Fui na manifestação hoje no Rio. Minhas impressões gerais:
- O público era predominantemente feminino, de 16 a 22 anos.
- Estudantes de colégios particulares e de universidades. Moradores da Zona Sul.
- Um considerável número de pessoas de cabelos grisalhos, quase todos com cartazes contra a homofobia e contra o Marcos Feliciano.
- Também um grande número de turistas, principalmente de São Paulo.
- Traje típico: camiseta da Seleção, verde a amarelo pintado no rosto, bandeira do Brasil nas costas.
- Pouca representação partidária. Mas não vi nenhuma hostilização a quem estivesse com bandeira do MST ou camiseta do PSOL.
- O ambiente era meio festivo: os camelôs da rua Uruguaiana estavam vendendo apitos, bandeiras do Brasil e camisetas com frases de protesto.
- Não faltaram ambulantes com caixa de isopor vendendo cerveja, refrigerantes e água.
- O alvo político número 1 do público era o governador Cabral. Segundo lugar, o Marcos Feliciano. Terceiro lugar, o prefeito Eduardo Paes. Esporadicamente, a Dilma.
- Cartazes com palavras de ordem pela saúde pública, pela educação, contra a corrupção, contra a PEC 37 e contra a homofobia (incluindo críticas ao Marcos Feliciano).
- Cartaz mais engraçado: "Não preciso de cura, preciso de uma bolsa Louis Vitton", com um manifestante gay.
- Manifestação mais legal: um cavalo de tróia de grande tamanho e rodas nos pés todo de madeira, um "presente" para o prefeito.
- Próximo à estação de Metrô Cidade Nova, caiu uma bomba de gás lacrimogêneo bem do meu lado. Veio do céu, certamente algum policial jogou das proximidades da prefeitura, um pouco a frente. Procurei manter a calma e caminhar para longe, sem pisar ou ser pisado pela multidão. O gás demora um pouco para fazer efeito.
- O efeito, quando surge, é parecido com o do tempero wasabi em grande quantidade. Faz lacrimejar e deixa a garganta ardendo durante uns 5 minutos. Após isso, tudo passa, mas a respiração continua mais pesada por algumas horas, o que dá uma sensação de cansaço.
- Depois disso, caminhei de volta para a Central do Brasil junto com muitas outras pessoas. No caminho, me deparei com grupos radicais caminhando furiosamente para o front. Em geral, esses eram homens, de 25 anos ou mais, de considerável porte físico, mascarados, e aparentemente de nível de renda mais baixo do que a média da manifestação.
De um modo geral, me intriga a ausência total de líderes em todas essas manifestações. Achei que, pelo menos aqui no RJ, os políticos do PSOL fossem sair da toca. Ou que os petistas fossem tomar parte para si. Ou, sei lá, que o Aécio Neves aproveitaria para se lançar como líder da oposição "a tudo isso que esta aí". Pelo menos um discursinho da Dilma em rede nacional... nada.
Mais bizarro é abrir o meu facebook e ver que meus amigos liberais e PSOListas estão comemorando a "primavera brasileira contra a elite política", enquanto que os conservadores e os petistas se aliaram pela "defesa das instituições". Alguns estão com o discurso "as manifestações de antigamente eram melhores", semelhante ao que eu uso para defender as bandas de rock de minha preferência. Para outros, é tudo uma conspiração da grande mídia contra os avanços sociais dos últimos 10 anos. E não faltaram aqueles que acham que é um plano da Dilma de decretar estado de exceção e instaurar uma ditadura chavista no Brasil. Mas eu tenho certeza que, no fundo, no fundo, as autoridades não tem idéia do que está acontecendo...
Meu palpite: amanhã rolarão as cabeças do Ministro da Justiça e do Ministro das Relações Institucionais.
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sexta-feira, junho 21, 2013
Fui na Manifestação hoje no Rio.
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quarta-feira, dezembro 19, 2012
BNDES News
Fiquei vários meses sem postar aqui no blog. O motivo é que, em setembro, meu departamento mudou de área aqui no banco. Saímos do Gabinete da Presidência e fomos para a Área de Pesquisa e Acompanhamento Econômico.
Depois de mais de um ano como responsável pelos relatórios de conjuntura macroeconômica do BNDES, agora estou envolvido em um projeto de pesquisa. Esse projeto procura comparar a atuação do BNDES com a de outros bancos de desenvolvimento pelo mundo. Para isso, nesses últimos meses, li cerca de 50 artigos acadêmicos sobre os temas de mercado de crédito, assimetrias de informação (com destaque para a vasta obra de Joseph Stiglitz), a institucionalidade dos bancos de desenvolvimento e avaliação econométrica da atuação de bancos públicos.
Confesso que o início foi bem difícil. Em toda minha carreira profissional, atuei nas áreas de economia brasileira, macroeconomia e economia do bem-estar social. Nunca havia estudado a fundo os mercados bancários e financeiros. E, em uma semana após minhas férias, fui comunicado que pesquisar sobre isso seria minha atribuição para os próximos anos...
Mas, nesses últimos meses, consegui aprender bastante. Já estou resenhando a maior parte da bibliografia levantada, enquanto que o resto da equipe está construindo um painel de dados de bancos de desenvolvimento em nível mundial. Os resultados são promissores.
Depois de mais de um ano como responsável pelos relatórios de conjuntura macroeconômica do BNDES, agora estou envolvido em um projeto de pesquisa. Esse projeto procura comparar a atuação do BNDES com a de outros bancos de desenvolvimento pelo mundo. Para isso, nesses últimos meses, li cerca de 50 artigos acadêmicos sobre os temas de mercado de crédito, assimetrias de informação (com destaque para a vasta obra de Joseph Stiglitz), a institucionalidade dos bancos de desenvolvimento e avaliação econométrica da atuação de bancos públicos.
Confesso que o início foi bem difícil. Em toda minha carreira profissional, atuei nas áreas de economia brasileira, macroeconomia e economia do bem-estar social. Nunca havia estudado a fundo os mercados bancários e financeiros. E, em uma semana após minhas férias, fui comunicado que pesquisar sobre isso seria minha atribuição para os próximos anos...
Mas, nesses últimos meses, consegui aprender bastante. Já estou resenhando a maior parte da bibliografia levantada, enquanto que o resto da equipe está construindo um painel de dados de bancos de desenvolvimento em nível mundial. Os resultados são promissores.
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quinta-feira, setembro 20, 2012
Calor
Ontem foi o dia mais quente no Rio de Janeiro desde que cheguei aqui. A temperatura quase chegou aos 42 graus em pleno inverno.
Seria um pouco menos insuportável e desagradável se minha dermatologista não tivesse marcado um exame de contato na sexta-feira, de modo que estou desde segunda impossibilitado de tomar um banho completo.
Seria um pouco menos insuportável e desagradável se minha dermatologista não tivesse marcado um exame de contato na sexta-feira, de modo que estou desde segunda impossibilitado de tomar um banho completo.
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quinta-feira, julho 26, 2012
Mudanças no Blog
Hoje, fiz uma coisa no blog que já deveria ter feito há muito tempo. Todos os meus posts sobre o cotidiano do mestrado no Cedeplar-UFMG foram passados para rascunho. Isto é, eles não foram apagados, mas apenas eu terei acesso a eles.
Tomei essa iniciativa quando, depois de muito, muito tempo, resolvi reler o que escrevi em 2006-2007. Ri bastante, mas vi que tudo aquilo já teve o seu tempo. Uma coisa é um estudante de 20 ou 22 anos escrever emotivamente sobre a dificuldade da última prova de econometria, ou sobre como aquele último modelo macroeconômico é complexo, e esses textos serem lido por outros estudantes. Mas quando se é um economista profissional próximo dos 30 anos, e seu blog é procurado por quem quer inofrmações sobre economia, e não sobre vida de estudante, essas histórias podem se tornar inconvenientes.
Aos poucos, vou ir repostando os textos mais técnicos - como resenhas de artigos - daquela época.
Tomei essa iniciativa quando, depois de muito, muito tempo, resolvi reler o que escrevi em 2006-2007. Ri bastante, mas vi que tudo aquilo já teve o seu tempo. Uma coisa é um estudante de 20 ou 22 anos escrever emotivamente sobre a dificuldade da última prova de econometria, ou sobre como aquele último modelo macroeconômico é complexo, e esses textos serem lido por outros estudantes. Mas quando se é um economista profissional próximo dos 30 anos, e seu blog é procurado por quem quer inofrmações sobre economia, e não sobre vida de estudante, essas histórias podem se tornar inconvenientes.
Aos poucos, vou ir repostando os textos mais técnicos - como resenhas de artigos - daquela época.
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terça-feira, maio 29, 2012
Só para Constar
Hoje faz um ano que estou no Rio.
Nesse mesmo 29 de maio, no ano passado, cheguei no aeroporto Santos Dumont vindo de Brasília com 4 malas, 1 mochila nas costas e uma reserva de 1 mês em um flat na rua Pompeu Loureiro, em Copacabana. Me lembro de ouvir, no rádio do taxi, um comentarista esportivo reclamando do frio de 23 graus (?!) qua fazia naquela tarde de domingo. Quando cheguei no flat, sequer desarrumei as malas, e fui caminhar no calçadão da praia - entre os gringos - como não fazia a muito tempo.
Nesse mesmo 29 de maio, no ano passado, cheguei no aeroporto Santos Dumont vindo de Brasília com 4 malas, 1 mochila nas costas e uma reserva de 1 mês em um flat na rua Pompeu Loureiro, em Copacabana. Me lembro de ouvir, no rádio do taxi, um comentarista esportivo reclamando do frio de 23 graus (?!) qua fazia naquela tarde de domingo. Quando cheguei no flat, sequer desarrumei as malas, e fui caminhar no calçadão da praia - entre os gringos - como não fazia a muito tempo.
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quarta-feira, março 28, 2012
Repolítica
Conheci um site que procura identificar quais são os políticos brasileiros mais de acordo com as preferências do internauta, o Repolítica. Pode ser de interesse público para as eleições municipais deste ano.
Minhas preferências pessoais são:
Qual a posição econômica do seu candidato? Centro.
Que tipo de valores tem seu candidato? Liberal e modernizador.
Qual prioridade é mais importante para você? Educação.
Alguma outra prioridade? Infraestrutura.
O que é mais importante pra você? Ética.
O que você mais detesta num político? Ter ocorrências na justiça.
Os políticos que o site indicou para cada um dos estados que eu já morei são:
RS - Alexandre Lindenmeyer
MG - Rogerio Correia
DF - Cristovam Buarque
RJ - Fernando Gabeira
PS: Desconheço os candidatos de RS e MG, mas me pareceram radicais demais.
Minhas preferências pessoais são:
Qual a posição econômica do seu candidato? Centro.
Que tipo de valores tem seu candidato? Liberal e modernizador.
Qual prioridade é mais importante para você? Educação.
Alguma outra prioridade? Infraestrutura.
O que é mais importante pra você? Ética.
O que você mais detesta num político? Ter ocorrências na justiça.
Os políticos que o site indicou para cada um dos estados que eu já morei são:
RS - Alexandre Lindenmeyer
MG - Rogerio Correia
DF - Cristovam Buarque
RJ - Fernando Gabeira
PS: Desconheço os candidatos de RS e MG, mas me pareceram radicais demais.
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política
quarta-feira, março 07, 2012
É Isso que Eu Chamo de Virar a Casa de Pernas pro Ar
Pitoresca casa de festas na zona rural de Ribeirão das Neves (MG). Bela surpresa a caminho do sítio onde foi comemorado o aniversário de 5 anos da turma de pós-graduação em economia do Cedeplar-UFMG.
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Wherever I May Roam
segunda-feira, janeiro 23, 2012
Blog de Volta às Origens
Os gatos-pingados leitores do blog reclamaram, e decidi abandonar o estilo "clipping macroeconômico" que mantive nas últimas semanas. Mas foi bom ter demonstrado a todos uma pequena amostra do que venho fazendo aqui no BNDES desde julho de 2011. Quem desejar receber as relatórios de conjuntura por e-mail pode entrar em contato comigo.
Daqui para frente, meu blog voltará a ser de opiniões aleatórias e de fotos paisagísticas.
Me lembro que, em 2005, quando resolvi iniciar o blog, escolhi o nome "Essa Metamorfose Ambulante" porque estava ouvindo na hora a música honônima, e nada mais. Felizmente, agora posso usar esse nome para justificar as mudanças repentinas de rumo que o blog toma, ao invés de ficar apagando e criando outros blogs, como outras pessoas fazem.
Daqui para frente, meu blog voltará a ser de opiniões aleatórias e de fotos paisagísticas.
Me lembro que, em 2005, quando resolvi iniciar o blog, escolhi o nome "Essa Metamorfose Ambulante" porque estava ouvindo na hora a música honônima, e nada mais. Felizmente, agora posso usar esse nome para justificar as mudanças repentinas de rumo que o blog toma, ao invés de ficar apagando e criando outros blogs, como outras pessoas fazem.
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quarta-feira, janeiro 11, 2012
Novos Rumos para o Blog
Como os leitores do blog já sabem (ou não, já que tenho escrito cada vez menos sobre minha vida pessoal por aqui), deixei de vez a vida acadêmica. Troquei a vida de profesor universitário em Brasília para assumir uma vaga no BNDES, no Rio de Janeiro, em junho do ano passado. No momento, estou alocado no Departamento de Assessoria Econômica, e sou responsável pelas cartas de conjuntura macroeconômica internas ao banco e pela construção e manutenção dos bancos de dados macroeconômicos do departamento.
Por isso, o blog terá uma virada radical a partir de hoje. Vou falar (ainda) menos sobre pesquisas acadêmicas, e mais sobre informações sobre conjuntura macroeconômica. Optarei por textos simplificados, diretos ao assunto, com links para as fontes oficiais dos dados. De vez em quando vou publicar alguns gráficos e tabelas feitos por mim para ilustração.
Espero que assim eu consiga voltar a ter uma rotina de publicação nesse blog, que andou muito cíclico desde que terminei o mestrado, em 2009.
Por isso, o blog terá uma virada radical a partir de hoje. Vou falar (ainda) menos sobre pesquisas acadêmicas, e mais sobre informações sobre conjuntura macroeconômica. Optarei por textos simplificados, diretos ao assunto, com links para as fontes oficiais dos dados. De vez em quando vou publicar alguns gráficos e tabelas feitos por mim para ilustração.
Espero que assim eu consiga voltar a ter uma rotina de publicação nesse blog, que andou muito cíclico desde que terminei o mestrado, em 2009.
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segunda-feira, janeiro 02, 2012
Veraneio Gaúcho (por Paulo Wainberg)
Um texto que lamento que não tenha sido escrito por mim. Recebi por e-mail.
Está chegando o verão e com ele o veraneio, como chamamos aqui no Sul.
Não sei se vocês, de outros Estados, sabem, mas temos o mais fantástico litoral do País: de Torres ao Chuí, uma linha reta, sem enseadas, baias, morros, reentrâncias ou recortes. Nada! Apenas uma linha reta, areia de um lado, o mar do outro.
Torres, aliás, é um equívoco geográfico, contrário às nossas raízes farroupilhas e devia estar em Santa Catarina. Característica nossa, não gostamos de intermediários.
Nosso veraneio consiste em pisar na areia, entrar no mar, sair do mar e pisar na areia. Nada de vistas deslumbrantes, vegetações verdejantes, montanhas e falésias, prainhas paradisíacas e outras frescuras cultivadas aí para cima.
O mar gaúcho não é verde, não é azul, não é turquesa.
É marrom!
Cor de barro iodado é excelente para a saúde e para a pele! E nossas ondas são constantes, nem pequenas nem gigantes, não servem para pegar jacaré ou furar onda. O solo do nosso mar é escorregadio, irregular, rico em buracos. Quem entra nele tem que se garantir.
Não vou falar em inconvenientes como as estradas engarrafadas, balneários hiper-lotados, supermercados abarrotados, falta de produtos, buzinaços de manhã de tarde e de noite, areia fervendo, crianças berrando, ruas esburacadas, tempestades e pele ardendo, porque protetor solar é coisa de fresco e em praia de gaúcho não tem sombra. Nem nos dias de chuva, quase sempre nos fins-de-semana, provocando o alegre, intermitente, reincidente e recorrente coaxar dos sapos e assustadoras revoadas de mariposas.
Dois ventos predominam, em nosso veraneio: o nordeste – também chamado de nordestão – e o sul, cuja origem é a Antártida.
O nordestão é vento com grife e estilo... estilo vendaval. Chega levantando areia fina que bate em nosso corpo como milhões de mosquitos a nos pinicar. Quem entra no mar, ao sair rapidamente se transforma no – como chamamos com bom-humor – veranista à milanesa. A propósito, provoca um fenômeno único no universo, fazendo com que o oceano se coloque em posição diagonal à areia: você entra na água bem aqui e quando sai, está a quase um quilômetro para sul. Essa distância é variável, relativa ao tempo que você permanecer dentro da água. Outra coisa: nosso mar é pra macho! Água gelada vai congelando seus pés e termina nos cabelos. Se você prefere sofrer tudo de uma vez, mergulhe e erga-se, sabendo que nos próximos quinze minutos sua respiração voltará ao normal: é o tempo que leva para recuperar-se do choque térmico.
Noventa por cento do nosso veraneio é agraciado pelo nordestão que, entre outras coisas, promove uma atividade esportiva praiana, inusitada e exclusiva do Sul: Caça ao guarda-sol. Guarda-sol, você sabe, é o antigo guarda-sol, espécie de guarda-chuva de lona, colorida de amarelo, verde, vermelho, cores de verão, enfim, cujo cabo tem uma ponta que você enterra na areia e depois senta embaixo, em pequenas cadeiras de alumínio que não aguentam seu peso e se enterram na areia.
Chega o nordestão e... lá se vai o guarda-sol, voando alegremente pela orla e você correndo atrás. Ganha quem consegue pegá-lo antes de ele se cravar na perna de alguém ou desmanchar o castelo de areia que, há três horas, você está construindo com seu filho de cinco anos.
O vento sul, por sua vez, é menos espalhafatoso. Se você for para a praia de sobretudo, cachecol e meias de lã, mal perceberá que ele está soprando. É o vento ideal para se comprar milho verde e deixar a água fervente escorrer em suas mãos, para aquecê-las.
Raramente, mas acontece, somos brindados com o vento leste, aquele que vem diretamente do mar para a terra. Aqui no Sul, chamamos o vento leste de ‘vento cultural’, porque quando ele sopra, apreendemos cientificamente como se sentem os camarões cozinhados ao bafo.
E, em todos os veraneios, acontece aquele dia perfeito: nenhum vento, mar tranquilo e transparente, o comentário geral é: “foi um dia de Santa Catarina, de Maceió, de Salvador” e outras bichices. Esse dia perfeito quase sempre acontece no meio da semana, quando quase ninguém está lá para aproveitar. Mas fala-se dele pelo resto do veraneio, pelo resto do ano, até o próximo verão.
Morram de inveja, esta é outra das coisas de gaúcho!
Atenta a essas questões, nossa indústria da construção civil, conhecida mundialmente por suas soluções criativas e inéditas, inventou um sistema maravilhoso que nos permite veranear no litoral a uma distância não inferior a um quilômetro da areia e, na maioria dos casos, jamais ver o mar: os famosos condomínios fechados. A coisa funciona assim: a construtora adquire uma imensa área de terra (areia), em geral a preço barato porque fica longe do mar, cerca tudo com um muro e, mal começa a primavera, gasta milhares de reais em anúncios na mídia, comunicando que, finalmente agora você tem ao seu dispor o melhor estilo de veranear na praia: longe dela. Oferece terrenos de ponta a ponta, quanto mais longe da praia, mais caro é o terreno. Você vai lá e compra um.
Enquanto isso a construtora urbaniza o lugar: faz ruas, obras de saneamento, hidráulica, elétrica, salão de festas comunitário, piscina comunitária com águas térmicas, jardins e até lagos e lagoas artificiais onde coloca peixes para você pescar. Sem falar no ginásio de esportes, quadras de tênis, futebol, futebol-sete, se o lago for grande, uma lancha e um professor para você esquiar na água e todos os demais confortos de um condomínio fechado de Porto Alegre, além de um sistema de segurança quase, repito, quase invulnerável.
Feliz proprietário de um terreno, você agora tem que construir sua casa, obedecendo é claro ao plano-diretor do condomínio que abrange desde a altura do imóvel até o seu estilo.
O que fazemos nós, gaúchos, diante dessa fabulosa novidade? Aderimos, é claro. Construímos as nossas casas que, de modo algum, podem ser inferiores as dos vizinhos, colocamos piscinas térmicas nos nossos terrenos para não precisar usar a comunitária, mobiliamos e equipamos a casa com o que tem de melhor, sobretudo na questão da tecnologia: internet, TV à cabo, plasma ou LSD, linhas telefônicas, enfim, veraneamos no litoral como se não tivéssemos saído da nossa casa na cidade.
Nossos veraneios costumam começar aí pela metade de janeiro e terminar aí pela metade de fevereiro, depende de quando cai o Carnaval. Somos um povo trabalhador, não costumamos ficar parados nas nossas praias. Vamos para lá nas sextas-feiras de tarde e voltamos de lá nos domingos à noite. Quase todos na mesma hora, ida e volta.
É assim que, na sexta-feira, pelas quatro ou cinco da tarde, entramos no engarrafamento. Chegamos ao nosso condomínio lá pelas nove ou dez da noite. Usufruímos nosso novo estilo de veranear no sábado – manhã, tarde e noite – e no domingo, quando fechamos a casa.
Adoramos o trabalhão que dá para abrir, arrumar e prover a casa na sexta de noite, e o mesmo trabalhão que dá no domingo de noite. E nem vou contar quando, ao chegarmos, a geladeira estragou, o sistema elétrico pifou ou a empregada contratada para o fim-de-semana não veio.
Temos, aqui no Sul, uma expressão regional que vou revelar ao resto do mundo: Graças a Deus que terminou esta bosta de veraneio!
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Wherever I May Roam
terça-feira, dezembro 27, 2011
Garimpando Discos em Porto Alegre
Eu tenho o hobby de colecionar os CDs oficiais das bandas e cantores de que mais gosto. Desde os 16 anos de idade, costumo procurar esses discos não nas grandes lojas dos shoppings (ok, abro uma exceção para as promoções da Multisom), mas sim nas pequenas lojas especializadas no Centro de Porto Alegre. Procurei essas lojas no meu tempo de adolescência por causa dos preços atraentes, já que os discos semi-novos, muitos sem um único arranhão, custavam cerca da metade de um novo. Hoje em dia, continuo freqüentando esses lugares, mas não tanto por causa do preço, mas sim porque está cada vez mais difícil encontrar discos clássicos de rock no mercado (além daqueles com horríveis capas de papelão encontrados nas Lojas Americanas).
Ontem, passei o meu único dia de férias desde que assumi meu atual emprego em Porto Alegre junto com minha família. Para não perder o costume, dei uma passada no Centro à tarde, para procurar discos de rock que dificilmente encontraria no Rio de Janeiro, cidade onde moro atualmente.
O primeiro lugar em que passei foi na rua Marechal Floriano, logo acima da Riachuelo. Lá tem duas lojas, ambas mais voltadas para o rock pesado, que sempre merecem uma conferida. Primeiro, a Stoned Discos, conhecida pela exposição não só de discos raros e importados, mas também de muita parafernália de fãs de rock (como vinis, vídeos, bonecos dos músicos, guitarras antigas, camisetas, etc.). O preço dos discos (seminovos) gira em torno de 30 reais. Também tem uma seção de saldos de 10 reais, com discos mais comuns. Os destaques que encontrei lá foram a discografia dos Ramones em versão expandida e remasterizada a 40 reais cada disco (metade do preço de um novo no Brasil). Além disso, a loja tem discos de metal importados, dificilmente encontrados em outros lugares de Porto Alegre, mas um pouco mais caros.

Nessa loja, comprei o disco "Against" do Sepultura - o único CD deles com o vocalista Derrick Green que eu gosto - por 20 reais. Eu tive esse disco na minha adolescência, comprei ele no lançamento em 1998-99, mas acabei trocando-o com um amigo na faculdade anos depois. Todavia, nesse último ano tive vontade de ouvi-lo de novo, uma espécie de saudade da minha juventude...
Mais acima, perto da rua Duque de Caxias tem outra loja, cujo nome não recordo, com discos mais comuns, mas mais baratos do que na Stoned. Os preços giram em torno de 20 reais, e o heavy metal predomina. Encontrei lá o Walls of Jericho, primeiro disco dos alemães do Helloween, por apenas 20 pilas. Mas como ele não estava na minha lista de prioridades, não o levei.
Descendo a Floriano Peixoto, cheguei na Rua da Praia, próximo à galeria Chaves. Essa galeria sempre foi uma espécie de "cluster" de sebos de discos no Centro de Porto Alegre, é possível encontrar opções para todos os gostos por lá. A galeria foi reformada nesse ano, e lojas importantes de roupas se instalaram nela, mas felizmente todas as de música continuavam por lá.
No térreo, gosto muito da Led Discos. O destaque dessa loja é o punk rock, com raridades nacionais e internacionais. Lá fiquei com o "TAITO Não Engole Fichas" dos cariocas do Carbona, que fazem um som punk-pop bem humorado, por 15 reais.
No segundo andar, tem uma loja dedicada à música clássica e ao jazz, para quem gosta.
No terceiro andar, tem a Tamba Discos, que se destaca pelo rock mais antigo. Essa loja é o meu ponto de referência para ir atrás dos clássicos dos Beatles e do Raul Seixas. Dessa vez, consegui o "Please Please Me" dos cabeludos de Liverpool, em versão importada, remasterizada e capa dura por incríveis 25 reais. E o disco é praticamente novo! Essa, com certeza, foi minha melhor garimpada dos últimos tempos.
No mesmo andar dessa galeria tem outra loja de discos usados, a Classic Rock (obrigado pela lembrança, Risco) maior e mais eclética do que a Tamba, mas com menos discos difíceis de encontrar. Passei para dar uma olhada, mas não levei nada.
Ainda pretendo procurar outras lojas desse tipo quando voltar a Porto Alegre no ano que vem. No viaduto da Borges tem vários lugares, mas são meio decadentes, e o foco deles é mais música popular brasileira e menos rock. Outros lugares que eu freqüentava nos meus tempos de estudante de graduação - Megaforce e Porto Alegre CDs - já fecharam. Espero que as lojas musicais do Centro da cidade não sumam de repente, como o que aconteceu nos grandes shoppings em meados da década passada.
Ontem, passei o meu único dia de férias desde que assumi meu atual emprego em Porto Alegre junto com minha família. Para não perder o costume, dei uma passada no Centro à tarde, para procurar discos de rock que dificilmente encontraria no Rio de Janeiro, cidade onde moro atualmente.
O primeiro lugar em que passei foi na rua Marechal Floriano, logo acima da Riachuelo. Lá tem duas lojas, ambas mais voltadas para o rock pesado, que sempre merecem uma conferida. Primeiro, a Stoned Discos, conhecida pela exposição não só de discos raros e importados, mas também de muita parafernália de fãs de rock (como vinis, vídeos, bonecos dos músicos, guitarras antigas, camisetas, etc.). O preço dos discos (seminovos) gira em torno de 30 reais. Também tem uma seção de saldos de 10 reais, com discos mais comuns. Os destaques que encontrei lá foram a discografia dos Ramones em versão expandida e remasterizada a 40 reais cada disco (metade do preço de um novo no Brasil). Além disso, a loja tem discos de metal importados, dificilmente encontrados em outros lugares de Porto Alegre, mas um pouco mais caros.
Nessa loja, comprei o disco "Against" do Sepultura - o único CD deles com o vocalista Derrick Green que eu gosto - por 20 reais. Eu tive esse disco na minha adolescência, comprei ele no lançamento em 1998-99, mas acabei trocando-o com um amigo na faculdade anos depois. Todavia, nesse último ano tive vontade de ouvi-lo de novo, uma espécie de saudade da minha juventude...
Mais acima, perto da rua Duque de Caxias tem outra loja, cujo nome não recordo, com discos mais comuns, mas mais baratos do que na Stoned. Os preços giram em torno de 20 reais, e o heavy metal predomina. Encontrei lá o Walls of Jericho, primeiro disco dos alemães do Helloween, por apenas 20 pilas. Mas como ele não estava na minha lista de prioridades, não o levei.
Descendo a Floriano Peixoto, cheguei na Rua da Praia, próximo à galeria Chaves. Essa galeria sempre foi uma espécie de "cluster" de sebos de discos no Centro de Porto Alegre, é possível encontrar opções para todos os gostos por lá. A galeria foi reformada nesse ano, e lojas importantes de roupas se instalaram nela, mas felizmente todas as de música continuavam por lá.
No térreo, gosto muito da Led Discos. O destaque dessa loja é o punk rock, com raridades nacionais e internacionais. Lá fiquei com o "TAITO Não Engole Fichas" dos cariocas do Carbona, que fazem um som punk-pop bem humorado, por 15 reais.
No segundo andar, tem uma loja dedicada à música clássica e ao jazz, para quem gosta.
No terceiro andar, tem a Tamba Discos, que se destaca pelo rock mais antigo. Essa loja é o meu ponto de referência para ir atrás dos clássicos dos Beatles e do Raul Seixas. Dessa vez, consegui o "Please Please Me" dos cabeludos de Liverpool, em versão importada, remasterizada e capa dura por incríveis 25 reais. E o disco é praticamente novo! Essa, com certeza, foi minha melhor garimpada dos últimos tempos.
No mesmo andar dessa galeria tem outra loja de discos usados, a Classic Rock (obrigado pela lembrança, Risco) maior e mais eclética do que a Tamba, mas com menos discos difíceis de encontrar. Passei para dar uma olhada, mas não levei nada.
Ainda pretendo procurar outras lojas desse tipo quando voltar a Porto Alegre no ano que vem. No viaduto da Borges tem vários lugares, mas são meio decadentes, e o foco deles é mais música popular brasileira e menos rock. Outros lugares que eu freqüentava nos meus tempos de estudante de graduação - Megaforce e Porto Alegre CDs - já fecharam. Espero que as lojas musicais do Centro da cidade não sumam de repente, como o que aconteceu nos grandes shoppings em meados da década passada.
segunda-feira, dezembro 12, 2011
Congresso da Anpec
Na semana passada, passei dois dias em Foz do Iguaçu (PR). Fui apresentar o paper empírico elaborado a partir da minha dissertação de Mestrado em economia, o mesmo que já tinha apresentado em agosto, no encontro da AKB.
Infelizmente, não foi um dos melhores congressos que já participei. A maior parte das seções estava vazia, assim como os seminários e outras atividades. Mesmo o coquetel de encerramento, do qual não participei, teve baixo quorum. O pessoal estava mais interessado em visitar as cataratas e fazer as compras de Natal no Paraguai do que em participar das atividades do encontro. Muito diferente do congresso de 2007 em Recife, o primeiro que participei, ainda que apenas para assistir.
Por outro lado, o jantar dos cedeplarianos (incluindo professores, alunos e ex-alunos) na Argentina foi excelente. Bife de chorizo ao ponto, com molho funghi e batatas noizettes , acompanhado de vinho Terrazas Malbec Reserva. De sobremesa, panquecas de doce de leite. Tudo isso por meros 60 reais.
Infelizmente, não foi um dos melhores congressos que já participei. A maior parte das seções estava vazia, assim como os seminários e outras atividades. Mesmo o coquetel de encerramento, do qual não participei, teve baixo quorum. O pessoal estava mais interessado em visitar as cataratas e fazer as compras de Natal no Paraguai do que em participar das atividades do encontro. Muito diferente do congresso de 2007 em Recife, o primeiro que participei, ainda que apenas para assistir.
Por outro lado, o jantar dos cedeplarianos (incluindo professores, alunos e ex-alunos) na Argentina foi excelente. Bife de chorizo ao ponto, com molho funghi e batatas noizettes , acompanhado de vinho Terrazas Malbec Reserva. De sobremesa, panquecas de doce de leite. Tudo isso por meros 60 reais.
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quarta-feira, novembro 09, 2011
Rio de Janeiro 360 graus
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quinta-feira, novembro 03, 2011
Modelos Hierárquicos: Também Não
Ontem recebi mais um parecer negativo: o meu trabalho utilizando dados da POF para estimar o efeito da participação em programas sociais sobre a freqüência escolar nos estados brasileiros foi recusado por uma das principais revistas de economia do Brasil. Esse foi o meu primeiro artigo acadêmico, em co-autoria com a Helena Castanheira do mestrado em Demografia do Cedeplar-UFMG, elaborado em novembro de 2007 para a disciplina de Modelos Hierárquicos. Formatei ele em agosto de 2008, e o submeti na revista Pesquisa e Planejamento Econômico, onde foi recusado alguns meses depois. Em setembro de 2009, fizemos vários ajustes e incluímos métodos de micro-simulação, para então submetermos na Revista de Economia Aplicada, que só repassou o parecer agora, quase dois anos depois.
Esse artigo me animou muito, não só por ser meu primeiro trabalho formalmente acadêmico (o que não inclui relatórios de pesquisa de iniciação científica e monografia de graduação), mas também por ter encontrado alguns resultados interessantes. A Helena soube pilotar a POF como ninguém, e me lembro como deu trabalho montar o banco de dados. A parte teórica, incluindo a revisão bibliográfica, foi refeita várias vezes, pois minha inexperiência acadêmica na época me levou a elaborá-la com base nos trabalhos que apareciam no Google, ao invés de procurar papers nas principais revistas de economia nacionais e internacionais.
Agora é hora de re-re-refazer algumas coisas, e tentar uma nova revista.
Curiosidade: relendo, encontrei no trabalho alguns trechos que eu não me orgulharia se fossem publicados: "... como a amostra só inclui jovens de 14 anos, o fator gravidez, que afeta negativamente sobretudo os estudos das meninas, é menos comum." (me lembrou o filme "Júnior"). E também: "nos últimos anos, é notável a crescente popularidade do uso de modelos de estimação em multinível..." (alguém já leu o Manifesto da Econometria Política? Pois é...).
Esse artigo me animou muito, não só por ser meu primeiro trabalho formalmente acadêmico (o que não inclui relatórios de pesquisa de iniciação científica e monografia de graduação), mas também por ter encontrado alguns resultados interessantes. A Helena soube pilotar a POF como ninguém, e me lembro como deu trabalho montar o banco de dados. A parte teórica, incluindo a revisão bibliográfica, foi refeita várias vezes, pois minha inexperiência acadêmica na época me levou a elaborá-la com base nos trabalhos que apareciam no Google, ao invés de procurar papers nas principais revistas de economia nacionais e internacionais.
Agora é hora de re-re-refazer algumas coisas, e tentar uma nova revista.
Curiosidade: relendo, encontrei no trabalho alguns trechos que eu não me orgulharia se fossem publicados: "... como a amostra só inclui jovens de 14 anos, o fator gravidez, que afeta negativamente sobretudo os estudos das meninas, é menos comum." (me lembrou o filme "Júnior"). E também: "nos últimos anos, é notável a crescente popularidade do uso de modelos de estimação em multinível..." (alguém já leu o Manifesto da Econometria Política? Pois é...).
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segunda-feira, outubro 24, 2011
Lakatos: Ainda Não
Meu histórico artigo do Imre Lakatos foi rejeitado pela revista Nova Economia. É o quarto toco que esse trabalho leva de revistas. E olha que, nos congressos, ele está invicto. O parecer foi muito semelhante ao que recebi na primeira submissão, na Economia e Sociedade: o tema é interessante, mas não trás contribuições originais. O pior é que tive trabalho para arrumá-lo nessa última tentativa: mais de um ano lendo os originais da metodologia da economia desde os anos 70, defendendo ou criticando a aplicação da metodologia dos programas de pesquisa no mainstream.
Agora, é hora de pensar em outra revista para submeter. O bom desses trabalhos de HPE e de metodologia é que nunca ficam obsoletos. Podem sair ou voltar à moda, mas nunca são totalmente descartados a médio prazo.
PS. Meu outro artigo, na Revista Economia Ensaios, já foi publicado on-line. Está no site da revista.
Agora, é hora de pensar em outra revista para submeter. O bom desses trabalhos de HPE e de metodologia é que nunca ficam obsoletos. Podem sair ou voltar à moda, mas nunca são totalmente descartados a médio prazo.
PS. Meu outro artigo, na Revista Economia Ensaios, já foi publicado on-line. Está no site da revista.
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quarta-feira, setembro 21, 2011
ANPEC 2011
Esses dias, a ANPEC divulgou a lista de artigos selecionados para o seu encontro anual, a ser realizado em dezembro.
Meu artigo empírico da dissertação de mestrado "Ciclos Econômicos e a Composição da Pobreza no Brasil: Uma Análise para as Décadas Recentes" está presente. Fico muito feliz em ter um trabalho aceito para o principal congresso de economia do Brasil!
Meu artigo empírico da dissertação de mestrado "Ciclos Econômicos e a Composição da Pobreza no Brasil: Uma Análise para as Décadas Recentes" está presente. Fico muito feliz em ter um trabalho aceito para o principal congresso de economia do Brasil!
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terça-feira, agosto 02, 2011
Novidades Acadêmicas
Nesse último mês em que fiquei de "férias" do blog, tive boas notícias referentes aos meus últimos artigos.
O artigo "A macroeconomia do bem-estar social: relações e controvérsias", o capítulo 3 da minha dissertação de mestrado, foi publicado como o Texto para Discussão n. 437 do Cedeplar/UFMG. Esse trabalho já foi apresentado na AKB no ano passado e na SEP desse ano.
O artigo "Ciclos econômicos e a composição da pobreza no Brasil: uma análise para as décadas recentes", a parte empírica da minha dissertação de mestrado, foi publicado como o Texto para Discussão n. 436 do Cedeplar/UFMG. No início do mês passado, esse trabalho foi aceito no Encontro Regional de Economia da ANPEC, em Fortaleza, mas não pude comparecer para apresentá-lo. Nessa quinta-feira, por outro lado, o estarei apresentando no encontro da AKB, aqui no Rio de Janeiro.
Agora, juntando com o artigo que montei em 2009 sobre os aspectos mais teóricos da economia da pobreza, a trilogia da minha dissertação está concluída. Agora, é esperar as respostas das revistas.
O artigo "A macroeconomia do bem-estar social: relações e controvérsias", o capítulo 3 da minha dissertação de mestrado, foi publicado como o Texto para Discussão n. 437 do Cedeplar/UFMG. Esse trabalho já foi apresentado na AKB no ano passado e na SEP desse ano.
O artigo "Ciclos econômicos e a composição da pobreza no Brasil: uma análise para as décadas recentes", a parte empírica da minha dissertação de mestrado, foi publicado como o Texto para Discussão n. 436 do Cedeplar/UFMG. No início do mês passado, esse trabalho foi aceito no Encontro Regional de Economia da ANPEC, em Fortaleza, mas não pude comparecer para apresentá-lo. Nessa quinta-feira, por outro lado, o estarei apresentando no encontro da AKB, aqui no Rio de Janeiro.
Agora, juntando com o artigo que montei em 2009 sobre os aspectos mais teóricos da economia da pobreza, a trilogia da minha dissertação está concluída. Agora, é esperar as respostas das revistas.
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domingo, julho 03, 2011
Arrastão na Praia do Leme
Hoje no final da manhã, sofri um arrastão na praia do Leme, aqui no Rio de Janeiro. Ali pelas 11 da manhã, durante minha caminhada matutina pelo calçadão da praia, parei para tomar água de coco no final da praia do Leme, próximo à barra dos pescadores, em um quiosque com mesas, cadeiras e uma vista muito agradável. Em seguida, comprei amendoins torrados e um coco no mesmo quisque.
Mas eis que o inesperado aconteceu. Um arrastão breve, mas intenso e avassalador acabou com o meu "lanche", e de todos os demais clientes do quisque. Uma nuvem de pombos subiu na minha mesa e no meu colo, impávidos perante minhas ameaças, e devorou todos os amendoins a minha frente. Quando olhei para os lados, outros pombos atacavam pipocas, batatas fritas e demais petiscos das mesas ao lado, sem medo dos humanos que tentavam se protejer.
Após o ataque, os clientes do quisque concluímos: os pombos são os novos farofeiros das praias cariocas.
Mas eis que o inesperado aconteceu. Um arrastão breve, mas intenso e avassalador acabou com o meu "lanche", e de todos os demais clientes do quisque. Uma nuvem de pombos subiu na minha mesa e no meu colo, impávidos perante minhas ameaças, e devorou todos os amendoins a minha frente. Quando olhei para os lados, outros pombos atacavam pipocas, batatas fritas e demais petiscos das mesas ao lado, sem medo dos humanos que tentavam se protejer.
Após o ataque, os clientes do quisque concluímos: os pombos são os novos farofeiros das praias cariocas.
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sexta-feira, julho 01, 2011
A Segurança nos Aeroportos Brasileiros - Experiência Pessoal
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quarta-feira, junho 22, 2011
Away no Feriado
Nesse feriado, estarei fora. Conhecerei Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Irei apresentar o paper "A Macroeconomia da Inclusão Social", extraído do capítulo 3 da minha dissertação de Mestrado, no congresso da SEP.
É sempre bom conhecer o Brasil em atividades acadêmicas. E o melhor é que o meu atual emprego me permite participar de congressos como apresentador sem descontar dias de férias.
É sempre bom conhecer o Brasil em atividades acadêmicas. E o melhor é que o meu atual emprego me permite participar de congressos como apresentador sem descontar dias de férias.
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