvel até o seu estilo.

O que fazemos nós, gaúchos, diante dessa fabulosa novidade? Aderimos, é claro. Construímos as nossas casas que, de modo algum, podem ser inferiores as dos vizinhos, colocamos piscinas térmicas nos nossos terrenos para não precisar usar a comunitária, mobiliamos e equipamos a casa com o que tem de melhor, sobretudo na questão da tecnologia: internet, TV à cabo, plasma ou LSD, linhas telefônicas, enfim, veraneamos no litoral como se não tivéssemos saído da nossa casa na cidade.
Nossos veraneios costumam começar aí pela metade de janeiro e terminar aí pela metade de fevereiro, depende de quando cai o Carnaval. Somos um povo trabalhador, não costumamos ficar parados nas nossas praias. Vamos para lá nas sextas-feiras de tarde e voltamos de lá nos domingos à noite. Quase todos na mesma hora, ida e volta.
É assim que, na sexta-feira, pelas quatro ou cinco da tarde, entramos no engarrafamento. Chegamos ao nosso condomínio lá pelas nove ou dez da noite. Usufruímos nosso novo estilo de veranear no sábado – manhã, tarde e noite – e no domingo, quando fechamos a casa.

Adoramos o trabalhão que dá para abrir, arrumar e prover a casa na sexta de noite, e o mesmo trabalhão que dá no domingo de noite. E nem vou contar quando, ao chegarmos, a geladeira estragou, o sistema elétrico pifou ou a empregada contratada para o fim-de-semana não veio.

Temos, aqui no Sul, uma expressão regional que vou revelar ao resto do mundo: Graças a Deus que terminou esta bosta de veraneio!

sexta-feira, novembro 11, 2011

Cientistas Sociais Vistos por Outros Cientistas Sociais

Como economistas, cientistas políticos, sociólogos e antropólogos vêem uns aos outros?

Clique na figura abaixo para ampliar.



Dica do Selva Brasilis, com breves adaptações minhas.

sexta-feira, setembro 23, 2011

Porto Alegre 360 Graus

Uma foto muito legal de Porto Alegre foi divulgado pela construtora Arquisul, para lançar o seu empreendimento imobiliário na Terceira Perimetral.

domingo, julho 03, 2011

Arrastão na Praia do Leme

Hoje no final da manhã, sofri um arrastão na praia do Leme, aqui no Rio de Janeiro. Ali pelas 11 da manhã, durante minha caminhada matutina pelo calçadão da praia, parei para tomar água de coco no final da praia do Leme, próximo à barra dos pescadores, em um quiosque com mesas, cadeiras e uma vista muito agradável. Em seguida, comprei amendoins torrados e um coco no mesmo quisque.

Mas eis que o inesperado aconteceu. Um arrastão breve, mas intenso e avassalador acabou com o meu "lanche", e de todos os demais clientes do quisque. Uma nuvem de pombos subiu na minha mesa e no meu colo, impávidos perante minhas ameaças, e devorou todos os amendoins a minha frente. Quando olhei para os lados, outros pombos atacavam pipocas, batatas fritas e demais petiscos das mesas ao lado, sem medo dos humanos que tentavam se protejer.

Após o ataque, os clientes do quisque concluímos: os pombos são os novos farofeiros das praias cariocas.

sexta-feira, julho 01, 2011

quarta-feira, novembro 03, 2010

O Resultado das Eleições, por José Simão

E brasileiro não quer saber quem privatizou ou quem estatizou. Brasileiro quer comprar em 24 vezes sem juros!

sexta-feira, setembro 24, 2010

domingo, setembro 12, 2010

Coisas Estranhas de Brasília 5

Sem comentários sobre as escadas do setor de embarque do aeroporto daqui da capital federal. Ou é mais uma brilhante idéia pós-moderna de algum Niemeyer da vida, ou houve desvio de verba.

sábado, setembro 11, 2010

segunda-feira, agosto 30, 2010

Coisas Estranhas de Brasília 3

Hoje, quando íamos almoçar na Vila Planalto, vi pela primeira vez diante de mim uma queimada. Uma nuvem de fumaça branca cobria parte de um campo aberto à margem da Via N Dois Leste, com alguns focos de incêndio isolados, e muitas cinzas no chão. Alguns bombeiros tentavam conter as chamas usando mangueiras.

Perguntei para o chefe do meu grupo de trabalho se aquilo seria perigoso para os prédios da cidade e para a população. Despreocupadamente, ele me contou que não, e que desde o mês passado, ele vê pelo menos duas queimadas no caminho de casa.