Recebi por e-mail do meu colega cedeplariano Paulo "Limão" Casaca um texto muito legal sobre a circulação monetária.
Numa pequena vila no sul da França, a crise é sentida. Toda a gente deve a toda a gente, carregada de dívidas. Subitamente, um rico turista russo chega ao foyer do pequeno hotel local. Pede um quarto e coloca uma nota de 100 sobre o balcão, pede uma chave de quarto esobe ao 3º andar para inspeccionar o quarto que lhe indicaram, na condição de desistir se lhe não agradar.
O dono do hotel pega na nota de 100 e corre ao fornecedor de carne a quem deve 100; o talhante pega no dinheiro e corre ao fornecedor de leitões apagar 100 que devia há algum tempo; este por sua vez corre ao criador de gado que lhe vendera a carne; este, por sua vez, corre a entregar os 100 a uma prostituta que lhe cedera serviços a crédito.
A prostituta recebe os 100 e corre ao hotel a quem devia 100 pela utilização casual de quartos à hora para atender clientes.
Neste momento o russo rico desce à recepção e informa o dono do hotel que o quarto proposto não lhe agrada, pretende desistir e pede a devolução dos 100. Recebe o dinheiro e sai.
Não houve neste movimento de dinheiro qualquer lucro ou valor acrescentado. Contudo, todos liquidaram as suas dívidas e os habitantes da pequena vila encaram agora optimisticamente o futuro.
terça-feira, junho 02, 2009
Circulação Monetária
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segunda-feira, junho 01, 2009
Minha Segunda Prova
Quinta-feira passada, fiz minha segunda prova com a turma de Macroeconomia do curso de Administração (noturno) da UFMG. A prova, sobre teorias macroeconômicas de curto prazo, foi bastante extensa, com uma questão de Verdadeiro ou Falso, duas de matemática com explicações de raciocínio, uma de interpretar e escrever, e uma de analisar uma política monetária expansionista em uma economia aberta com taxas de câmbio flexíveis. Por fim, coloquei um pequeno desafio de raciocínio econômico, valendo meio ponto extra.
Corrigi a prova no final de semana, e hoje mesmo já publiquei os resultados na porta da minha sala. A média, tal como na prova anterior, foi 7. De 47 provas corrigidas, 12 alunos ficaram abaixo de 6, a nota mínima para ser aprovado. Apenas 4 alunos ficaram acima de 9, e, desses, um deles fechou a prova (tirou 10).
Obviamente, uma hora depois de ter colado os resultados na minha porta, já comecei a ouvir borburinhos de alunos comentando e comemorando (ou não) os resultados. E também, tive que ouvir alguma choradeira. Acho muito chato quando algum aluno tira nota baixa, ou mesmo quando erra uma questão, e vem com o papo de que "foi sacanagem", como se eu tivesse alguma coisa pessoal contra alguém. Ou ainda, pessoas que esquecem de fazer todos os pontos da prova (como fazer contas matemáticas com diferentes dados) e vem me dizer que, como começaram a questão corretamente, "sabiam a lógica", e "obviamente teriam acertado o resto da questão". Se sabiam, então, por que não fizeram? Preguiça?
Outra coisa que notei foi uma relativa variabilidade das notas dos mesmos alunos em relação à prova anterior. 9 alunos que tiraram boas notas anteriormente foram mal na última prova, como se tivessem "relaxado". Por outro lado, 8 alunos que foram de "meia-boca" a mal na primeira prova, agora foram bem melhor. Pois é, parece que o medo da reprovação tem mesmo um impacto pedagógico sobre a responsabilidade dos alunos. O papo pós-moderno-niilista de que isso "traumatizaria os estudantes", e faria com que eles desistissem de continuar estudando não foi corroborado pelas minhas observações empíricas.
Agora, já tenho que me preocupar em preparar a terceira lista de exercícios para a última prova do semestre. A matéria será a macroeconomia de médio e longo prazos, focando principalmente nos problemas relacionados com desemprego, inflação e crescimento.
Corrigi a prova no final de semana, e hoje mesmo já publiquei os resultados na porta da minha sala. A média, tal como na prova anterior, foi 7. De 47 provas corrigidas, 12 alunos ficaram abaixo de 6, a nota mínima para ser aprovado. Apenas 4 alunos ficaram acima de 9, e, desses, um deles fechou a prova (tirou 10).
Obviamente, uma hora depois de ter colado os resultados na minha porta, já comecei a ouvir borburinhos de alunos comentando e comemorando (ou não) os resultados. E também, tive que ouvir alguma choradeira. Acho muito chato quando algum aluno tira nota baixa, ou mesmo quando erra uma questão, e vem com o papo de que "foi sacanagem", como se eu tivesse alguma coisa pessoal contra alguém. Ou ainda, pessoas que esquecem de fazer todos os pontos da prova (como fazer contas matemáticas com diferentes dados) e vem me dizer que, como começaram a questão corretamente, "sabiam a lógica", e "obviamente teriam acertado o resto da questão". Se sabiam, então, por que não fizeram? Preguiça?
Outra coisa que notei foi uma relativa variabilidade das notas dos mesmos alunos em relação à prova anterior. 9 alunos que tiraram boas notas anteriormente foram mal na última prova, como se tivessem "relaxado". Por outro lado, 8 alunos que foram de "meia-boca" a mal na primeira prova, agora foram bem melhor. Pois é, parece que o medo da reprovação tem mesmo um impacto pedagógico sobre a responsabilidade dos alunos. O papo pós-moderno-niilista de que isso "traumatizaria os estudantes", e faria com que eles desistissem de continuar estudando não foi corroborado pelas minhas observações empíricas.
Agora, já tenho que me preocupar em preparar a terceira lista de exercícios para a última prova do semestre. A matéria será a macroeconomia de médio e longo prazos, focando principalmente nos problemas relacionados com desemprego, inflação e crescimento.
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sexta-feira, maio 22, 2009
Defesa Hoje
Defenderei minha dissertação "Ciclos Econômicos e a Composição da Pobreza no Brasil" hoje, daqui a 3 horas e meia. Meus pais vieram de POA para me assistir. Talvez alguns alunos meus também apareçam. Estou um pouco ansioso, mas só um pouco.
Enfim, o trabalho de mais de uma ano (desde o projeto até as considerações finais) chega ao fim. Espero que a banca não me obrigue a mudar muita coisa para a versão final.
Eu sei que deveria estar estudando agora.
Enfim, o trabalho de mais de uma ano (desde o projeto até as considerações finais) chega ao fim. Espero que a banca não me obrigue a mudar muita coisa para a versão final.
Eu sei que deveria estar estudando agora.
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quinta-feira, maio 21, 2009
Instituições e Crescimento Econômico
Essa foi minha última resenha para a disciplina de Macro II. Baseado no capítulo 4 do manual de Crescimento Econômico do Acemoglu, procurei verificar a correlação, e a relação de causalidade, entre as instituições sociais e o desempenho econômico de cada país.
De acordo com Acemoglu (2008), as instituições consistem no conjunto de regras, regulações, leis e políticas que afetam os incentivos econômicos aos quais os agentes estão submetidos, em uma sociedade, incuindo os incentivos ao investimento em tecnologia e em acumulação de capital físico e humano, fatores associados com o processo de crescimento econômico. As instituições dependem de escolhas sociais assumidas pela economia. Isto é, mesmo que as leis e as regulações não sejam decididas individualmente e tenham uma certa persistência ao longo da história, elas decorrem das escolhas dos membros das sociedades que as adotam. Por outro lado, reformas institucionais, isto é, alterações dessas regras aos quais os agentes estão submentidos, são passíveis de alterar o desempenho do desenvolvimento econômico de um país.
O autor explica a relação entre as instituições vigentes em uma economia e a cultura apresentada por uma sociedade. Segundo Acemoglu, ambos fatores afetam o comportamento individual e a determinação de incentivos em uma sociedade. Contudo, as instituições são mutáveis, isto é, estão sobre o controle dos membros da sociedade, seja pela maioria, seja por aqueles que detêm maiores parcelas de poder, os quais podem decidir alterações na estrutura vigente de regras, leis e distribuições. Por outro lado, a cultura é tida como exógena, isto é, fora do controle dos indivíduos e de qualquer política, e depende de fatores históricos associados a cada sociedade.
O conceito de instituições, de acordo com Acemoglu, envolve três elementos. Primeiro, as instituições são criadas, defendidas, mantidas e alteradas pela ação humana, isto é, elas são decorrentes das escolhas das próprias sociedades, e afetam o seu futuro. Segundo, as instituições impõem restrições ao comportamento humano individual, ou seja, elas criam sistemas de punições e recompensas para determinados padrões de comportamento. Terceiro, as restrições impostas pelas instituições afetam as interações econômicas, sociais e políticas entre indivíduos, famílias e empresas e os incentivos associados ao seu comportamento.
Nesse sentido, as instituições afetam a dinâmica do desenvolvimento econômico por influenciar a estrutura de incentivos ao comportamento dos agentes na sociedade. Assim, afetam a alocação de recursos ao seu uso mais eficiente na economia, assim como a distribuição de lucros econômicos e de direitos de controle. Por isso, se as instituições facilitarem e encorajarem a acumulação de fatores, a inovação, a alocação eficiente dos recursos e o comportamento individual de propensão a assumir riscos, poupar, educar, aprender, resolver problemas de escolha pública e prover bens públicos, de acordo com a teoria econômica, essa sociedade deverá propsperar mais em relação as demais.
Por fim, o autor questiona por que algumas sociedades assumem instituições que podem retardar o crescimento econômico. Segundo Acemoglu, isso pode acontecer devido a dois motivos.
Em primeiro lugar, podem haver problemas de coordenação de decisões por parte dos membros dessas sociedades. Esse fenômeno é mais comum em períodos breves de tempo.
Em segundo lugar, pode haver conflitos de interesse dentro das sociedades. Nesse caso, parte-se da hipótese de que nenhuma reforma institucional é Pareto-eficiente, isto é, não pode beneficiar a todos os indivíduos, sempre haverá ganhadores e perdedores entre eles. Por isso, os grupos sociais que poderiam ser prejudicados pelas mudanças podem utilizar meios, inclusive seu poder político, para impedi-las, defendendo as instituições vigentes.
Portanto, segundo Acemoglu, a questão das instituições é a mais importante causa do crescimento econômico nos países, e é capaz de explicar por que determinados países são ricos ou pobres hoje, assim como sua dinâmica ao longo da história. Também, as instituições explicam o comportamento do crescimento econômico mundial ocorrido nos últimos dois séculos, marcado pela grande aceleração do progresso tecnológico e dos investimentos em capital humano que se seguiram à Revolução Industrial.
A relação de causalidade entre as instituições e o desempenho macroeconômico dos países é confirmada por diferentes estudos e testes empíricos levantados pelo autor. Esses testes utilizaram procedimentos econométricos capazes de controlar possíveis problemas, como a simultaneidade, isto é, a confusão se a qualidade das instituições estimula o crescimento econômico, ou o crescimento econômico permite maiores investimentos nas instituições, e o viés de variáveis omitidas correlacionadas com os indicadores institucionais. Por exemplo, são utilizados métodos de variáveis instrumentais, experimentos naturais (no caso das Coréia após sua divisão entre o Norte comunista e o Sul capitalista) e a análise histórica, como no caso das colônias européias pelo mundo.
Como limites à análise institucional dos determinantes do crescimento econômico, o autor destaca a escassez de trabalhos para diferenciar o impacto de diferentes tipos de instituições sobre o crescimento econômico. Acemoglu diferencia apenas os direitos contratuais, que regulam as relações horizontais entre os agentes econômicos em uma sociedade, dos direitos de propriedade, que protejem os cidadãos dos poderes arbitrários das elites, dos políticos e dos grupos privilegiados de sua sociedade.
Além disso, essa abordagem não explica exatamente as diferenças entre o nível de produto e renda entre países e entre períodos no tempo em termos de diferenças institucionais. Segundo o autor, a solução para esse problema está na análise dos determinantes das escolhas coletivas nas sociedades, o que envolve o estudo da relação entre as instituições e o equilíbrio político dos países, o que, por sua vez, depende as implicações distributivas do processo de crescimento econômico. Em termos mais formais, isso significa a necessidade de uma maior interação entre a macroeconomia do crescimento e a economia política, isto é, de estudos específicos sobre como que conflitos de interesses entre diferentes indivíduos são agregados nas escolhas coletivas e como isso pode levar a instituições que desestimulam o crescimento econômico.
De acordo com Acemoglu (2008), as instituições consistem no conjunto de regras, regulações, leis e políticas que afetam os incentivos econômicos aos quais os agentes estão submetidos, em uma sociedade, incuindo os incentivos ao investimento em tecnologia e em acumulação de capital físico e humano, fatores associados com o processo de crescimento econômico. As instituições dependem de escolhas sociais assumidas pela economia. Isto é, mesmo que as leis e as regulações não sejam decididas individualmente e tenham uma certa persistência ao longo da história, elas decorrem das escolhas dos membros das sociedades que as adotam. Por outro lado, reformas institucionais, isto é, alterações dessas regras aos quais os agentes estão submentidos, são passíveis de alterar o desempenho do desenvolvimento econômico de um país.
O autor explica a relação entre as instituições vigentes em uma economia e a cultura apresentada por uma sociedade. Segundo Acemoglu, ambos fatores afetam o comportamento individual e a determinação de incentivos em uma sociedade. Contudo, as instituições são mutáveis, isto é, estão sobre o controle dos membros da sociedade, seja pela maioria, seja por aqueles que detêm maiores parcelas de poder, os quais podem decidir alterações na estrutura vigente de regras, leis e distribuições. Por outro lado, a cultura é tida como exógena, isto é, fora do controle dos indivíduos e de qualquer política, e depende de fatores históricos associados a cada sociedade.
O conceito de instituições, de acordo com Acemoglu, envolve três elementos. Primeiro, as instituições são criadas, defendidas, mantidas e alteradas pela ação humana, isto é, elas são decorrentes das escolhas das próprias sociedades, e afetam o seu futuro. Segundo, as instituições impõem restrições ao comportamento humano individual, ou seja, elas criam sistemas de punições e recompensas para determinados padrões de comportamento. Terceiro, as restrições impostas pelas instituições afetam as interações econômicas, sociais e políticas entre indivíduos, famílias e empresas e os incentivos associados ao seu comportamento.
Nesse sentido, as instituições afetam a dinâmica do desenvolvimento econômico por influenciar a estrutura de incentivos ao comportamento dos agentes na sociedade. Assim, afetam a alocação de recursos ao seu uso mais eficiente na economia, assim como a distribuição de lucros econômicos e de direitos de controle. Por isso, se as instituições facilitarem e encorajarem a acumulação de fatores, a inovação, a alocação eficiente dos recursos e o comportamento individual de propensão a assumir riscos, poupar, educar, aprender, resolver problemas de escolha pública e prover bens públicos, de acordo com a teoria econômica, essa sociedade deverá propsperar mais em relação as demais.
Por fim, o autor questiona por que algumas sociedades assumem instituições que podem retardar o crescimento econômico. Segundo Acemoglu, isso pode acontecer devido a dois motivos.
Em primeiro lugar, podem haver problemas de coordenação de decisões por parte dos membros dessas sociedades. Esse fenômeno é mais comum em períodos breves de tempo.
Em segundo lugar, pode haver conflitos de interesse dentro das sociedades. Nesse caso, parte-se da hipótese de que nenhuma reforma institucional é Pareto-eficiente, isto é, não pode beneficiar a todos os indivíduos, sempre haverá ganhadores e perdedores entre eles. Por isso, os grupos sociais que poderiam ser prejudicados pelas mudanças podem utilizar meios, inclusive seu poder político, para impedi-las, defendendo as instituições vigentes.
Portanto, segundo Acemoglu, a questão das instituições é a mais importante causa do crescimento econômico nos países, e é capaz de explicar por que determinados países são ricos ou pobres hoje, assim como sua dinâmica ao longo da história. Também, as instituições explicam o comportamento do crescimento econômico mundial ocorrido nos últimos dois séculos, marcado pela grande aceleração do progresso tecnológico e dos investimentos em capital humano que se seguiram à Revolução Industrial.
A relação de causalidade entre as instituições e o desempenho macroeconômico dos países é confirmada por diferentes estudos e testes empíricos levantados pelo autor. Esses testes utilizaram procedimentos econométricos capazes de controlar possíveis problemas, como a simultaneidade, isto é, a confusão se a qualidade das instituições estimula o crescimento econômico, ou o crescimento econômico permite maiores investimentos nas instituições, e o viés de variáveis omitidas correlacionadas com os indicadores institucionais. Por exemplo, são utilizados métodos de variáveis instrumentais, experimentos naturais (no caso das Coréia após sua divisão entre o Norte comunista e o Sul capitalista) e a análise histórica, como no caso das colônias européias pelo mundo.
Como limites à análise institucional dos determinantes do crescimento econômico, o autor destaca a escassez de trabalhos para diferenciar o impacto de diferentes tipos de instituições sobre o crescimento econômico. Acemoglu diferencia apenas os direitos contratuais, que regulam as relações horizontais entre os agentes econômicos em uma sociedade, dos direitos de propriedade, que protejem os cidadãos dos poderes arbitrários das elites, dos políticos e dos grupos privilegiados de sua sociedade.
Além disso, essa abordagem não explica exatamente as diferenças entre o nível de produto e renda entre países e entre períodos no tempo em termos de diferenças institucionais. Segundo o autor, a solução para esse problema está na análise dos determinantes das escolhas coletivas nas sociedades, o que envolve o estudo da relação entre as instituições e o equilíbrio político dos países, o que, por sua vez, depende as implicações distributivas do processo de crescimento econômico. Em termos mais formais, isso significa a necessidade de uma maior interação entre a macroeconomia do crescimento e a economia política, isto é, de estudos específicos sobre como que conflitos de interesses entre diferentes indivíduos são agregados nas escolhas coletivas e como isso pode levar a instituições que desestimulam o crescimento econômico.
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terça-feira, maio 12, 2009
A Globalização e a Nova Geografia Econômica
Semana passada, na disciplina de Macroeconomia II daqui do programa de pós-graduação em Economia do CEDEPLAR-UFMG, estudamos a Nova Geografia Econômica, área que rendeu o prêmio Nobel de Economia para o Paul Krugman no ano passado. Em resumo, a Nova Geografia Econômica utiliza modelos de equilíbrio geral para explicar o crescimento econômico em economias abertas, ressaltando a importância dos custos de transporte, os diferenciais salariais e do movimento de fatores de produção para explicar a dinâmica internacional do crescimento econômico. O principal artigo dessa área que li foi escrito pelo próprio Krugman, junto com o Anthony Venables, da Universidade de Oxford.
O artigo “Globalisation and the Inequality of Nations”, de Krugman & Venables (1995) tem o objetivo básico de compreender os efeitos da globalização sobre a renda real das economias nacionais. Os autores partem de um modelo de acordo com o qual, em um ponto de tempo inicial, não há diferenças entre os países, até que uma divisão internacional do trabalho apareça espontaneamente, beneficiando mais algumas economias do que outras. Assim, a economia mundial se divide em um arranjo de centro, englobando as economias de maior renda, e periferia, englobando as economias menos desenvolvidas. Em resumo, o trabalho de Krugman & Venables procura explicar, de acordo com um modelo teórico, como a globalização, entendida pela crescente integração entre os mercados internacionais, afeta a renda real dos países que compõem o centro e a periferia.
Os autores partem da hipótese de que a globalização é compreendida como um processo de redução progressiva do custo de transporte de mercadorias entre os países. Esse processo afeta a dinâmica da economia mundial em dois estágios. Primeiro, aumenta a desigualdade entre as nações, com ganhos de renda pelo centro em detrimento da periferia. Segundo, há uma convergência entre as economias, com o crescimento da renda da periferia e o estancamento do crescimento da renda do centro.
O modelo teórico parte de um mundo com duas regiões, Norte e Sul. Essas regiões apresentam estruturas econômicas homogêneas, isto é, não há vantagens comparativas inerentes a elas relacionadas a produção de alguma determinada mercadoria. Existem dois bens, produzidos respectivamente pelo setor agrícola, que opera sob retornos constantes de escala, e pelo setor manufatureiro, que opera sob retornos crescentes de escala e produz tanto bens finais de consumo, como insumos intermediários de produção. Em ambas as regiões, os agentes consumidores apresentam funções de utilidade refletindo preferências do tipo Cobb-Douglas (isto é, de amor pela variedade, ou preferências bem-comportadas) entre esses dois bens.
Supondo que inicialmente os custos de transporte de mercadorias entre o Norte e o Sul são muito elevados, não haverá comércio entre as regiões. Elas serão auto-suficientes no que diz respeito à produção tanto de bens agrícolas, como de manufaturas. Se os custos de transporte caírem, inicialmente aparecerá um comércio interregional de bens manufaturados diferenciados, mas sem tendência à especialização produtiva por qualquer região. Se esses custos caírem ainda mais, haverá um incentivo à especialização regional. Pois, a região com maior setor manufatureiro conseqüentemente tem um maior mercado para a produção de insumos intermediários, o que atrai empresas manufatureiras estrangeiras para a sua produção. Da mesma forma, a região com maior produção de bens intermediários pode produzir bens de consumo a menores custos, pela economia dos custos de transporte, o que também atrai empresas manufatureiras para a sua produção. Em suma, há uma aglomeração da atividade industrial na região em que ela era relativamente mais abundante, fazendo com que a economia mundial se divida entre um centro industrializado e uma periferia predominantemente agrícola. Assim, o padrão mundial de desenvolvimento econômico é desigual: enquanto que no centro os custos de transporte de bens de consumo industrializados é menor e a demanda por mão-de-obra é maior devido a atração de firmas, há uma tendência de progressiva elevação dos salários reais, na periferia a demanda por mão-de-obra é decrescente devido ao processo de desindustrialização, o que pressiona os salários reais para baixo.
Contudo, se os custos de transporte caírem ainda mais, as vantagens localizacionais das economias definidas como centro, isto é, de proximidade dos mercados consumidores e de insumos, podem se esgotar, e a periferia pode começar a atrair investimentos no setor industrial por causa dos baixos salários. Dessa maneira, cria-se um movimento internacional de convergência de renda e de saláios entre o centro e a periferia.
Os autores concluem o seu estudo procurando utilizar os fundamentos de seu modelo para prever o impacto de políticas comerciais protecionistas. Supondo que o Norte imponha uma tarifa protecionista sobre as importações, os seu impacto final sobre o bem-estar mundial, segundo Krugman & Venables, é sempre negativo, e, sob o ponto de vista regional, é sempre ambíguo. Por um lado, como prejudica o acesso do Sul ao seu mercado, acaba por incentivar a atração das empresas sulistas no seu território. Mas, por outro lado, as empresas do Norte acabam por ter que pagar mais pelos insumos importados do Sul, ou seja, sofrem com custos de transporte maiores.
O artigo “Globalisation and the Inequality of Nations”, de Krugman & Venables (1995) tem o objetivo básico de compreender os efeitos da globalização sobre a renda real das economias nacionais. Os autores partem de um modelo de acordo com o qual, em um ponto de tempo inicial, não há diferenças entre os países, até que uma divisão internacional do trabalho apareça espontaneamente, beneficiando mais algumas economias do que outras. Assim, a economia mundial se divide em um arranjo de centro, englobando as economias de maior renda, e periferia, englobando as economias menos desenvolvidas. Em resumo, o trabalho de Krugman & Venables procura explicar, de acordo com um modelo teórico, como a globalização, entendida pela crescente integração entre os mercados internacionais, afeta a renda real dos países que compõem o centro e a periferia.
Os autores partem da hipótese de que a globalização é compreendida como um processo de redução progressiva do custo de transporte de mercadorias entre os países. Esse processo afeta a dinâmica da economia mundial em dois estágios. Primeiro, aumenta a desigualdade entre as nações, com ganhos de renda pelo centro em detrimento da periferia. Segundo, há uma convergência entre as economias, com o crescimento da renda da periferia e o estancamento do crescimento da renda do centro.
O modelo teórico parte de um mundo com duas regiões, Norte e Sul. Essas regiões apresentam estruturas econômicas homogêneas, isto é, não há vantagens comparativas inerentes a elas relacionadas a produção de alguma determinada mercadoria. Existem dois bens, produzidos respectivamente pelo setor agrícola, que opera sob retornos constantes de escala, e pelo setor manufatureiro, que opera sob retornos crescentes de escala e produz tanto bens finais de consumo, como insumos intermediários de produção. Em ambas as regiões, os agentes consumidores apresentam funções de utilidade refletindo preferências do tipo Cobb-Douglas (isto é, de amor pela variedade, ou preferências bem-comportadas) entre esses dois bens.
Supondo que inicialmente os custos de transporte de mercadorias entre o Norte e o Sul são muito elevados, não haverá comércio entre as regiões. Elas serão auto-suficientes no que diz respeito à produção tanto de bens agrícolas, como de manufaturas. Se os custos de transporte caírem, inicialmente aparecerá um comércio interregional de bens manufaturados diferenciados, mas sem tendência à especialização produtiva por qualquer região. Se esses custos caírem ainda mais, haverá um incentivo à especialização regional. Pois, a região com maior setor manufatureiro conseqüentemente tem um maior mercado para a produção de insumos intermediários, o que atrai empresas manufatureiras estrangeiras para a sua produção. Da mesma forma, a região com maior produção de bens intermediários pode produzir bens de consumo a menores custos, pela economia dos custos de transporte, o que também atrai empresas manufatureiras para a sua produção. Em suma, há uma aglomeração da atividade industrial na região em que ela era relativamente mais abundante, fazendo com que a economia mundial se divida entre um centro industrializado e uma periferia predominantemente agrícola. Assim, o padrão mundial de desenvolvimento econômico é desigual: enquanto que no centro os custos de transporte de bens de consumo industrializados é menor e a demanda por mão-de-obra é maior devido a atração de firmas, há uma tendência de progressiva elevação dos salários reais, na periferia a demanda por mão-de-obra é decrescente devido ao processo de desindustrialização, o que pressiona os salários reais para baixo.
Contudo, se os custos de transporte caírem ainda mais, as vantagens localizacionais das economias definidas como centro, isto é, de proximidade dos mercados consumidores e de insumos, podem se esgotar, e a periferia pode começar a atrair investimentos no setor industrial por causa dos baixos salários. Dessa maneira, cria-se um movimento internacional de convergência de renda e de saláios entre o centro e a periferia.
Os autores concluem o seu estudo procurando utilizar os fundamentos de seu modelo para prever o impacto de políticas comerciais protecionistas. Supondo que o Norte imponha uma tarifa protecionista sobre as importações, os seu impacto final sobre o bem-estar mundial, segundo Krugman & Venables, é sempre negativo, e, sob o ponto de vista regional, é sempre ambíguo. Por um lado, como prejudica o acesso do Sul ao seu mercado, acaba por incentivar a atração das empresas sulistas no seu território. Mas, por outro lado, as empresas do Norte acabam por ter que pagar mais pelos insumos importados do Sul, ou seja, sofrem com custos de transporte maiores.
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sábado, maio 02, 2009
Resultado da Minha Prova
Corrigi minha prova de Macroeconomia para Administração ao longo da semana passada, uma questão por dia. Seguindo a sugestão do Enoch, tracei em uma folha de papel os requisitos necessários para atingir diferentes pontuações dentro de uma questão.
Por exemplo, na primeira questão, sobre a história da macroeconomia, perguntei os fundamentos da economia neoclássica pré-keynesiana, o contexto da revolução keynesiana e os fundamentos do pensamento de Keynes. Corrigi da seguinte forma: a questão inteira valia 2,5 pontos (1/4 da prova); quem identificou até 2 características da economia neoclássica antes de Keynes (por exemplo, equilíbrio geral e neutralidade da política econômica) ganhou 0,6, e quem ainda conseguiu relacionar e explicar essas características ganhou 0,8; quem identificou o contexto histórico da mudança de paradigma da macroeconomia com a crise de 1929 ganhou 0,8; e quem identificou duas características do pensamento de Keynes (por exemplo, incerteza e efeito multiplicador dos gastos autônomos) ganhou 0,6, e quem conseguiu explicar bem, ganhou 0,8. Somando as três partes da questão, dá 2,4. O 0,1 restante dei "de brinde" para quem não deixou a questão em branco.
Li várias pérolas na prova, como escrevi no post passado. A economia neoclássica foi interpretada como diretamente influenciada pela fisiocracia. Keynes foi confundido com Adam Smith e com Marx. Consumo é tudo o que se consome na economia. Tributo direto é todo aquele tributo que é difícil de escapar. Fora aqueles alunos que se lembraram das características da economia neoclássica de suas aulas de microeconomia, e para deduzir Keynes, apenas elevaram as hipóteses na menos um: se na economia neoclássica o agente é racional, em Keynes ele é irracional, ou pior, emotivo (!).
Todo caso, corrigi minhas provas com "muito carinho", nas palavras do Enoch, aproveitando a intenção do aluno em responder. Ignorei os erros aleatórios em uma questão, se o aluno respondeu tudo o que perguntei corretamente. Procurei pescar os termos corretos ao longo dos textos, ou parágrafos, ou mesmo frases. No final das contas, a média da turma ficou em 6,8, e, das 48 provas que corrigi, apenas 10 ficaram abaixo de 6. Por outro lado, apenas 5 alunos tiraram notas acima de 9, sendo que um ficou com 10. A média dos alunos que participam em sala de aula, isto é, que comparecem nas aulas e tiram dúvidas, ficou em 8.
Agora terei outra experiência tensa na minha estréia como professor universitário: devolver as provas. Tenho que avisar à turma que, quem quiser reclamar alguma nota, terá que fazer isso com base na bibliografia do curso, e não na nota de algum colega. Letras feias, idéias enroladas e fuga do tema, mesmo fazendo parte da matéria das aulas de português pré-vestibular, ainda são motivos para se perder pontos na prova de economia. Pelo menos, comigo.
Por exemplo, na primeira questão, sobre a história da macroeconomia, perguntei os fundamentos da economia neoclássica pré-keynesiana, o contexto da revolução keynesiana e os fundamentos do pensamento de Keynes. Corrigi da seguinte forma: a questão inteira valia 2,5 pontos (1/4 da prova); quem identificou até 2 características da economia neoclássica antes de Keynes (por exemplo, equilíbrio geral e neutralidade da política econômica) ganhou 0,6, e quem ainda conseguiu relacionar e explicar essas características ganhou 0,8; quem identificou o contexto histórico da mudança de paradigma da macroeconomia com a crise de 1929 ganhou 0,8; e quem identificou duas características do pensamento de Keynes (por exemplo, incerteza e efeito multiplicador dos gastos autônomos) ganhou 0,6, e quem conseguiu explicar bem, ganhou 0,8. Somando as três partes da questão, dá 2,4. O 0,1 restante dei "de brinde" para quem não deixou a questão em branco.
Li várias pérolas na prova, como escrevi no post passado. A economia neoclássica foi interpretada como diretamente influenciada pela fisiocracia. Keynes foi confundido com Adam Smith e com Marx. Consumo é tudo o que se consome na economia. Tributo direto é todo aquele tributo que é difícil de escapar. Fora aqueles alunos que se lembraram das características da economia neoclássica de suas aulas de microeconomia, e para deduzir Keynes, apenas elevaram as hipóteses na menos um: se na economia neoclássica o agente é racional, em Keynes ele é irracional, ou pior, emotivo (!).
Todo caso, corrigi minhas provas com "muito carinho", nas palavras do Enoch, aproveitando a intenção do aluno em responder. Ignorei os erros aleatórios em uma questão, se o aluno respondeu tudo o que perguntei corretamente. Procurei pescar os termos corretos ao longo dos textos, ou parágrafos, ou mesmo frases. No final das contas, a média da turma ficou em 6,8, e, das 48 provas que corrigi, apenas 10 ficaram abaixo de 6. Por outro lado, apenas 5 alunos tiraram notas acima de 9, sendo que um ficou com 10. A média dos alunos que participam em sala de aula, isto é, que comparecem nas aulas e tiram dúvidas, ficou em 8.
Agora terei outra experiência tensa na minha estréia como professor universitário: devolver as provas. Tenho que avisar à turma que, quem quiser reclamar alguma nota, terá que fazer isso com base na bibliografia do curso, e não na nota de algum colega. Letras feias, idéias enroladas e fuga do tema, mesmo fazendo parte da matéria das aulas de português pré-vestibular, ainda são motivos para se perder pontos na prova de economia. Pelo menos, comigo.
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quinta-feira, abril 23, 2009
Minha Primeira Prova
Hoje, quarta-feira, fiz minha primeira prova com meus alunos de Macroeconomia para o curso de Administração-Noturno da UFMG. Não tive problemas com a turma, todos se comportaram bem durante o teste, isto é, não precisei chamar a atenção de ninguém.
A prova consistiu de três questões de conceitos de Contabilidade Social, abordadas no manual do Rossetti e muito discutidas em sala de aula, e uma questão mais ampla de história do pensamento econômico. Essa questão pediu para comparar o pensamento keynesiano com o neoclássico e explicar o contexto histórico da chamada "revolução keynesiana". Nada que não tenha sido abordado em sala de aula. Mas, conforme os alunos iam devolvendo as respostas prontas, li algumas "pérolas" impagáveis. Por outro lado, pelo menos uma das provas que vi estava em nível muito superior às demais, e é nela que pretendo basear meu gabarito para definir as notas dos alunos.
Durante algumas horas, fiquei preocupado com a dificuldade dos alunos em aprender os conceitos mais fundamentais da macroeconomia e da contabilidade social, como os de residentes e não-residentes, e de consumo e de acumulação. Mas, me lembro pessoalmente que, nos primeiros semestres de graduação, na UFRGS, também tive problemas com as teorias de outras matérias além da economia, como a administração e a sociologia. Muitas vezes, resumia todos os textos dessas matérias antes da prova, mas dificilmente tinha certeza do que cada um desses textos se tratava fundamentalmente. Tudo bem que ambas matérias, teoria da administração e sociologia, são mais relativistas, e até mesmo mais abstratas substancialmente, do que a economia, construída de modo a ser interpretada de modo lógico e analítico. Mas será que os alunos sentiram dificuldade de captar os pontos básicos do livro do Rossetti?
A prova consistiu de três questões de conceitos de Contabilidade Social, abordadas no manual do Rossetti e muito discutidas em sala de aula, e uma questão mais ampla de história do pensamento econômico. Essa questão pediu para comparar o pensamento keynesiano com o neoclássico e explicar o contexto histórico da chamada "revolução keynesiana". Nada que não tenha sido abordado em sala de aula. Mas, conforme os alunos iam devolvendo as respostas prontas, li algumas "pérolas" impagáveis. Por outro lado, pelo menos uma das provas que vi estava em nível muito superior às demais, e é nela que pretendo basear meu gabarito para definir as notas dos alunos.
Durante algumas horas, fiquei preocupado com a dificuldade dos alunos em aprender os conceitos mais fundamentais da macroeconomia e da contabilidade social, como os de residentes e não-residentes, e de consumo e de acumulação. Mas, me lembro pessoalmente que, nos primeiros semestres de graduação, na UFRGS, também tive problemas com as teorias de outras matérias além da economia, como a administração e a sociologia. Muitas vezes, resumia todos os textos dessas matérias antes da prova, mas dificilmente tinha certeza do que cada um desses textos se tratava fundamentalmente. Tudo bem que ambas matérias, teoria da administração e sociologia, são mais relativistas, e até mesmo mais abstratas substancialmente, do que a economia, construída de modo a ser interpretada de modo lógico e analítico. Mas será que os alunos sentiram dificuldade de captar os pontos básicos do livro do Rossetti?
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segunda-feira, abril 20, 2009
Novo Qualis de Economia
A CAPES atualizou o ranking de revistas para publicação em Economia. Journals nacionais e estrangeiros foram unificados em uma única lista. Vale a pena dar uma conferida, para pensar nas próximas submissões:
*QUALIS CAPES - ÁREA DE ECONOMIA*
ISSN Titulo Estrato
0002-8282 American Economic Review A1
0309-166X Cambridge Journal of Economics A1
0012-9682 Econometrica A1
0938-2259 Economic Theory A1
0014-2921 European Economic Review A1
0899-8256 Games and Economic Behavior A1
0018-2702 History of Political Economy A1
0020-6598 International Economic Review (Philadelphia) A1
0735-0015 Journal of Business & Economic Statistics A1
0304-4076 Journal of Econometrics A1
0022-0515 Journal of Economic Literature A1
1350-178X Journal of Economic Methodology A1
0895-3309 Journal of Economic Perspectives A1
0022-0531 Journal of Economic Theory A1
0022-1082 Journal of Finance A1
0304-405X Journal of Financial Economics A1
0022-1996 Journal of International Economics A1
0022-2879 Journal of Money, Credit and Banking A1
0022-3808 Journal of Political Economy A1
0160-3477 Journal of Post Keynesian Economics A1
0047-2727 Journal of Public Economics A1
0034-6527 Review of Economic Studies A1
0034-6535 Review of Economics and Statistics A1
0893-9454 Review of Financial Studies A1
0033-5533 The Quarterly Journal of Economics A1
0741-6261 The Rand Journal of Economics A1
0007-2303 Brookings Papers on Economic Activity A2
0008-4085 Canadian Journal of Economics A2
0095-2583 Economic Inquiry A2
0165-1765 Economics Letters A2
0960-6491 Industrial and Corporate Change A2
0020-7276 International Journal of Game Theory A2
0925-5273 International Journal of Production Economics A2
0883-7252 Journal of Applied Econometrics A2
0378-4266 Journal of Banking & Finance A2
0304-3878 Journal of Development Economics A2
0167-2681 Journal of Economic Behavior & Organization A2
0165-1889 Journal of Economic Dynamics & Control A2
1381-4338 Journal of Economic Growth A2
0021-3624 Journal of Economic Issues A2
0144-3585 Journal of Economic Studies (Bradford) A2
0095-0696 Journal of Environmental Economics and Management A2
1042-9573 Journal of Financial Intermediation A2
0167-6296 Journal of Health Economics A2
0022-166X Journal of Human Resources A2
0022-1821 Journal of Industrial Economics A2
0261-5606 Journal of International Money and Finance A2
0734-306X Journal of Labor Economics A2
8756-6222 Journal of Law, Economics & Organization A2
0304-4068 Journal of Mathematical Economics A2
1365-1005 Macroeconomic Dynamics A2
0028-0283 National Tax Journal A2
0048-7333 Research Policy A2
1094-2025 Review of Economic Dynamics A2
0953-8259 Review of Political Economy A2
0486-6134 Review of Radical Political Economics A2
0176-1714 Social Choice and Welfare A2
0021-9398 The Journal of Business (Chicago) A2
0022-2186 The Journal of Law & Economics A2
0002-9092 American Journal of Agricultural Economics B1
0003-6846 Applied Economics B1
0010-4140 Comparative Political Studies B1
0921-8009 Ecological Economics B1
0939-3625 Economic Systems B1
0013-0427 Economica (London) B1
0266-2671 Economics and Philosophy B1
0272-7757 Economics of Education Review B1
1043-8599 Economics of Innovation and New Technology B1
0308-5147 Economy and Society B1
0195-6574 Energy Journal (Cambridge) B1
1355-770X Environment and Development Economics B1
0014-4983 Explorations in Economic History B1
1057-9230 Health Economics B1
1122-8792 History of Economic Ideas B1
1020-7635 IMF Staff Papers B1
0019-7939 Industrial and Labor Relations Review B1
0019-8692 Industrial Relations Journal B1
0306-8293 International Journal of Social Economics B1
0022-0388 Journal of Development Studies B1
0022-0507 Journal of Economic History B1
1058-6407 Journal of Economics & Management Strategy B1
0022-216X Journal of Latin American Studies B1
0276-8739 Journal of Policy Analisys and Management B1
0933-1433 Journal of Population Economics B1
1097-3923 Journal of Public Economic Theory B1
0922-680X Journal of Regulatory Economics B1
0895-5646 Journal of Risk and Uncertainty B1
0143-9782 Journal of Time Series Analysis B1
0094-1190 Journal of Urban Economics B1
0927-5371 Labour Economics B1
0023-7639 Land Economics B1
0165-4896 Mathematical Social Sciences B1
0026-1386 Metroeconomica B1
0305-9049 Oxford Bulletin of Economics and Statistics B1
0030-7653 Oxford Economic Papers B1
0266-903X Oxford Review of Economic Policy B1
0048-5829 Public Choice B1
1469-7688 Quantitative Finance B1
0166-0462 Regional Science and Urban Economics B1
0034-3404 Regional Studies B1
1058-7195 Review of Agricultural Economics B1
0034-6586 Review of Income and Wealth B1
0965-7576 Review of International Economics B1
0043-2636 Review of World Economics / Weltwirtschaftliches Archiv B1
0347-0520 Scandinavian Journal of Economics B1
0038-4038 Southern Economic Journal B1
0954-349X Structural Change and Economic Dynamics B1
0570-1864 The Annals of Regional Science B1
0258-6770 The World Bank Economic Review B1
0957-1787 Utilities Policy B1
0305-750X World Development B1
0169-5150 Agricultural Economics B2
1405-2253 America Latina en la Historía Económica B2
0254-5330 Annals of Operations Research B2
1350-4851 Applied Economics Letters B2
0004-8216 Aussenwirtschaft B2
1074-3529 Contemporary Economic Policy B2
0747-4938 Econometric Reviews B2
1517-7580 Economia (ANPEC) B2
0104-0618 Economia e Sociedade (UNICAMP) B2
1405-8421 Economía, Sociedad y Territorio B2
0013-0079 Economic Development and Cultural Change B2
0013-0117 Economic History Review B2
0013-0494 Economie Appliquée B2
0101-4161 Estudos Econômicos (IPE-FEA/USP) B2
0965-4313 European Planning Studies B2
1027-5703 Integration & Trade B2
1076-9307 International Journal of Finance and Economics B2
1466-6650 International Journal of Global Environmental Issues B2
0185-1667 Investigación Económica. Facultad de Economía de la UNAM B2
0922-1425 Japan and the World Economy B2
0021-857X Journal of Agricultural Economics B2
0147-5967 Journal of Comparative Economics B2
0022-0485 Journal of Economic Education B2
0167-4870 Journal of Economic Psychology B2
0013-3035 Journal of Economics / Ekonomicky Casopis B2
1083-9798 Journal of Emerging Markets B2
0277-6693 Journal of Forecasting B2
1051-1377 Journal of Housing Economics B2
1384-1289 Journal of Policy Reform B2
0895-562X Journal of Productivity Analysis B2
0895-5638 Journal of Real Estate Finance and Economics B2
0889-1583 Journal of the Japanese and International Economies B2
0022-5258 Journal of Transport Economics and Policy B2
1463-6786 Manchester School B2
0098-1818 Monthly Labor Review B2
1356-3467 New Political Economy B2
0103-6351 Nova Economia (UFMG) B2
1360-0818 Oxford Development Studies B2
0100-0551 Pesquisa e Planejamento Econômico (IPEA) B2
1080-8620 Real Estate Economics B2
0928-7655 Resource and Energy Economics B2
1698-1359 Review of the Economic Research on Copyright Issues B2
0034-7140 Revista Brasileira de Economia (FGV-RJ)B2
0101-7012 Brazilian Review of Econometrics (SBE) B2
1413-8050 Revista de Economia Aplicada (FEA-RP/USP)B2
0103-2003 Revista de Economia e Sociologia Rural (SOBER)B2
0101-3157 Revista de Economia Política B2
0252-0257 Revista de la CEPAL B2
0378-5920 World Economy B2
0102-9924 Análise Econômica (UFRGS) B3
1364-985X Australian Journal of Agricultural and Resource Economics B3
0005-4607 Banca Nazionale del Lavoro. Quarterly Review B3
0007-1080 British Journal of Industrial Relations B3
0309-8168 Capital & Class B3
0012-1533 Developing Economies B3
0012-155X Development and Change B3
1529-7470 Economía (Washington) B3
0264-9993 Economic Modelling B3
0013-0249 Economic Record B3
0954-1985 Economics and Politics B3
0041-3011 El Trimestre Económico B3
0377-7332 Empirical Economics B3
0140-9883 Energy Economics B3
0301-4215 Energy Policy B3
0165-1587 European Review of Agricultural Economics B3
1349-4961 Evolutionary and Institutional Economics Review (Tokyo) B3
1042-7716 History of Economics Society Bulletin B3
0954-7118 International Journal of Global Energy Issues B3
0891-1916 International Journal of Political Economy B3
0219-0249 International Journal of Theoretical and Applied Finance B3
0160-0176 International Regional Science Review B3
0144-8188 International Review of Law and Economics B3
0021-4027 Jahrbücher für Nationalokonomie und Statistik B3
0932-4569 JITE. Journal of Institutional and Theoretical Economics B3
1542-8710 Journal of Academy of Business and Economics B3
0021-9886 Journal of Common Market Studies B3
1544-8037 Journal of International Business and Economics B3
0195-3613 Journal of Labor Research B3
0164-0704 Journal of Macroeconomics B3
1368-5201 Journal of Money Laundering Control B3
0161-8938 Journal of Policy Modeling B3
0022-4146 Journal of Regional Science B3
0718-2724 Journal Of Technology Management And Innovation B3
1097-8526 Latin American Business Review (Binghamton) B3
0028-4726 New England Economic Review B3
0103-4138 Planejamento e Políticas Públicas (IPEA) B3
0301-7036 Problemas del Desarrollo B3
0034-6446 Review of Black Political Economy B3
0034-6764 Review of Social Economy B3
0104-303X Revista Brasileira de Energia (SBPE) B3
1517-4115 Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais (ANPUR) B3
1679-0731 Revista Brasileira de Finanças (SBFin) B3
1677-2504 Revista Brasileira de Inovação (FINEP) B3
1519-7077 Revista Contabilidade e Finanças (FEA-USP) B3
1415-9848 Revista de Economia Contemporânea B3
0100-4956 Revista Econômica do Nordeste (BNB) B3
0180-7307 Revue d'Économie Régionale et Urbaine B3
0036-8237 Science & Society B3
0036-9292 Scottish Journal of Political Economy B3
0921-898X Small Business Economics B3
1062-9769 The Quarterly Review of Economics and Finance B3
0257-3032 World Bank Research Observer B3
0007-4918 Bulletin of Indonesian Economic Studies B4
1043-951X China Economic Review B4
0040-747X Dutch Journal of Economic and Social Geography B4
0094-5056 Eastern Economic Journal B4
0012-8775 Eastern European Economics B4
0870-3531 Economia (Lisboa) B4
0891-2424 Economic Development Quarterly B4
0953-5314 Economic Systems Research B4
0013-0419 Económica (La Plata) B4
1517-1302 Econômica (UFF-Niterói) B4
1570-677X Economics and Human Biology B4
0013-0451 Economics of Planning B4
0013-063X Economist (Leiden) B4
0101-1723 Ensaios FEE B4
0016-7363 Geographical Analysis B4
0104-530X Gestão e Produção (UFSCar) B4
0017-4815 Growth and Change B4
1519-3314 História Econômica & História de Empresas B4
0018-280X Hitotsubashi Journal of Economics B4
0167-6245 Information Economics and Policy B4
1447-9338 Innovation (North Sydney) B4
1474-2748 International Journal of Technology Management & Sustainable
Development B4
1695-7253 Investigaciones Regionales B4
0216-423X JABM. Journal of Accounting-Business & Management B4
0926-6437 Journal of Income Distribution B4
1744-1374 Journal of Institutional Economics B4
0899-7764 Journal of Media Economics B4
0923-7992 Open Economies Review B4
1056-8190 Papers in Regional Science B4
0102-7603 Pesquisa & Debate (PUC-SP)B4
0032-3233 Politicka Ekonomie B4
1415-6555 RAC. Revista de Administração Contemporânea (ANPAD)B4
0034-7590 RAE. Revista de Administração de Empresas (FGV)B4
1676-8000 RBEE. Revista Brasileira de Economia de Empresas B4
0161-7230 Research in Political Economy B4
1546-2609 Review of Business Research B4
0969-2290 Review of International Political Economy B4
1415-1979 Revista da Sociedade Brasileira de Economia Politica B4
0556-5782 Revista de Economia (UFPR) B4
1676-7608 Revista de Economia e Administração (IBMEC-RJ)B4
1679-1614 Revista de Economia e Agronegócio (UFV)B4
1645-0264 Revista de Gestão e Economia B4
1315-6411 Revista Venezolana de Economía y Ciencias Sociales B4
0373-2630 Revue d'Économie Politique B4
0917-0553 RURDS. Review of Urban and Regional Development Studies B4
0039-3606 Studies in Comparative International Development B4
0707-8552 Studies in Political Economy B4
0308-5961 Telecommunications Policy B4
1014-370X UNCTAD Review B4
1413-6090 A Economia em Revista (UEM) B5
0994-4524 Actuel Marx B5
1516-2680 Análise (PUCRS) B5
0277-5921 Contributions to Political Economy B5
1517-9354 Economia e Desenvolvimento (UFSM) B5
0102-2482 Economia Ensaios B5
0858-7329 Economic Journal (Bangkok) B5
1413-4128 Estudos do CEPE (UNISC) B5
1414-4344 Estudos Econômicos da Construção (São Paulo) B5
0103-3905 Indicadores Econômicos FEE B5
0260-1079 Journal of Interdisciplinary Economics B5
1415-6245 Leituras de Economia Política (UNICAMP) B5
0027-0520 Monthly Review B5
1516-9022 Nexos Econômicos (UFBA) B5
1413-585X O&S. Organizações & Sociedade (ADM-UFBA)B5
1808-0235 Oikos (Rio de Janeiro) B5
1517-3879 Organizações Rurais e Agroindustriais (UFLA) B5
1808-575X Perspectiva Econômica (Online) B5
0100-039X Perspectiva Econômica (Unisinos) B5
0101-3459 Perspectivas (São Paulo) B5
1516-1684 Revista de Desenvolvimento Econômico (UNIFACS) B5
1676-4439 Revista da ABET (Online) B5
0716-5927 Revista de Análisis Económico B5
1518-2703 Revista de Direito Bancário do Mercado de Capitais e da
Arbitragem B5
1806-5287 Revista de Direito da Concorrência B5
1677-4973 Revista de Economia & Relações Internacionais B5
1678-5002 Revista de Economia Mackenzie B5
1413-4969 Revista de Política Agrícola B5
1677-9479 Revista Gestão & Tecnologia B5
0556-6916 Revista Paranaense de Desenvolvimento B5
1517-9079 Rveconomia (Rio Verde) B5
0104-0960 Teoria e Evidência Econômica B5
0103-6017 Textos de Economia B5
1053-5357 The Journal of Socio-economics B5
*QUALIS CAPES - ÁREA DE ECONOMIA*
ISSN Titulo Estrato
0002-8282 American Economic Review A1
0309-166X Cambridge Journal of Economics A1
0012-9682 Econometrica A1
0938-2259 Economic Theory A1
0014-2921 European Economic Review A1
0899-8256 Games and Economic Behavior A1
0018-2702 History of Political Economy A1
0020-6598 International Economic Review (Philadelphia) A1
0735-0015 Journal of Business & Economic Statistics A1
0304-4076 Journal of Econometrics A1
0022-0515 Journal of Economic Literature A1
1350-178X Journal of Economic Methodology A1
0895-3309 Journal of Economic Perspectives A1
0022-0531 Journal of Economic Theory A1
0022-1082 Journal of Finance A1
0304-405X Journal of Financial Economics A1
0022-1996 Journal of International Economics A1
0022-2879 Journal of Money, Credit and Banking A1
0022-3808 Journal of Political Economy A1
0160-3477 Journal of Post Keynesian Economics A1
0047-2727 Journal of Public Economics A1
0034-6527 Review of Economic Studies A1
0034-6535 Review of Economics and Statistics A1
0893-9454 Review of Financial Studies A1
0033-5533 The Quarterly Journal of Economics A1
0741-6261 The Rand Journal of Economics A1
0007-2303 Brookings Papers on Economic Activity A2
0008-4085 Canadian Journal of Economics A2
0095-2583 Economic Inquiry A2
0165-1765 Economics Letters A2
0960-6491 Industrial and Corporate Change A2
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0925-5273 International Journal of Production Economics A2
0883-7252 Journal of Applied Econometrics A2
0378-4266 Journal of Banking & Finance A2
0304-3878 Journal of Development Economics A2
0167-2681 Journal of Economic Behavior & Organization A2
0165-1889 Journal of Economic Dynamics & Control A2
1381-4338 Journal of Economic Growth A2
0021-3624 Journal of Economic Issues A2
0144-3585 Journal of Economic Studies (Bradford) A2
0095-0696 Journal of Environmental Economics and Management A2
1042-9573 Journal of Financial Intermediation A2
0167-6296 Journal of Health Economics A2
0022-166X Journal of Human Resources A2
0022-1821 Journal of Industrial Economics A2
0261-5606 Journal of International Money and Finance A2
0734-306X Journal of Labor Economics A2
8756-6222 Journal of Law, Economics & Organization A2
0304-4068 Journal of Mathematical Economics A2
1365-1005 Macroeconomic Dynamics A2
0028-0283 National Tax Journal A2
0048-7333 Research Policy A2
1094-2025 Review of Economic Dynamics A2
0953-8259 Review of Political Economy A2
0486-6134 Review of Radical Political Economics A2
0176-1714 Social Choice and Welfare A2
0021-9398 The Journal of Business (Chicago) A2
0022-2186 The Journal of Law & Economics A2
0002-9092 American Journal of Agricultural Economics B1
0003-6846 Applied Economics B1
0010-4140 Comparative Political Studies B1
0921-8009 Ecological Economics B1
0939-3625 Economic Systems B1
0013-0427 Economica (London) B1
0266-2671 Economics and Philosophy B1
0272-7757 Economics of Education Review B1
1043-8599 Economics of Innovation and New Technology B1
0308-5147 Economy and Society B1
0195-6574 Energy Journal (Cambridge) B1
1355-770X Environment and Development Economics B1
0014-4983 Explorations in Economic History B1
1057-9230 Health Economics B1
1122-8792 History of Economic Ideas B1
1020-7635 IMF Staff Papers B1
0019-7939 Industrial and Labor Relations Review B1
0019-8692 Industrial Relations Journal B1
0306-8293 International Journal of Social Economics B1
0022-0388 Journal of Development Studies B1
0022-0507 Journal of Economic History B1
1058-6407 Journal of Economics & Management Strategy B1
0022-216X Journal of Latin American Studies B1
0276-8739 Journal of Policy Analisys and Management B1
0933-1433 Journal of Population Economics B1
1097-3923 Journal of Public Economic Theory B1
0922-680X Journal of Regulatory Economics B1
0895-5646 Journal of Risk and Uncertainty B1
0143-9782 Journal of Time Series Analysis B1
0094-1190 Journal of Urban Economics B1
0927-5371 Labour Economics B1
0023-7639 Land Economics B1
0165-4896 Mathematical Social Sciences B1
0026-1386 Metroeconomica B1
0305-9049 Oxford Bulletin of Economics and Statistics B1
0030-7653 Oxford Economic Papers B1
0266-903X Oxford Review of Economic Policy B1
0048-5829 Public Choice B1
1469-7688 Quantitative Finance B1
0166-0462 Regional Science and Urban Economics B1
0034-3404 Regional Studies B1
1058-7195 Review of Agricultural Economics B1
0034-6586 Review of Income and Wealth B1
0965-7576 Review of International Economics B1
0043-2636 Review of World Economics / Weltwirtschaftliches Archiv B1
0347-0520 Scandinavian Journal of Economics B1
0038-4038 Southern Economic Journal B1
0954-349X Structural Change and Economic Dynamics B1
0570-1864 The Annals of Regional Science B1
0258-6770 The World Bank Economic Review B1
0957-1787 Utilities Policy B1
0305-750X World Development B1
0169-5150 Agricultural Economics B2
1405-2253 America Latina en la Historía Económica B2
0254-5330 Annals of Operations Research B2
1350-4851 Applied Economics Letters B2
0004-8216 Aussenwirtschaft B2
1074-3529 Contemporary Economic Policy B2
0747-4938 Econometric Reviews B2
1517-7580 Economia (ANPEC) B2
0104-0618 Economia e Sociedade (UNICAMP) B2
1405-8421 Economía, Sociedad y Territorio B2
0013-0079 Economic Development and Cultural Change B2
0013-0117 Economic History Review B2
0013-0494 Economie Appliquée B2
0101-4161 Estudos Econômicos (IPE-FEA/USP) B2
0965-4313 European Planning Studies B2
1027-5703 Integration & Trade B2
1076-9307 International Journal of Finance and Economics B2
1466-6650 International Journal of Global Environmental Issues B2
0185-1667 Investigación Económica. Facultad de Economía de la UNAM B2
0922-1425 Japan and the World Economy B2
0021-857X Journal of Agricultural Economics B2
0147-5967 Journal of Comparative Economics B2
0022-0485 Journal of Economic Education B2
0167-4870 Journal of Economic Psychology B2
0013-3035 Journal of Economics / Ekonomicky Casopis B2
1083-9798 Journal of Emerging Markets B2
0277-6693 Journal of Forecasting B2
1051-1377 Journal of Housing Economics B2
1384-1289 Journal of Policy Reform B2
0895-562X Journal of Productivity Analysis B2
0895-5638 Journal of Real Estate Finance and Economics B2
0889-1583 Journal of the Japanese and International Economies B2
0022-5258 Journal of Transport Economics and Policy B2
1463-6786 Manchester School B2
0098-1818 Monthly Labor Review B2
1356-3467 New Political Economy B2
0103-6351 Nova Economia (UFMG) B2
1360-0818 Oxford Development Studies B2
0100-0551 Pesquisa e Planejamento Econômico (IPEA) B2
1080-8620 Real Estate Economics B2
0928-7655 Resource and Energy Economics B2
1698-1359 Review of the Economic Research on Copyright Issues B2
0034-7140 Revista Brasileira de Economia (FGV-RJ)B2
0101-7012 Brazilian Review of Econometrics (SBE) B2
1413-8050 Revista de Economia Aplicada (FEA-RP/USP)B2
0103-2003 Revista de Economia e Sociologia Rural (SOBER)B2
0101-3157 Revista de Economia Política B2
0252-0257 Revista de la CEPAL B2
0378-5920 World Economy B2
0102-9924 Análise Econômica (UFRGS) B3
1364-985X Australian Journal of Agricultural and Resource Economics B3
0005-4607 Banca Nazionale del Lavoro. Quarterly Review B3
0007-1080 British Journal of Industrial Relations B3
0309-8168 Capital & Class B3
0012-1533 Developing Economies B3
0012-155X Development and Change B3
1529-7470 Economía (Washington) B3
0264-9993 Economic Modelling B3
0013-0249 Economic Record B3
0954-1985 Economics and Politics B3
0041-3011 El Trimestre Económico B3
0377-7332 Empirical Economics B3
0140-9883 Energy Economics B3
0301-4215 Energy Policy B3
0165-1587 European Review of Agricultural Economics B3
1349-4961 Evolutionary and Institutional Economics Review (Tokyo) B3
1042-7716 History of Economics Society Bulletin B3
0954-7118 International Journal of Global Energy Issues B3
0891-1916 International Journal of Political Economy B3
0219-0249 International Journal of Theoretical and Applied Finance B3
0160-0176 International Regional Science Review B3
0144-8188 International Review of Law and Economics B3
0021-4027 Jahrbücher für Nationalokonomie und Statistik B3
0932-4569 JITE. Journal of Institutional and Theoretical Economics B3
1542-8710 Journal of Academy of Business and Economics B3
0021-9886 Journal of Common Market Studies B3
1544-8037 Journal of International Business and Economics B3
0195-3613 Journal of Labor Research B3
0164-0704 Journal of Macroeconomics B3
1368-5201 Journal of Money Laundering Control B3
0161-8938 Journal of Policy Modeling B3
0022-4146 Journal of Regional Science B3
0718-2724 Journal Of Technology Management And Innovation B3
1097-8526 Latin American Business Review (Binghamton) B3
0028-4726 New England Economic Review B3
0103-4138 Planejamento e Políticas Públicas (IPEA) B3
0301-7036 Problemas del Desarrollo B3
0034-6446 Review of Black Political Economy B3
0034-6764 Review of Social Economy B3
0104-303X Revista Brasileira de Energia (SBPE) B3
1517-4115 Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais (ANPUR) B3
1679-0731 Revista Brasileira de Finanças (SBFin) B3
1677-2504 Revista Brasileira de Inovação (FINEP) B3
1519-7077 Revista Contabilidade e Finanças (FEA-USP) B3
1415-9848 Revista de Economia Contemporânea B3
0100-4956 Revista Econômica do Nordeste (BNB) B3
0180-7307 Revue d'Économie Régionale et Urbaine B3
0036-8237 Science & Society B3
0036-9292 Scottish Journal of Political Economy B3
0921-898X Small Business Economics B3
1062-9769 The Quarterly Review of Economics and Finance B3
0257-3032 World Bank Research Observer B3
0007-4918 Bulletin of Indonesian Economic Studies B4
1043-951X China Economic Review B4
0040-747X Dutch Journal of Economic and Social Geography B4
0094-5056 Eastern Economic Journal B4
0012-8775 Eastern European Economics B4
0870-3531 Economia (Lisboa) B4
0891-2424 Economic Development Quarterly B4
0953-5314 Economic Systems Research B4
0013-0419 Económica (La Plata) B4
1517-1302 Econômica (UFF-Niterói) B4
1570-677X Economics and Human Biology B4
0013-0451 Economics of Planning B4
0013-063X Economist (Leiden) B4
0101-1723 Ensaios FEE B4
0016-7363 Geographical Analysis B4
0104-530X Gestão e Produção (UFSCar) B4
0017-4815 Growth and Change B4
1519-3314 História Econômica & História de Empresas B4
0018-280X Hitotsubashi Journal of Economics B4
0167-6245 Information Economics and Policy B4
1447-9338 Innovation (North Sydney) B4
1474-2748 International Journal of Technology Management & Sustainable
Development B4
1695-7253 Investigaciones Regionales B4
0216-423X JABM. Journal of Accounting-Business & Management B4
0926-6437 Journal of Income Distribution B4
1744-1374 Journal of Institutional Economics B4
0899-7764 Journal of Media Economics B4
0923-7992 Open Economies Review B4
1056-8190 Papers in Regional Science B4
0102-7603 Pesquisa & Debate (PUC-SP)B4
0032-3233 Politicka Ekonomie B4
1415-6555 RAC. Revista de Administração Contemporânea (ANPAD)B4
0034-7590 RAE. Revista de Administração de Empresas (FGV)B4
1676-8000 RBEE. Revista Brasileira de Economia de Empresas B4
0161-7230 Research in Political Economy B4
1546-2609 Review of Business Research B4
0969-2290 Review of International Political Economy B4
1415-1979 Revista da Sociedade Brasileira de Economia Politica B4
0556-5782 Revista de Economia (UFPR) B4
1676-7608 Revista de Economia e Administração (IBMEC-RJ)B4
1679-1614 Revista de Economia e Agronegócio (UFV)B4
1645-0264 Revista de Gestão e Economia B4
1315-6411 Revista Venezolana de Economía y Ciencias Sociales B4
0373-2630 Revue d'Économie Politique B4
0917-0553 RURDS. Review of Urban and Regional Development Studies B4
0039-3606 Studies in Comparative International Development B4
0707-8552 Studies in Political Economy B4
0308-5961 Telecommunications Policy B4
1014-370X UNCTAD Review B4
1413-6090 A Economia em Revista (UEM) B5
0994-4524 Actuel Marx B5
1516-2680 Análise (PUCRS) B5
0277-5921 Contributions to Political Economy B5
1517-9354 Economia e Desenvolvimento (UFSM) B5
0102-2482 Economia Ensaios B5
0858-7329 Economic Journal (Bangkok) B5
1413-4128 Estudos do CEPE (UNISC) B5
1414-4344 Estudos Econômicos da Construção (São Paulo) B5
0103-3905 Indicadores Econômicos FEE B5
0260-1079 Journal of Interdisciplinary Economics B5
1415-6245 Leituras de Economia Política (UNICAMP) B5
0027-0520 Monthly Review B5
1516-9022 Nexos Econômicos (UFBA) B5
1413-585X O&S. Organizações & Sociedade (ADM-UFBA)B5
1808-0235 Oikos (Rio de Janeiro) B5
1517-3879 Organizações Rurais e Agroindustriais (UFLA) B5
1808-575X Perspectiva Econômica (Online) B5
0100-039X Perspectiva Econômica (Unisinos) B5
0101-3459 Perspectivas (São Paulo) B5
1516-1684 Revista de Desenvolvimento Econômico (UNIFACS) B5
1676-4439 Revista da ABET (Online) B5
0716-5927 Revista de Análisis Económico B5
1518-2703 Revista de Direito Bancário do Mercado de Capitais e da
Arbitragem B5
1806-5287 Revista de Direito da Concorrência B5
1677-4973 Revista de Economia & Relações Internacionais B5
1678-5002 Revista de Economia Mackenzie B5
1413-4969 Revista de Política Agrícola B5
1677-9479 Revista Gestão & Tecnologia B5
0556-6916 Revista Paranaense de Desenvolvimento B5
1517-9079 Rveconomia (Rio Verde) B5
0104-0960 Teoria e Evidência Econômica B5
0103-6017 Textos de Economia B5
1053-5357 The Journal of Socio-economics B5
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segunda-feira, abril 06, 2009
Definições Sobre Convergência Econômica
Uma das discussões mais importantes na macroeconomia do crescimento é sobre a convergência econômica, isto é, a possibilidade de haver alguma simetria entre as trajetórias do produto de diferentes economias, mesmo que elas partam de diferentes posições iniciais. Em outras palavras, discute-se se as relações de desigualdade entre as economias tendem a se reduzir, se manter, ou mesmo aumentar ao longo do seu processo de desenvolvimento. O artigo “The Classical Approach to Convergence Analysis” (1996), do professor da Columbia University Xavier Sala-i-Martin explica, com exemplos, quatro hipóteses distintas de convergência.
Em primeiro lugar, a convergência beta-absoluta determina que as economias inicialmente mais pobres tendem a manter uma trajetória de crescimento mais elevado do que as mais ricas. Em termos mais formais, supondo que, para uma determinada amostra de economias, seja a taxa de crescimento do produto per capita real da economia i de t a T, e yi,t o nível do produto per capita real no período inicial t:

Se, em um teste econométrico, for encontrado um coeficiente beta maior do que zero, caracterizará uma situação de convergência absoluta entre o produto real per capita das economias.
É importante ressaltar que a definição de convergência beta-absoluta supõe que diferentes economias diferem apenas em seus estoques iniciais de capital, havendo uma única trajetória de estado estacionário para todaa a população de economias, o que, na maior parte dos casos, é uma hipótese bastante irrealista.
Em segundo lugar, a definição de convergência beta-condicional supõe que as economias diferem, além de em seus níveis iniciais de capital, também nos seus níveis iniciais de tecnologia, nas suas propensões a poupar e nas suas taxas de crescimento populacional. Ou seja, parte do pressuposto de que as economias tendem a diferentes estados estacionários, cada uma de acordo com suas próprias características. Por isso, essa definição prevê que a taxa de crescimento de cada economia está positivamente relacionada com a distância do seu estado estacionário, quanto mais distante, maior será o ritmo de crescimento. Por outro lado, se as economias tiverem as mesmas características, irão para um estado estacionário idêntico, de modo que as inicialmente mais pobres, por estarem mais distantes da sua trajetória de estado estacionário, crescerão mais, caracterizando uma situação de convergência beta-absoluta.
Nesse mesmo sentido, uma forma alternativa de se estudar a convergência do produto de diferentes economias é pela definição da convergência por clubes, isto é, pela técnica de se selecionar uma amostra de economias de características semelhantes por hipótese, com estados estacionários próximos, isto é, com uma estrutura de instituições, dotações tecnológicas e preferências dos agentes econômicos relativamente homogênea. Sala-i-Martin cita como exemplos de convergência por clubes de economias estudos empíricos aplicados para as economias desenvolvidas da OECD, os estados americanos e as prefeituras do Japão.
Por fim, uma definição alternativa de convergência econômica é a convergência sigma. Segundo essa hipótese, um grupo de economias converge se a dispersão de seu nível de produto real per capita tende a decrescer ao longo do tempo, isto é, σt+T > σT, em que σt é o desvio do log (yi, t) da economia i. Observa-se que a beta-convergência é condição necessária, mas insuficiente para haver sigma-convergência. Isto é, para haver sigma-convergência, é necessário que as economias mais pobres cresçam mais rápido do que as mais ricas, mas se elas ultrapassarem e se distanciarem dessas economias, a dispersão não reduzirá, a desigualdade se manterá, e não haverá convergência.
Em primeiro lugar, a convergência beta-absoluta determina que as economias inicialmente mais pobres tendem a manter uma trajetória de crescimento mais elevado do que as mais ricas. Em termos mais formais, supondo que, para uma determinada amostra de economias, seja a taxa de crescimento do produto per capita real da economia i de t a T, e yi,t o nível do produto per capita real no período inicial t:

Se, em um teste econométrico, for encontrado um coeficiente beta maior do que zero, caracterizará uma situação de convergência absoluta entre o produto real per capita das economias.
É importante ressaltar que a definição de convergência beta-absoluta supõe que diferentes economias diferem apenas em seus estoques iniciais de capital, havendo uma única trajetória de estado estacionário para todaa a população de economias, o que, na maior parte dos casos, é uma hipótese bastante irrealista.
Em segundo lugar, a definição de convergência beta-condicional supõe que as economias diferem, além de em seus níveis iniciais de capital, também nos seus níveis iniciais de tecnologia, nas suas propensões a poupar e nas suas taxas de crescimento populacional. Ou seja, parte do pressuposto de que as economias tendem a diferentes estados estacionários, cada uma de acordo com suas próprias características. Por isso, essa definição prevê que a taxa de crescimento de cada economia está positivamente relacionada com a distância do seu estado estacionário, quanto mais distante, maior será o ritmo de crescimento. Por outro lado, se as economias tiverem as mesmas características, irão para um estado estacionário idêntico, de modo que as inicialmente mais pobres, por estarem mais distantes da sua trajetória de estado estacionário, crescerão mais, caracterizando uma situação de convergência beta-absoluta.
Nesse mesmo sentido, uma forma alternativa de se estudar a convergência do produto de diferentes economias é pela definição da convergência por clubes, isto é, pela técnica de se selecionar uma amostra de economias de características semelhantes por hipótese, com estados estacionários próximos, isto é, com uma estrutura de instituições, dotações tecnológicas e preferências dos agentes econômicos relativamente homogênea. Sala-i-Martin cita como exemplos de convergência por clubes de economias estudos empíricos aplicados para as economias desenvolvidas da OECD, os estados americanos e as prefeituras do Japão.
Por fim, uma definição alternativa de convergência econômica é a convergência sigma. Segundo essa hipótese, um grupo de economias converge se a dispersão de seu nível de produto real per capita tende a decrescer ao longo do tempo, isto é, σt+T > σT, em que σt é o desvio do log (yi, t) da economia i. Observa-se que a beta-convergência é condição necessária, mas insuficiente para haver sigma-convergência. Isto é, para haver sigma-convergência, é necessário que as economias mais pobres cresçam mais rápido do que as mais ricas, mas se elas ultrapassarem e se distanciarem dessas economias, a dispersão não reduzirá, a desigualdade se manterá, e não haverá convergência.
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quarta-feira, abril 01, 2009
Vocabulário para Dissertações
1 - Prosopopéia flácida para acalentar bovinos.
(Conversa mole pra boi dormir);
2 - Colóquio sonolento para bovino repousar.
(História pra boi dormir);
3 - Romper a face.
(Quebrar a cara);
4- Creditar o primata.
(Pagar o mico);
5 - Inflar o volume da bolsa escrotal.
(Encher o saco);
6 - Derrubar, com a extremidade do membro inferior, o suporte sustentáculo de uma das unidades de proteção solar do acampamento.
(Chutar o pau da barraca);
7 - Deglutir o batráquio.
(Engolir o sapo);
8 - Derrubar com intenções mortais.
(Cair matando);
9 -Aplicar a contravenção do João, deficiente físico de um dos membros superiores.
(Dar uma de João sem braço);
10 -Sequer considerando a utilização de um longo pedaço de madeira.
(Nem a pau);
11 - Sequer considerando a possibilidade da fêmea bovina expirar fortes contrações laringo-bucais.
(Nem que a vaca tussa);
12 - Sequer considerando a utilização de uma relação sexual.
(Nem fudendo);
13 - Derramar água pelo chão, através do tombamento violento e premeditado de seu recipiente com a extremidade do membro inferior.
(Chutar o balde);
14 - Retirar o filhote de eqüino da perturbação pluviométrica.
(Tirar o cavalinho da chuva);
15 - A bucéfalo de oferendas não perquiris formação ortodôntica!
(A cavalo dado não se olham os dentes!);
16 - O orifício circular corrugado, localizado na parte ínfero-lombar da região glútea de um indivíduo em alto grau etílico, deixa de estar em consonância com os ditames referentes ao direito individual de propriedade.
(... de bêbado não tem dono)
(Conversa mole pra boi dormir);
2 - Colóquio sonolento para bovino repousar.
(História pra boi dormir);
3 - Romper a face.
(Quebrar a cara);
4- Creditar o primata.
(Pagar o mico);
5 - Inflar o volume da bolsa escrotal.
(Encher o saco);
6 - Derrubar, com a extremidade do membro inferior, o suporte sustentáculo de uma das unidades de proteção solar do acampamento.
(Chutar o pau da barraca);
7 - Deglutir o batráquio.
(Engolir o sapo);
8 - Derrubar com intenções mortais.
(Cair matando);
9 -Aplicar a contravenção do João, deficiente físico de um dos membros superiores.
(Dar uma de João sem braço);
10 -Sequer considerando a utilização de um longo pedaço de madeira.
(Nem a pau);
11 - Sequer considerando a possibilidade da fêmea bovina expirar fortes contrações laringo-bucais.
(Nem que a vaca tussa);
12 - Sequer considerando a utilização de uma relação sexual.
(Nem fudendo);
13 - Derramar água pelo chão, através do tombamento violento e premeditado de seu recipiente com a extremidade do membro inferior.
(Chutar o balde);
14 - Retirar o filhote de eqüino da perturbação pluviométrica.
(Tirar o cavalinho da chuva);
15 - A bucéfalo de oferendas não perquiris formação ortodôntica!
(A cavalo dado não se olham os dentes!);
16 - O orifício circular corrugado, localizado na parte ínfero-lombar da região glútea de um indivíduo em alto grau etílico, deixa de estar em consonância com os ditames referentes ao direito individual de propriedade.
(... de bêbado não tem dono)
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