Animação mostra a evolução da taxa de desemprego nos condados norte-americanos, de 2007 até fevereiro de 2011.
Dica do Cristiano Costa.
domingo, setembro 04, 2011
O Desemprego Conquista a América
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quarta-feira, agosto 31, 2011
Evolução dos Rendimentos Médios Reais no Brasil Recente
Na semana passada, o IBGE divulgou dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) referentes ao mês de julho. Essa pesquisa aborda uma amostra de trabalhadores, ocupados, desocupados ou inativos, em seis metrópoles brasileiras (Porto Alegre, Sâo Paulo, Rio, Belo Horizonte, Salvador e Recife). Um dado que sempre me chama a atenção em pesquisas de mercado de trabalho é o salário médio real, isto é, o poder de compra do rendimento do trabalhador, que considero o melhor indicador de bem-estar. Nessa pesquisa, a evolução desse índice é o seguinte:
Para controlar os efeitos de sazonalidade, já que o mercado de trabalho é sempre mais aquecido no início do ano e mais retraído em julho, considerei na tabela apenas os meses de julho desde o início da série histórica, em 2002. A tabela mostra um resultado surpreendente: na maior parte das grandes regiões metropolitanas, o ciclo de crescimento econômico iniciado em 2004 mal conseguiu repor para os trabalhadores as perdas acumuladas pela crise de 2002-2003. Marquei em amarelo o ano em que o indicador, para cada série, é superior ao patamar de 2002. Em São Paulo e em Recife, isso ainda não aconteceu. As exceções foram Belo Horizonte e Salvador, onde o rendimento médio real do trabalho principal foi acima de 25% maior no final da série do que no seu início.
É importante destacar que a amostra compreende apenas essas seis regiões metropolitanas. Regiões que aparentaram ter desempenho econômico mais próspero na última década, como o Centro-Oeste e a cidade de Vitória, no Espírito Santo, ficaram de fora. Contudo, dado o peso populacional das maiores regiões metropolitanas do país, esse resultado indica que a situação do mercado de trabalho no país está menos cor-de-rosa do que muita gente divulga por aí.
Para controlar os efeitos de sazonalidade, já que o mercado de trabalho é sempre mais aquecido no início do ano e mais retraído em julho, considerei na tabela apenas os meses de julho desde o início da série histórica, em 2002. A tabela mostra um resultado surpreendente: na maior parte das grandes regiões metropolitanas, o ciclo de crescimento econômico iniciado em 2004 mal conseguiu repor para os trabalhadores as perdas acumuladas pela crise de 2002-2003. Marquei em amarelo o ano em que o indicador, para cada série, é superior ao patamar de 2002. Em São Paulo e em Recife, isso ainda não aconteceu. As exceções foram Belo Horizonte e Salvador, onde o rendimento médio real do trabalho principal foi acima de 25% maior no final da série do que no seu início.
É importante destacar que a amostra compreende apenas essas seis regiões metropolitanas. Regiões que aparentaram ter desempenho econômico mais próspero na última década, como o Centro-Oeste e a cidade de Vitória, no Espírito Santo, ficaram de fora. Contudo, dado o peso populacional das maiores regiões metropolitanas do país, esse resultado indica que a situação do mercado de trabalho no país está menos cor-de-rosa do que muita gente divulga por aí.
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terça-feira, agosto 30, 2011
Nosso Atraso Começa na Infância
Segundo dados divulgados pela prova ABC, que mensura a qualidade da educação das crianças de até 8 anos, os problemas de aprendizado começam cedo na infância. Espero que isso sinalize para os governantes onde está o maior gargalo para o crescimento de longo prazo da economia brasileira. A notícia completa está no link abaixo:
Em Matemática, apenas 32,6% dos alunos de escolas públicas alcançaram o resultado esperado
Em Matemática, apenas 32,6% dos alunos de escolas públicas alcançaram o resultado esperado
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a culpa é do câmbio
terça-feira, agosto 23, 2011
Antônio Barros de Castro (1938-2011)
Nesse fim-de-semana faleceu, em um acidente em sua casa, o economista Antônio Barros de Castro. Ele foi presidente do BNDES no governo Itamar Franco, e era professor emérito da UFRJ. Seu livro "A Economia Brasileira em Marcha Forçada", sobre o II Plano Nacional de Desenvolvimento (II PND) é um clássico, leitura obrigatória para alunos de graduação em economia.
No mês passado, assisti a uma ótima palestra sua sobre o impacto da China no mercado internacional de manufaturas, tema o qual ele estava trabalhando no momento. Sim, aposentado, aos 73 anos, Barros de Castro continuava trabalhando e contribuindo à academia.
No mês passado, assisti a uma ótima palestra sua sobre o impacto da China no mercado internacional de manufaturas, tema o qual ele estava trabalhando no momento. Sim, aposentado, aos 73 anos, Barros de Castro continuava trabalhando e contribuindo à academia.
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segunda-feira, agosto 22, 2011
Evolução dos Salários dos Professores das Federais
O blog Acerto de Contas publicou gráficos sobre a evolução do salário inicial dos professores das universidades federais desde 1998. Também a comparou com os salários dos técnicos do IPEA e dos pesquisadores do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT). O resultado é o seguinte:
Salários Nominais:
Salários Reais:
Isso ajuda a explicar porque tantos alunos de cursos de pós-graduação nas universidades federais, e falo por conhecimento próprio na área de economia, estão trocando a vida acadêmica pela vida de concurseiro. Afinal, o que é mais economicamente racional: estudar 2 anos de mestrado e 4 de doutorado para concorrer a uma vaga de professor e ganhar 7.300 reais por mês, ou estudar de 6 meses a 1 ano de cursinho para entrar no serviço público ganhando acima de 10.000 reais por mês, ainda que fazendo um trabalho meno de acordo com suas competências?
Mas eu fiquei com a seguinte curiosidade: como ficariam esses gráficos se o salário inicial fosse trocado pelo salário do topo da carreira nas três categorias?
Salários Nominais:
Salários Reais:
Isso ajuda a explicar porque tantos alunos de cursos de pós-graduação nas universidades federais, e falo por conhecimento próprio na área de economia, estão trocando a vida acadêmica pela vida de concurseiro. Afinal, o que é mais economicamente racional: estudar 2 anos de mestrado e 4 de doutorado para concorrer a uma vaga de professor e ganhar 7.300 reais por mês, ou estudar de 6 meses a 1 ano de cursinho para entrar no serviço público ganhando acima de 10.000 reais por mês, ainda que fazendo um trabalho meno de acordo com suas competências?
Mas eu fiquei com a seguinte curiosidade: como ficariam esses gráficos se o salário inicial fosse trocado pelo salário do topo da carreira nas três categorias?
terça-feira, agosto 02, 2011
Novidades Acadêmicas
Nesse último mês em que fiquei de "férias" do blog, tive boas notícias referentes aos meus últimos artigos.
O artigo "A macroeconomia do bem-estar social: relações e controvérsias", o capítulo 3 da minha dissertação de mestrado, foi publicado como o Texto para Discussão n. 437 do Cedeplar/UFMG. Esse trabalho já foi apresentado na AKB no ano passado e na SEP desse ano.
O artigo "Ciclos econômicos e a composição da pobreza no Brasil: uma análise para as décadas recentes", a parte empírica da minha dissertação de mestrado, foi publicado como o Texto para Discussão n. 436 do Cedeplar/UFMG. No início do mês passado, esse trabalho foi aceito no Encontro Regional de Economia da ANPEC, em Fortaleza, mas não pude comparecer para apresentá-lo. Nessa quinta-feira, por outro lado, o estarei apresentando no encontro da AKB, aqui no Rio de Janeiro.
Agora, juntando com o artigo que montei em 2009 sobre os aspectos mais teóricos da economia da pobreza, a trilogia da minha dissertação está concluída. Agora, é esperar as respostas das revistas.
O artigo "A macroeconomia do bem-estar social: relações e controvérsias", o capítulo 3 da minha dissertação de mestrado, foi publicado como o Texto para Discussão n. 437 do Cedeplar/UFMG. Esse trabalho já foi apresentado na AKB no ano passado e na SEP desse ano.
O artigo "Ciclos econômicos e a composição da pobreza no Brasil: uma análise para as décadas recentes", a parte empírica da minha dissertação de mestrado, foi publicado como o Texto para Discussão n. 436 do Cedeplar/UFMG. No início do mês passado, esse trabalho foi aceito no Encontro Regional de Economia da ANPEC, em Fortaleza, mas não pude comparecer para apresentá-lo. Nessa quinta-feira, por outro lado, o estarei apresentando no encontro da AKB, aqui no Rio de Janeiro.
Agora, juntando com o artigo que montei em 2009 sobre os aspectos mais teóricos da economia da pobreza, a trilogia da minha dissertação está concluída. Agora, é esperar as respostas das revistas.
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domingo, julho 03, 2011
Arrastão na Praia do Leme
Hoje no final da manhã, sofri um arrastão na praia do Leme, aqui no Rio de Janeiro. Ali pelas 11 da manhã, durante minha caminhada matutina pelo calçadão da praia, parei para tomar água de coco no final da praia do Leme, próximo à barra dos pescadores, em um quiosque com mesas, cadeiras e uma vista muito agradável. Em seguida, comprei amendoins torrados e um coco no mesmo quisque.
Mas eis que o inesperado aconteceu. Um arrastão breve, mas intenso e avassalador acabou com o meu "lanche", e de todos os demais clientes do quisque. Uma nuvem de pombos subiu na minha mesa e no meu colo, impávidos perante minhas ameaças, e devorou todos os amendoins a minha frente. Quando olhei para os lados, outros pombos atacavam pipocas, batatas fritas e demais petiscos das mesas ao lado, sem medo dos humanos que tentavam se protejer.
Após o ataque, os clientes do quisque concluímos: os pombos são os novos farofeiros das praias cariocas.
Mas eis que o inesperado aconteceu. Um arrastão breve, mas intenso e avassalador acabou com o meu "lanche", e de todos os demais clientes do quisque. Uma nuvem de pombos subiu na minha mesa e no meu colo, impávidos perante minhas ameaças, e devorou todos os amendoins a minha frente. Quando olhei para os lados, outros pombos atacavam pipocas, batatas fritas e demais petiscos das mesas ao lado, sem medo dos humanos que tentavam se protejer.
Após o ataque, os clientes do quisque concluímos: os pombos são os novos farofeiros das praias cariocas.
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sexta-feira, julho 01, 2011
A Segurança nos Aeroportos Brasileiros - Experiência Pessoal
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quarta-feira, junho 22, 2011
Away no Feriado
Nesse feriado, estarei fora. Conhecerei Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Irei apresentar o paper "A Macroeconomia da Inclusão Social", extraído do capítulo 3 da minha dissertação de Mestrado, no congresso da SEP.
É sempre bom conhecer o Brasil em atividades acadêmicas. E o melhor é que o meu atual emprego me permite participar de congressos como apresentador sem descontar dias de férias.
É sempre bom conhecer o Brasil em atividades acadêmicas. E o melhor é que o meu atual emprego me permite participar de congressos como apresentador sem descontar dias de férias.
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Novidades do Rio
Estou a três semanas morando no Rio de Janeiro. Resido em um flat simples, porém aconchegante, em Copacabana, próximo à estação de metrô de Cantagalo. Já estou procurando apartamentos para alugar em um futuro próximo.
Nesses fins-de-semana, já aproveitei para caminhar pelos pontos turísticos mais próximos. Já fui do Leme ao Boulevard do Leblon, próximo ao morro do Vidigal, pelo calçadão. No sábado passado, dei a volta caminhando na lagoa Rodrigo de Freitas, sempre acompanhado da minha velha máquina fotográfica.
Eis meus registros (as imagens dispensam descrições prolongadas):
Leme

Leblon

Ipanema

Copacabana

Lagoa

Em relação a minha nova rotina na cidade, faço algumas observações pontuais:
- Paulistas e cariocas não se dão bem. A rivalidade não diz respeito a piadas e brincadeiras, mas à implicância, mesmo.
- O skate é um esporte predominantemente feminino.
- O inglês é a língua oficial da orla de Copacabana, e estou falando apenas dos gringos. E nem dos residentes de classe alta.
- A maior parte dos habitantes de Copacabana corresponde a idosas, cachorros de estimação e idosos. Nessa ordem.
- A população judaica, inclusive ortodoxa, é considerável. No supermercado Pão de Açúcar aqui perto de casa, vendem as bolachas matzah (o pão ázimo), que ficam ótimas no café-da-manhã cobertas de Nutella, tal como aprendi em meu intercâmbio em Toronto, em 2001. Mas o pacote custa quase 50 reais...
- A cidade tem duas linhas de metrô que correm nos mesmos trilhos e fazem (quase) o mesmo trajeto. Mas, se um dia eu precisar pegar um do Centro para a Zona Norte, precisarei de uma máscara de oxigênio.
- A Barra da Tijuca é uma Brasília com praia. A Linha Vermelha, que engloba os complexos da Maré, do Alemão (mais de longe) e da Penha, é uma Porto Alegre de casebres.
- É possível almoçar yakissoba de camarão (grandes!) e tomar suco natural de bergamota (tangerina, na língua local) no boteco da esquina. A variedade de sucos de frutas nas lancherias das ruas é comparável à variedade de cachaças nos botecos de Belo Horizonte.
- Todas as quadras, mas todas mesmo, têm obrigatoriamente: uma banca de revistas, uma (ou mais) lancheria que serve sucos naturais, uma lavanderia a quilo e um minimercado Pão de Açúcar ou Zona Sul.
- É possível caminhar nas ruas de Copacabana de madrugada. Das cidades que já morei, Porto Alegre é a mais perigosa.
Nesses fins-de-semana, já aproveitei para caminhar pelos pontos turísticos mais próximos. Já fui do Leme ao Boulevard do Leblon, próximo ao morro do Vidigal, pelo calçadão. No sábado passado, dei a volta caminhando na lagoa Rodrigo de Freitas, sempre acompanhado da minha velha máquina fotográfica.
Eis meus registros (as imagens dispensam descrições prolongadas):
Leme
Leblon
Ipanema
Copacabana
Lagoa
Em relação a minha nova rotina na cidade, faço algumas observações pontuais:
- Paulistas e cariocas não se dão bem. A rivalidade não diz respeito a piadas e brincadeiras, mas à implicância, mesmo.
- O skate é um esporte predominantemente feminino.
- O inglês é a língua oficial da orla de Copacabana, e estou falando apenas dos gringos. E nem dos residentes de classe alta.
- A maior parte dos habitantes de Copacabana corresponde a idosas, cachorros de estimação e idosos. Nessa ordem.
- A população judaica, inclusive ortodoxa, é considerável. No supermercado Pão de Açúcar aqui perto de casa, vendem as bolachas matzah (o pão ázimo), que ficam ótimas no café-da-manhã cobertas de Nutella, tal como aprendi em meu intercâmbio em Toronto, em 2001. Mas o pacote custa quase 50 reais...
- A cidade tem duas linhas de metrô que correm nos mesmos trilhos e fazem (quase) o mesmo trajeto. Mas, se um dia eu precisar pegar um do Centro para a Zona Norte, precisarei de uma máscara de oxigênio.
- A Barra da Tijuca é uma Brasília com praia. A Linha Vermelha, que engloba os complexos da Maré, do Alemão (mais de longe) e da Penha, é uma Porto Alegre de casebres.
- É possível almoçar yakissoba de camarão (grandes!) e tomar suco natural de bergamota (tangerina, na língua local) no boteco da esquina. A variedade de sucos de frutas nas lancherias das ruas é comparável à variedade de cachaças nos botecos de Belo Horizonte.
- Todas as quadras, mas todas mesmo, têm obrigatoriamente: uma banca de revistas, uma (ou mais) lancheria que serve sucos naturais, uma lavanderia a quilo e um minimercado Pão de Açúcar ou Zona Sul.
- É possível caminhar nas ruas de Copacabana de madrugada. Das cidades que já morei, Porto Alegre é a mais perigosa.
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