domingo, fevereiro 19, 2006

Review - Dookie (Green Day)

Eu já conhecia o Green Day desde 1997 (uma época que eu não sabia nem ao menos o que era punk rock), mas comecei a ouvir direto ali pelo final do ano 2000, graças aos vários anos de sucesso que a banda fazia nas rádios (sim, nessa época eu ainda acompanhava) e na MTV (idem), principalmente com as músicas "Time of Your Life" e "Basket Case".

Comprei o disco Dookie em março de 2001, usado (R$15,00), de um colega de colégio e um dos meus melhores amigos da época, o Thiago (não o vejo há quase 4 anos - que fim terá levado?), que já ouvia punk rock há algum tempo. O Thiago tinha comprado o CD do Green Day, mas, como todo bom rockeiro, assim que a banda começou a ter grande sucesso na mídia, passou a considerá-la "comercial", que havia "se vendido", e quis se livrar do disco, para a minha sorte.

O melhor desse disco não são exatamente as músicas em sua qualidade técnica e melódica, mas sim o que expressam, o que elas significam. Isto é, sendo um dos primeiros trabalhos de uma jovem banda de punk rock, os riffs de guitarra, o ritmo acelerado e, sobretudo as letras, expressam bem o que se passa na cabeça da gurizada de seus 16, 17 anos: muitas e muitas dúvidas rebeldia, incompreensão, dadaísmo (êpa!), misturado com primeiras experiências amorosas e busca de identidade pessoal e significado para sentimentos (de um modo bem simplificado, é claro). Por exemplo, o refrão de She:

"Are you locked up in a world thats been planned out for you?
Are you feeling like a social tool without a use?
Scream at me until my ears bleed
I´m taking heed just for you"

Os destaques do disco são, musicalmente, Having a Blast, Welcome to Paradise, Basket Case, She e When I Come Around (a única que eu consigo tocar na guitarra :-P). Em se tratando das melhores letras, destaco She, In the End, Emenius Sleepus, When I Come Around, entre outras. O único destaque negativo do disco é Longview, não por causa da música em si, mas pela própria temática da letra (sexo solo, se é que vocês me entendem...). O disco conta ainda com uma faixa secreta, no final da última faixa. Trata-se de uma balada folk chamada All By Myself, cuja letra (não mencionada no encarte do disco) é:

I was alone, I was all by myself
No one was looking, I was thinking of you
Oh yeah, did I mention I was all by myself
All by myself...
All by myself...
All by myself...
I went to your house, but no one was there
I went in your room I was all by myself
You and me had Such wonderful times
When I´m all by myself, All by myself

Pessoalmente, um dos fatos que me levaram a ouvir esse disco quase todos os dias assim que eu o comprei foi o fato de que, na época, eu era grande simpatizante do movimento punk (acreditem se quiser) e do anarquismo. Além disso, a música She, principalmente quando eu me lembro da sua versão cover pela finada banda Homeless Dogs, me remete a memórias muito agradáveis daquele romântico festival de rock em uma garagem imunda em Alvorada (maio de 2001, para quem se lembrar da história...). Também eu confesso que às vezes fico lendo as letras das músicas desse disco sem ouvi-las, leio como se fossem poesias, apenas para entender seu significado.

Depois disso, vejo que o Green Day, mesmo fazendo cada vez mais sucesso e influenciando novas bandas, nunca mais conseguiu realizar trabalho de igual qualidade ao Dookie. Os demais discos (eu também tenho o Nimrod) apresentam maior qualidade musical e criativa, mas parecem menos originais do que o Dookie, isto é, sempre fica no ar uma expectativa de que o Green Day volte a compor músicas rebeldes e rápidas, como aquelas que o lançaram para o estrelato. Hoje, mesmo totalmente fora do movimento punk, eu ainda ouço freqüentemente o disco, principalmente pelas boas lembranças que ele me trás.

Um comentário:

{Amy_Mizuno} disse...

I walk a lonely road
The only one that I have ever known
Don't know where it goes
But its home to me and I walk alone

I walk this empty street
On the Boulevard of broken dreams
Where the city sleeps
And I'm the only one and I walk alone
I walk alone
I walk alone
I walk alone
I walk a...

My shadows are the only one that walks beside me
My shallow hearts the only thing that's beating
Sometimes I wish someone out there will find me
Till then I'll walk alone

Ah-Ah Ah-Ah Ah-Ah Ahhh
Ah-Ah Ah-Ah Ah-Ah

I'm walking down the line
That divides me somewhere in my mind
On the border line of the edge
And where I walk alone

Read between the lines of what's
Fucked up and every things all right
Check my vital signs to know I'm still alive
And I walk alone

I walk alone
I walk alone
I walk alone
I walk a...

My shadows are the only one that walks beside me
My shallow hearts the only thing that's beating
Sometimes I wish someone out there will find me
Till then I'll walk alone

Ah-Ah Ah-Ah Ah-Ah Ahhh
Ah-Ah Ah-Ah Ah-Ah Ahhh

I walk this empty street
On the Boulevard of broken dreams
Where the city sleeps
And I'm the only one and I walk a..

My shadows are the only one that walks beside me
My shallow hearts the only thing that's beating
Sometimes I wish someone out there will find me
Till then I'll walk alone!
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