domingo, abril 13, 2008

Mapa da Pobreza em Porto Alegre - 10 (Vila Mário Quintana)

Prosseguindo com o mapa da pobreza de Porto Alegre, agora apresento as vilas localizadas no bairro Mário Quintana, na região extremo-leste da cidade (após a av. Manoel Elias, até a fronteira com Alvorada). Essa é uma das principais regiõe de favelas da cidade.


Partindo em uma direção norte-sul, a região começa no COAB Rubem Berta (no bairro não-oficial do Jardim Leopoldina). Nessa parte do bairro, as vilas encontram-se juntas aos prédios de residências populares. Só consegui o nome de uma delas, a "Recanto da Lagoa", mesmo não encontrando nenhuma lagoa por ali.


A leste, próxima à fronteira com Alvorada, está o loteamento Timbaúva (também um bairro não-oficial). Esse loteamento consiste em uma parte composta por casas populares planejadas, e duas partes mais favelizadas. A parte planejada do loteamento está em expansão, recebendo antigos moradores das vilas removidas de dentro da cidade.


Ao sul do COAB Rubem Berta, encontram-se um aglomerado de vilas maiores:


À sudoeste, próximo à av. Manoel Elias e à FAPA, está o complexo Chácara da Fumaça. Quando eu fiz o vestibular para a Economia-UFRGS no prédio da FAPA, pude ver a entrada da vila em uma rua de terra cruzando a Manuel Elias. Era visível a pobreza da região em diversos aspectos: casas irregulares sem reboco, trânsito de carroças carregando lixo, grande quantidade de crianças descalças perambulando pelas ruas.


A leste da Chácara da Fumaça, está a Vila Safira, a maior favela da região. Essa vila parece ser bastante irregular, sendo mais pobre em determinadas ruas do que em outras. Além disso, as suas ruas parecem mais bem definidas do que nas vilas anteriores.


Ao sul, a Vila Safira acaba em uma rua que vai dar na Av. Protásio Alves, próxima ao Campus do Vale (UFRGS) e ao Morro Santana.

8 comentários:

Jener Gomes disse...

Muito interessante a tua pesquisa, parabéns! Eu queria ter um bom panorama, poderia fazer uma imagem geral da cidade com mais definição, ou disponibilizar os marcadores na internet?
Um abraço!

Anônimo disse...

Cara, eu sobrevivo no loteamento timbauva e, esses mapas estão 4 anos desatualizados.
Pra tu ter uma idéia eu estava procurando o cep de algum poto de lá (rsrsrs) e caí ak.
raptors(@)pop.com.br

Ricardo Agostini Martini disse...

Raptors,
O Google Earth não atualiza Porto Alegre desde 2004 ou 2005. Estou curioso para ver a evolução das vilas da região.

Abraço

Serralheria Metais Martins disse...

Bom dia Senhor Ricardo Agostini Martini, meu nome é Charls Martins atulmente moro na na rua 6 de novembro, a rua cituada perto da FAPA, a qual o Sr se referiu, achei otimo a sua pesquisa sobre a pobreza deste lugar, ainda existem pessoas muito pobres vivendo nesta área, queria saber se com todo esse perfil que o sr tem fez alguma coisa para mudar a cituação nem que seja de uma pessoa que vive em alguma viela cituada pelo vossa Senhoria, ou fez algo para dar mais qualidade de vida para essas pessoas, desculpe parecer grosceito mas, ja na ageunto mais ver politicos roubando milhões, O LULA viajando, enqunto pessoas vivem mal e quem sabe passam até fome numa dessas vielas citadas;

Abraços Amigo
se puder ajudar a essas pessoas terem mais qualidade de vida fico grato ao sr.

Anônimo disse...

Boa noite sr. Ricardo Martini. Eu te escrevo porque morei toda minha infancia na vila safira, estudei até o 4º ano de primaria na escola Maris e Barros, depois pasei a estudar no bairro do Bom Fim. Bom o que eu tenho para te contar, é que comecei notar a melhora da qualidade de vida na vila Safira, na época do Sarnei, depois com Fernando Henrique; no começo com Sarnei já podiamos beber leite todos os dias, com os tiques de leite que nos davam, graças a Deus em alguns armazéns nos deixavam trocar por banana tbém, a verdade é que éramos muito pobres e careciamos de muita educaçao de todos os tipos. Eu consegui sair adiante com todas as oportunidades que via. Hoje sou enfermeira, mestra em gerontologia. Resumindo, a populaçao evoluciono bastante, pelo menos o complexo de inferoridade já se nota um poco menos. Para melhorar mais, na minha opiniao, tem que melhorar o ensino nas escolas pública, preparar melhor os alunos para o vestibular; muitos alunos terminam o 2º grau e nao tem conhecimentos básicos para competir com os alunos que estudaram em colégios particulares. Eu fiz minha carreira em universidades privadas, trabalhando muito e com muito sacrificio. Saudaçoes.

Aline disse...

Olá, moro na vila safira á 19 anos ou melhor sobrevivo de tantas historias de boa vizinhança lares calorosos aposto que alguem que mora sozinho numa casa enorme do planalto talvez não seja tão feliz como viver em comunidades carentes Problemas temos marginalidade e o trafico de drogas são como uma doença incuravel que talvez aja cura mais com investimento de autoridaes!!!!!!

Anônimo disse...

Parabéns pelo trabalho. Acredito que ao contrário do que um colaborador referiu anteriormente o trabalho deve servir de base para que as pessoas das comunidades passem a refletir e a exigir (organizadamente) do poder público melhores condições de vida, e mais, que elas prórpias comecem a trabalahar pela melhoria da condição e não apenas ficar esperando. Temos todos que ir a luta!Parabéns

Anônimo disse...

bom dia senhor ricardo martine meu nome e fabiane estava aqui tentando achar fotos antigas do meu bairro eu disse bairro que e bem diferente a favelas na quais o senhor se refere quando fala em tava procurando fotos justamente que comprovem o quanto tem mudado esse lugar .moro a 24 anos nesse lugar e teve algumas mudasas sito algumas ruas asfaltadas , creches mas falta mais 1 pra melhorar mais , posto de saude chacara da fumaca, escla chico mendes foi algumas mudansas ...mas o que me preoculpa no meu que os governos estao empurando as vilas todas pra zona norte da cidade no meu ver fica parecendo que querem nos esclui da sosiedade so falta ergueren o muro de berlim . o povo desumano esse que os favelados votam ne senhor ricardo martine nao lhe conhesso ,nem mesmo nunca vi falar do senhor . mas lhe aconselho a vir a nossa comunidade e ver de perto o que realmente nessecitaom as pessoas mai carentes